Primer é frescura?

A primeira vez que vi o termo citado em blogs de maquiagem  achei estranhíssimo. Pra mim, até então, primer era um produto que se passava nas latarias dos carros e servia como base para a pintura em cima do metal. Nos nossos rostinhos, a função é marromeno parecida, mas ainda assim achei o paralelo um bocado infame.

Vamos então aos fatos. Minha primeira impressão foi de que o novo produto era um contrassenso (como apregoa nossa chatíssima reforma ortográfica): em vez de facilitar a rotina diária de maquiagem, ele adicionaria mais uma etapa – e portanto mais tempo – ao processo. Enfim, a não ser que os efeitos do bendito compensassem com vantagens o ônus, o tal do primer tinha grandes chances de entrar no meu rol de produtos dispensáveis.

Foi quando veio a Avon e lançou o Magix, com preço promocional, e como eu obviamente não tava a fim de gastar com um negócio no qual eu não botava muita fé, dei uma chance. E eis que recentemente ganhei do queridíssimo Phelipe Rodrigues, amigo e colega de redação, um Dr. Feelgood, considerado um dos tops entre os primers. Além deles, já usei também o Opaque Gel, da Pharmapele, já comentado aqui por Thatiana, que embora não batizado expressamente de primer faz sim a função preparadora da pele antes do make.

Imagens: Divulgação

As minhas conclusões:

Antes de tudo, preciso dizer que passo o dia em ambiente fechado, com ar condicionado, e minha pele é seca que Deus deu. E minha maquiagem rotineira, feita em dois minutos, se resume a pó, batom e no máximo um rímel.

O Magix (R$ 38 no preço não-promocional) é fluido, fácil de espalhar, e deixa a pele bem macia, mas brilhosa. Aplico em cima do protetor solar, mas ela não dispensa o uso de pó. Na prática, acho que ela ajuda a evitar a aparência melada – no meu caso por conta do protetor solar – que vai aparecendo ao longo do dia. Uma grande sacada do produto é o FPS 20, mas confesso que não o usaria em substituição ao protetor solar. A empresa também afirma que o Magix disfarça linhas finas e poros dilatados – isso eu não vi.

Já o Dr Feelgood (Vi dia desses no Strawberrynet por cerca de R$ 50. No MercadoLivre tem por R$ 94) tem uma apresentação diferente. Ele vem em um potinho metálico, com uma esponja, e a textura é sólida. O efeito na pele é bem mais opaco e, na minha opinião, ele deixa a textura suave, agradável ao toque, o dia todo. O único senão é o cheiro, meio engraçado, meio antigo, como todos os produtos da Benefit que eu conheço, mas mais forte do que eu gostaria. Além da função Cinderela, ele também promete dar uma tratada na pele, efeito das vitaminas A, C, E contidas na fórmula. A bula também recomenda o uso após a maquiagem.

O Opaque gel (R$ 33) tem o acabamento mais seco dos três, também é fácil de espalhar, mas acho que a duração é menor. A fórmula dele também é diferente do Magix e do Dr Feelgood – em vez do silicone, que atua criando uma cama sobre a pele, ele tem microesponjas que, segundo o fabricante, absorvem a oleosidade. Como já disse, minha pele é seca, e eu acho sim que ele ajuda a ressecar.

Minha conclusão é de que os primers são úteis sim, mas não consegui aderir na correria do dia-a-dia. Acho que eles funcionam melhor pra uma maquiagem mais elaborada, da qual se espera mais durabilidade. Imagino que eles possam fazer diferença pra quem tem pele oleosa e precisa de alguma coisa que ajude a controlar o brilho em excesso.

E você, adotou o primer como rotina de maquiagem? Comente e conte pra gente.