Nova enquete – Fusão Itaú/Unibanco é boa para nós?

Roberto Setubal (Itaú) e Pedro Moreira Salles (Unibanco)O casamento do século para os brasileiros foi anunciado na última segunda-feira pelos presidentes do Itaú, Roberto Setubal, e do Unibanco, Pedro Moreira Salles. Para uns, a união de dois dos maiores bancos do país (criando a maior instituição do hemisfério sul) só trará benefícios para o sistema bancário nacional, que ficará mais fortalecido. Outros olham com desconfiança, especialmente as associações de defesa do consumidor. Acham que, no fim, os clientes vão pagar mais caro por isso.

E você? O que acha da fusão? É só responder a enquete ao lado.

A revista época traz uma reportagem com os bastidores do negócio, fechado no domingo. Reproduzo aqui o início. Quem não for assinante, pode ler os três primeiros parágrafos clicando aqui. Os assintantes têm acesso ao texto completo.

Houve beijos, abraços, aplausos, gritinhos e até choro. Tudo regado a champanhe francês e bem-casado, o tradicional quitute servido em festas de casamento. O palco da celebração, que aconteceu no final da tarde do domingo dia 2, foi a mansão do banqueiro Israel Vainboim, executivo de alta patente do Unibanco, localizada no bairro do Morumbi, na zona sul de São Paulo. Entre os presentes, banqueiros, familiares e um grupo de auditores e advogados que passara o dia redigindo contratos e conferindo balanços. No pico da festa, havia algo como 50 pessoas no salão. O fotógrafo de plantão era o banqueiro Alfredo Setubal, vice-presidente do Itaú. Com seu celular, ele documentou o momento para a posteridade.

Resultado da enquete – o destino do 13º

Esta semana, perguntamos aos leitores do blog o que eles pretendem fazer com o dinheiro do 13º salário. Aqui estão as respostas:

- Pagar as dívidas, é claro. (43%)

- Colocar na poupança ou em outra aplicação. (43%)

- Aplicar uma parte, pagar dívidas e comprar algumas coisinhas para o Natal. (13%)

- Torrar tudo em compras. (0%)

- Ainda não sei. Vou decidir quando receber a grana. (0%)

- Devolver ao banco. Fiz antecipação do dinheiro. (0%)

Como nossas avós

Comendo em casaDois dias atrás, uma colega me abordou no jornal. Disse que estava com um problema financeiro. Dívidas? Ainda não, aparentemente. Ela queria sugestões sobre o que fazer para não gastar tanto e conseguir economizar. Perguntei para onde tem ido o dinheiro dela. Compras de acessórios, produtos de beleza, saídas com os amigos foram algumas das despesas apontadas. Mas ela estava especialmente preocupada com a alimentação fora de casa. Tem todos os motivos. E não sou eu quem diz isso. É o próprio governo.

O IBGE divulgou ontem que comer fora no Recife já está 8,23% mais caro este ano. Só em outubro, a alta registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (que mede a inflação oficial do país) foi de 1,32%. A maior entre as 11 capitais pesquisadas (a média nacional foi de 0,79%). Sabe quanto ficou a inflação no mês passado na capital pernambucana, segundo o próprio IBGE? Ficou em 0,59%. Isso quer dizer que, em outubro, a alimentação fora de casa subiu mais que o dobro da inflação.

Self serviceO levantamento do IBGE também mostra que, no caso dos gastos com a refeição principal (almoço), o aumento foi de 1,59% para os recifenses em outubro. De novo bem acima da média nacional (0,77%). Mais barato mesmo só o preço do café da manhã (-4,37%). Será que a solução é tomar café na rua e almoçar e jantar em casa? Até as bebidas subiram demais. A cervejinha do happy hour ficou 2,56% mais cara. Dizer que não bebe não adianta. Os preços da água mineral e do refrigerante aumentaram 2,65%.

Se já tinha aconselhado minha colega gastadeira a maneirar nas idas aos restaurantes, o levantamento do IBGE veio reforçar ainda mais essa posição. Melhor fazer como nossas avós, que raramente comiam fora de casa. Com a vantagem de que “comida de panela” costuma ser bem mais saudável que os pratos engordativos que consumimos na rua. Acho que acabei de vestir a carapuça, não é? Vou já para a feira.

Independência ou morte?

Pequena Miss SunshineLi uma notícia hoje que me deixou triste. Especialistas que participaram de uma conferência do American Film Market (AMF) afirmaram que a crise financeira global deve deixar apenas no papel boas idéias de filmes independentes. A perspectiva é a de que as superproduções prevaleçam nos próximos anos em Hollywood, capitaneadas pelas grandes estrelas, que podem garantir grandes bilheterias.

“Hoje em dia um filme como ‘Juno’, que foi o que eu mais gostei ano passado, não encontraria investidor. É mais simples conseguir o dinheiro caso se garanta que o filme será distribuído em mais de 2.000 cinemas nos EUA, embora custe US$ 50 milhões (R$ 107,6 milhões)”, indicou Mark Gill, diretor-executivo de The Film Department.

Uma pena, não acham? E Juno é mesmo muito legal.