sexta-feira, 3 de julho, 2009 por TatiNasci às 22:36
Modernidade é isso. A prefeitura de Amsterdã, na Holanda, está procurando um jeito de convencer os bancos a darem crédito para as prostitutas da cidade.
Hoje, muitos bancos evitam ter as profissionais do sexo como clientes.
Que besteira. O distrito da Luz Vermelha se tornou um dos principais atrativos turísticos da cidade.
quinta-feira, 2 de julho, 2009 por TatiNasci às 13:00
Tá devendo nas financeiras? Conhece alguém nessa situação? Então a hora de renegociar a dívida pode ser agora, como mostra a repórter Rosa Falcão na edição de hoje do Diario:
De olho no dinheiro extra do décimo terceiro salário dos servidores públicos e dos trabalhadores que tiram férias em julho, as financeiras montaram uma estratégia de renegociação de dívidas para atrair os inadimplentes. As condições variam de empresa para empresa e podem ser vantajosas. Para quem está com atraso entre 90 e 180 dias o desconto dos juros pode chegar até 40%. Aqueles que têm dívidas acumuladas com prazos de 180 a 360 dias os juros são eliminados. Acima de 360 dias além de se livrar dos juros podem ter reduzido o valor principal da dívida. No pacote de bondades o saldo devedor pode ser diluído em até quinze parcelas.
quarta-feira, 1 de julho, 2009 por TatiNasci às 1:09
Hoje o Plano Real está completando 15 aninhos. Que gracinha.
Para lembrar a data, toda a equipe de Economia do Diario (as editoras Cláudia Santos e Leianne Correia e os repórteres Rosa Falcão, Micheline Batista, Juliana Cavalcanti, Tarcísio Ferraz, Mirella Falcão e Tatiana Nascimento) preparou uma edição monotemática do caderno, com o importante apoio do pessoal da arte, da fotografia e da diagramação.
Real para um lado, real para o outro. Falamos em crédito, dentadura, jovens que não conheceram a hiperinflação, o risco da inadimplência, a blindagem contra a crise, os acertos e os erros.
Ao lado está a capa do caderno. Vou colocar abaixo os links para todas as matérias. Espero que gostem do material.
quarta-feira, 1 de julho, 2009 por TatiNasci às 1:09
Aleluia, temos uma nova enquete. E ela é sobre os 15 anos do Real. Quero saber o que vocês acham do plano. É só dar um clique em uma das respostas ao lado.
Uma maravilha! Acabou com a hiperinflação, ora.
Muito bom. Ficou melhor depois da Lei de Responsabilidade Fiscal e do regime de metas de inflação.
Legal. Mas sempre pode melhorar. É preciso achar um jeito de baixar mais os juros.
terça-feira, 30 de junho, 2009 por TatiNasci às 20:45
Sempre quis colocar um post com esse título. Agora surgiu a oportunidade. Pena que ele teve que vir com o complemento.
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou hoje o estudo Receita Pública: Quem paga e como se gasta no Brasil.
Segundo o trabalho, a população de menor renda tem de trabalhar quase duas vezes mais do que a de alta renda para arcar com o pagamento de tributos.
Vejam só a distorção. As famílias com renda mensal de até dois salários mínimos têm de trabalhar 197 dias para arcar com o pagamento de tributos. Já aquelas com renda mensal de mais de 30 salários mínimos têm de trabalhar 106 dias.
segunda-feira, 29 de junho, 2009 por TatiNasci às 19:50
O que já se especulava na sexta-feira foi confirmado hoje pelo governo: a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os veículos continua.
A isenção para os populares vai valer até o final de setembro, assim como a diminuição para os carros com motores mais potentes (até 2.0).
A partir de outubro, o imposto começa a voltar aos poucos, até chegar aos percentuais antigos em janeiro de 2010.
Surpresas falsas à parte, a direção da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que no fim de 2008 vivia chorando pitangas, agora já fala em bater o recorde do setor em 2009.
Lembrando que a prorrogação não foi apenas para o setor automotivo (leia mais aqui).
Veja abaixo o calendário da desoneração do IPI para os veículos.
segunda-feira, 29 de junho, 2009 por TatiNasci às 15:08
Compre agora, pague depois. Os consumidores de Pernambuco são os maiores emissores de cheques pré-datados do país. Quem está dizendo é a TeleCheque.
Em maio, 90,90% de cheques emitidos no estado foram pré-datados, um aumento de 0,76% em relação a abril. Rio Grande do Norte (88,88%) e Maranhão (88,65%) ficaram com o segundo e terceiro lugares, respectivamente. Pelo jeito, o nordestino adora um pré-datado.
No ranking por segmentos, o que mais gera cheque “para a melhor data” é o de calçados (86,96%), seguido por móveis e decoração (88,58%) e Automotivos (87,57%).
Só para lembrar: esse tipo de cheque é invenção brasileira. Como é uma ordem de pagamento à vista, uma pessoa ou empresa sem escrúpulos pode acabar descontando antes da data preenchida na folha do cheque.
Por isso, a recomendação é que a pessoa tenha muito cuidado ao pagar com pré-datado. O mesmo cuidado deve ter quem recebe, para não acabar com um monte de cheques voadores nas mãos.
Esse aí de cima é o nome da pesquisa realizada pela Intel com usuários de notebooks, netbooks e smartphones nos Estados Unidos.
A maioria dos entrevistados disse que fica incomodada com o que chamam de “falta de etiqueta” de muitos usuários. E 80% disseram que já testemunharam a falta de educação em lugares públicos.
Exemplos: deixar um caixa esperando até terminar uma conversa ao telefone, usar o notebook no banheiro público, falar alto ou digitar em um consultório médico, igreja ou funeral.
Vixe. Agora imagina se eles resolvem fazer essa pesquisa aqui.
“Ah, minha filha. Temos que aproveitar enquanto ainda podemos”. A frase, dita por uma senhora de 80 anos, resume bem o que querem os brasileiros acima dos 60. Estávamos almoçando em um restaurante que ficava entre Valparaíso e Viña Del Mar, no Chile. Pouco tempo depois, ela e o marido, também octogenário, estavam colocando os pés nas águas do Pacífico. Eu não tive coragem de encarar a água gelada. Era março e fazia uns 15 graus.
O simpático casal me contou também que provavelmente aquela seria uma das últimas viagens mais longas que fazia. Os dois iriam passar pelo menos 15 dias no Chile e, se a memória não me falha, iriam depois para Buenos Aires. Também já viajaram para a Europa mais de uma vez. Fiquei feliz por conhecê-los e por saber que estavam se divertindo. Para a grande maioria dos brasileiros, no entanto, aproveitar a velhice é só força de expressão.
Vejam, por exemplo, os dados do estudo Longevidade Brasil, divulgado pelo Bradesco. Foram entrevistados 2 mil idosos. E 37% deles disseram que não conseguem fazer as atividades que lhes dão prazer porque faltam recursos. Ou seja, vontade eles têm. Não têm dinheiro. E o que mais eles gostariam de fazer? Viajar, claro. Essa foi a resposta dada por 37%. No dia-a-dia, além de viajar e do lazer (13%), eles também responderam que gostam de ver televisão (7%), ir à Igreja (6%). Houve empate entre trabalhar e jogar baralho ou dominó (5%).
O pessoal do Bradesco baixou em cinco anos a data que se convencionou a ser o começo da terceira idade. Por isso, entrevistou pessoas a partir dos 55. Não que eles sejam velhinhos (como prova o casal do início do texto). A pesquisa mostra que 80% das pessoas entre 55 e 73 anos sustentam os lares onde vivem. Em muitas casas, especialmente no interior nordestino, é a aposentadoria de um salário mínimo que compra a comida e paga as contas de toda uma família. Bem diferente do que deveria ser. Um triste fim de vida.