Nova enquete: Você é viciado em produto de marca?

Olá, pessoal. Estamos com uma nova enquete. Depois de falarmos sobre Lei Seca (para minha surpresa, metade das respostas foi para a letra D – “parei de beber e vou colocar o dinheiro na poupança”), vamos falar agora sobre marcas.

Mochila CompanyQuando era pequena, no colégio, quem não tivesse uma bolsa da Company era um Zé Ninguém. Passei um tempão sendo uma Zefa Ninguém, com minha mochila jeans. Até que tive a tal Company e nem gostei muito.

Os (muitos) anos se passaram. Novas marcas estão fazendo sucesso. Outras se mantêm. E o povo segue comprando pelo nome. No início do mês, o italiano Renzo Rosso inaugurou em São Paulo a maior loja da Diesel no mundo, que consumiu investimentos de US$ 7 milhões.

Marca Diesel“Os consumidores dos países emergentes começaram a olhar para a Diesel como uma marca completa, não apenas como uma marca de jeans. Hoje, as marcas são mais do que rótulos ou produtos, são estilo de vida“, disse o empresário, louco para aumentar a participação do Brasil nas vendas mundiais do grupo.

Aqui no país, uma calça Diesel custa, em média, US$ 400. A ex-senadora Heloísa Helena foi vista usando uma.

Queremos saber: na hora de comprar, qual a importância que você dá à marca de um produto? A enquete está aí ao lado.

Não custa alertar

COM O DÓLAR EM BAIXA, CUIDADO PARA O SONHO NÃO VIRAR PESADELO

*Dora Ramos

DolarViagem ao exterior e muitas compras. A desvalorização do dólar em relação ao real que, inclusive, chegou a menos de R$ 1,60 em julho, está se refletindo no bolso do consumidor e todo cuidado nessa hora é pouco. Isso porque com a moeda em baixa, muitos brasileiros se preparam para a tão sonhada viagem internacional.

Afinal, não é sempre que o sonho pode custar mais barato. E é muito difícil resistir a tentação de visitar outros lugares do mundo e não trazer as famosas lembrancinhas, muitas vezes, pequenas no tamanho e grandes em seu valor e preço final.

Por outro lado, para quem deseja ficar no país em plena época de férias, o prêmio da ocasião na conta ajuda as famílias a programarem viagens, passeios, e é claro: fazerem compras. Isso porque, a apreciação do real reduziu desde os preços de produtos populares até artigos de luxo, alterando os gastos de quem freqüenta a 25 de Março ou a Oscar Freire, ruas comerciais tradicionais na capital paulista, conhecidas por sua popularidade e seu luxo, respectivamente.

Preços com até 50% de desconto ou redução do valor das peças para a troca da coleção estão estampadas em vitrines em todo o páis. Há promoção nas roupas, nas bebidas, nos souvenires como porta-retratos e relógios de pulso e paredes, e perfumes, entre tantos outros artigos. E com oferta e procura equilibradas é quase sempre um negócio a mais que pode ser fechado.

Só que é preciso atenção com os gastos excessivos, pois, caso contrário, é capaz do sonho proporcionado com o dólar em baixa virar pesadelo. Isso significa um susto na hora de abrir a fatura do cartão de crédito, principalmente para quem for viajar ao exterior. Na ansiedade de aproveitar ao máximo a ocasião, a conta para pagar na volta quase sempre costuma tirar o sono dos mais desprevenidos. Pior ainda é se a especulação dos especialistas se tornar realidade, ou seja, o dólar baixar mais um pouquinho para depois recuperar o fôlego com força total.

O aviso se faz verdade também para quem fica no Brasil e abusa na hora de fazer compras, pois nesses casos, independente de se usar ou não o cartão de crédito, é preciso também atenção para não entrar no vermelho. Em outras, palavras, gastar mais do que permite o orçamento.

A melhor coisa nessa hora é saber fazer a gestão financeira das contas pessoais e, nos caso dos empreendedores, das profissionais também, para evitar que o susto se alastre ainda mais. Isso vale para aqueles donos de negócios acostumados a não ter pró-labore e a utilizar os recursos da empresa para pagar as contas pessoais.

Controlar o extrato ao menos uma vez por semana, ter em mente o saldo da conta e não esquecer o quanto se tem efetivamente para gastar, utilizando para isso anotações rápidas em uma caderneta, são cuidados mínimos, porém importantes nessa época de férias, que vem acompanhada de tempo e oportunidade para gastar.

E não se esqueça, quando voltar ao trabalho, o próximo pagamento só virá daqui a um mês e, por isso, saber gerir as finanças é fundamental para não desequilibrar todo o orçamento para o resto do ano.

*Dora Ramos atua no mercado contábil-administrativo há mais de vinte anos. É fundadora e contadora responsável pela Fharos Assessoria Empresarial