Yes, nós temos cachaça… cachaça pra dar e vender.
Ok, eu mudei um pouco a letra da música. Mas é por uma boa causa. É que o Ministério da Agricultura divulgou que, entre janeiro e junho, o país exportou 12,62% mais água que passarinho não bebe para os States. Resultado que deve melhorar ainda mais, já que em abril os Estados Unidos reconheceram que cachaça é cachaça e não brazilian rum.
O mercado ainda é pequeno. Em 2011, cerca de 90 empresas exportaram um total 9,8 milhões de litros de cachaça, totalizando US$ 17,3 milhões. Segundo o ministério, pouco mais de 10% desse total foi vendido para os States.
Entre os principais destinos estão Alemanha, Estados Unidos, Portugal e França.
Veja algumas curiosidades sobre a pinga:
* A primeira cachaça foi fabricada oficialmente de 1536
* A produção está concentrada em empresas familiares, regionais, e muitas de pequeno porte
* Estima-se que existam mais de 30 mil produtores e 4 mil marcas de cachaça no Brasil
* As microempresas correspondem a 99% do total de produtores
* Depois da cerveja, a cachaça é a segunda bebida alcoólica mais consumida
* São Paulo é o maior produtor de cachaça industrial. Minas Gerais é o Estado mais especializado na produção de cachaça artesanal
* O setor da cachaça é responsável pela geração de mais de 600 mil empregos diretos e indiretos
Do blog de Miriam Leitão
MUDANÇA
NOS TRILHOS
Qual tal atravessarmos meio mundo e falar sobre a China? Vamos até Shanghai (ou Xangai, caso prefiram). Nossa informante é a pernambucana Ana Addobbati, que está trabalhando por lá como agente de procurement.
Temos que torcer para que as ações chinesas contra a crise dêem certo. Para o bem deles e o nosso. A China é o terceiro principal destino de nossas exportações. Ano passado, vendemos para lá pouco mais de US$ 10 bilhões. Em 2008, até setembro, foram US$ 13,7 bilhões.
A história de Pernambuco sempre deu muito pano pra manga. Nos anos 60, por exemplo, das 97 fábricas de tecido instaladas no Nordeste, 32 ficavam aqui no estado. A produção de algodão era expressiva. Mas, na década seguinte, a praga do bicudo dizimou as lavouras. Os reflexos foram sentidos, claro, pela indústria têxtil local.
O pacote da salvação dos Estados Unidos, aprovado sexta-feira passada, teve o efeito de um biscoito de polvilho nos mercados. Ou seja, nenhum. As bolsas continuaram caindo mundo afora. No Brasil, a Bovespa surtou, as operações tiveram que ser paralisadas por duas vezes. Isso não acontecia há 10 anos, desde o auge da crise de Rússia.
Amém, Papa. Mas ainda prefiro ficar com meu apartamento e minha poupança. Os americanos que perderam suas casas e agora moram nos carros também. Algumas histórias foram mostradas ontem no Fantástico e já tinham sido tema de matéria da BBC. Muito triste.
Depois de colocar um monte de números no post anterior, que tal falarmos de gafes? Gafes que os empresários pernambucanos não podem nem pensar em cometer quando estiverem negociando com os chineses. Vale também para qualquer pessoa que visita a China.