Bem interessante o comentário de Marisa Gibson publicado na coluna Diario Político do DP de hoje. Segue o texto:
“Como era de se esperar, as inserções do PPS sobre as mudanças na caderneta de poupança incomodaram o PT, e o presidente nacional do partido, Ricardo Berzoini, já disse QUE dito vai encaminhar questionamento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a questão. Nas inserções, deputado Raul Jungmann (PPS) afirma que “o governo vai mexer na poupança, como fez o governo Collor”, numa alusão evidente ao confisco de 1990. O PT considera que houve manipulação da informação, e houve mesmo, porque o presidente Lula disse que vai mexer na forma de remuneração da poupança, mas descartou qualquer confisco.
Na verdade, o PPS recorreu a um procedimento muito utilizado pelo PT nas campanhas eleitorais e agora os petistas estão provando do próprio veneno. No segundo turno da campanha presidencial de 2006, por exemplo, quando Lula disputou a reeleição com Geraldo Alckmin (PSDB), o PT com medo de perder a eleição espalhou pelo Brasil inteiro que o candidato tucano iria privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil. Não era verdade, mas o PT jogou com essa falsa informação fazendo uma alusão direta ao governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) que privatizou várias estatais.
Recentemente, nas eleições municipais do Recife, o PT usou o mesmo artifício, difundindo junto ao eleitorado de baixa renda que Mendonça Filho (DEM) iria acabar com o Bolsa Família, o que também não era verdade – o DEM e outros partidos da oposição haviam apenas criticado o programa. Tanto Alckmim quanto Mendonça ficaram fragilizados, porque ninguém no Brasil admite que a Petrobras ou o Banco do Brasil sejam privatizados, da mesma forma que o eleitorado de baixa renda vai à guerra se alguém ameaçar acabar com o Bolsa Família.
Agora, é a vez da caderneta de poupança e do PT. As mudanças na poupança foram anunciadas pelo próprio presidente Lula, se bem que ainda estão em fase de estudo. Mas, uma coisa é certa: quando se fala em mexer na poupança, todo mundo só pensa em confisco, sobretudo em períodos de crise como agora.”
*Renato Grinberg
Do blog de Miriam Leitão
* Dora Ramos
Como estudioso de finanças comportamentais, venho acompanhando clientes que estão “blindados” psicologicamente para essa e outras crises, pois, antes delas ocorrerem, já se imaginaram no meio do furacão e se prepararam emocionalmente para isso. Quem nunca fez tal exercício e começou a investir no período de alta – e por isso contava apenas com os lucros – sente uma dificuldade enorme para adaptar-se ao atual cenário. A primeira reação desses inexperientes e impulsivos investidores é querer sair desse mercado de risco e voltar para a segurança da poupança. É nessa hora que o emocional equilibrado separa os “homens dos meninos”.
É fato que o nosso emocional dita como reagimos, como tomamos decisões importantes e, por isso, ter equilíbrio emocional diante de uma situação inesperada significa conseguir enxergar o fato de maneira racional, com a menor interferência possível do campo emotivo e, assim, administrar de maneira sensata a circunstância.
Viagem ao exterior e muitas compras. A desvalorização do dólar em relação ao real que, inclusive, chegou a menos de R$ 1,60 em julho, está se refletindo no bolso do consumidor e todo cuidado nessa hora é pouco. Isso porque com a moeda em baixa, muitos brasileiros se preparam para a tão sonhada viagem internacional.
A China está proibindo temporariamente a venda de carne de cachorro durante as Olimpíadas de Pequim, para não ofender os turistas estrangeiros. A carne de cachorro é popular no cardápio de vários restaurantes de culinária coreana e no sul da China. No mundo ocidental, não temos cachorro no cardápio, mas temos que cada vez mais nos preocupar com os altos preços da alimentação para manter um cão.