A pergunta acima não é tão ridícula assim como parece. É que, lá em São Paulo, o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) divulgou o resultado dos testes feitos no ano. Entre os chamados produtos pré-medidos (aqueles que trazem na embalagem as informações sobre o peso ou volume), o papel higiênico foi o que apresentou o maior índice de reprovação: 32,5%. E olha que o Ipem testou 77 produtos. A média de reprovação foi de 4%.
O principal problema encontrado nas amostras de papel higiênico foi no tamanho. Os rolos estavam menores que os divulgados nas embalagens. As empresas que vendem menos papel do que anunciam podem ser multadas em até R$ 50 mil. Por isso, se estiver desconfiado de que o papel anda acabando antes do tempo (e ninguém da sua família pegou uma virose ou teve intoxicação alimentar nos últimos dias), a orienteção do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) é a de que você primeiro entre em contato com o SAC da empresa e depois vá reclamar no Procon.
Em 2001, o papel higiênico esteve no centro de uma polêmica: a maquiagem de produtos. Naquele ano, o Ministério da Justiça processou e multou os três maiores fabricantes do país — Klabin/Kimberly, Santher e Melhoramentos — em R$ 2 milhões. As empresas reduziram a metragem dos rolos de 40 para 30 metros sem informar os consumidores. Pior. Não reduziram os preços.
Como diria minha avó, a gente não pode nem mais ir ao “quartinho” em paz.