A (des)construção de Alice

O figurino de Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland, 2010), nova empreitada do cineasta americano Tim Burton, que chega às salas locais no próximo dia 23, em 3D, merece um parêntese. Aliás rolos e rolos de parênteses, do tamanho do talento da figurinista e parceira fiel de Burton, Colleen Atwood. Sim, esta é a mulher que externa – em tecidos e fitas – a desconstrução que a jovem Alice Kingsleigh (vivida pela bela Mia Wasikowska) passa durante a trama.

A desconstrução de Alice

A desconstrução de Alice

Alice começa entre lacinhos e frufrus, mas negando veemente o espartilho (boa menina!). Em uma de suas primeiras falas pergunta à mãe: Quem é que deve dizer o que é apropriado? Então, se alguém disser que é apropriado usar um bacalhau na cabeça, você usaria? Espartilho é como bacalhau para mim!

Haja cor, tesoura e talento

Haja cor, tesoura e talento

Destaque ainda para o vestuário da Rainha Vermelha, de Helena Boham Carter, e do Chapeleiro Maluco, de Johnny Depp. Atwood já foi indicada sete vezes ao Oscar – das quais levou duas estatuetas para casa pelo trabalho de vestir as estrelas de Chicago e de Memórias de uma Gueixa.

Leia mais sobre o filme no Diario de Pernambuco.

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