Um carro, 16 latas, US$ 8 mil em moedas

É isso mesmo o que você acabou de ler. Vi essa história no site da BBC Brasil (www.bbcbrasil.com.br).

MoedinhasJames Jones, um senhor de 70 anos, do estado norte-americano de Ohio, pagou com US$ 8 mil em moedas a metade do carro novo que comprou. As pratinhas, de todos os valores, estavam em 16 latas gigantes de café. Depois do susto, os funcionários da concessionária passaram uma hora e meia contando o dinheiro. A mulher de Jones passou um cheque de US$ 8 mil e complementou os US$ 16 mil do Chevrolet Silverado que a família levou para casa.

“Papel moeda queima, mas é mais difícil danificar moedas”. Foi assim que Jones justificou sua fixação pelas pratinhas. Depois disse que não tinha idéia de quanto tempo tinha levado para juntar os US$ 8 mil.

Tão vendo? Aqui, o Banco Central faz campanha pra gente não juntar as moedinhas.

E o petróleo, heim?

PetroleoHá pouco mais de um mês, o preço do barril de petróleo ultrapassou os US$ 140, batia recorde atrás de recorde. Os analistas diziam que o preço deveria chegar a US$ 200 até o final do ano. Agora está abaixo de US$ 120. Ainda bem. Que continue assim.

O petróleo em queda deve fazer com que o preço do querosene de aviação pare de subir. Melhor. Pode começar a baixar. Os aumentos dados pela Petrobras no ano já acumulam 36,38%. As empresas aéreas usaram o combustível como justificativa para praticar aumentos.

O presidente da TAM, David Barione Neto, admitiu publicamente que a empresa estava aumentando os preços dos bilhetes por conta da alta do querosene. A Gol divulgou comunicado afirmando que também poderia reajustar os preços. As empresas, no geral, reduziram a intensidade das promoções. Com o petróleo em baixa (e o querosene), o efeito nos preços das passagens seria positivo. Pelo menos em tese.

Lula na baciaAssim como no caso do querosene, a Petrobras também poderia repensar os aumentos de outros derivados. A indústria do plástico agradeceria (e nós também). Os fabricantes sofreram aumentos de cerca de 10% no custo do polietileno, polipropileno e poliestireno. Essas três resinas servem de matéria-prima, por exemplo, para a fabricação de embalagens, artigos de utilidades domésticas, brinquedos, peças e componentes para automóveis e produtos eletroeletrônicos.

Daqui a pouco chega o Dia das Crianças, vêm as festas de fim de ano. E ninguém vai ficar feliz gastando mais dinheiro por conta do preço do petróleo.