O casamento do século para os brasileiros foi anunciado na última segunda-feira pelos presidentes do Itaú, Roberto Setubal, e do Unibanco, Pedro Moreira Salles. Para uns, a união de dois dos maiores bancos do país (criando a maior instituição do hemisfério sul) só trará benefícios para o sistema bancário nacional, que ficará mais fortalecido. Outros olham com desconfiança, especialmente as associações de defesa do consumidor. Acham que, no fim, os clientes vão pagar mais caro por isso.
E você? O que acha da fusão? É só responder a enquete ao lado.
A revista época traz uma reportagem com os bastidores do negócio, fechado no domingo. Reproduzo aqui o início. Quem não for assinante, pode ler os três primeiros parágrafos clicando aqui. Os assintantes têm acesso ao texto completo.
Houve beijos, abraços, aplausos, gritinhos e até choro. Tudo regado a champanhe francês e bem-casado, o tradicional quitute servido em festas de casamento. O palco da celebração, que aconteceu no final da tarde do domingo dia 2, foi a mansão do banqueiro Israel Vainboim, executivo de alta patente do Unibanco, localizada no bairro do Morumbi, na zona sul de São Paulo. Entre os presentes, banqueiros, familiares e um grupo de auditores e advogados que passara o dia redigindo contratos e conferindo balanços. No pico da festa, havia algo como 50 pessoas no salão. O fotógrafo de plantão era o banqueiro Alfredo Setubal, vice-presidente do Itaú. Com seu celular, ele documentou o momento para a posteridade.
Dois dias atrás, uma colega me abordou no jornal. Disse que estava com um problema financeiro. Dívidas? Ainda não, aparentemente. Ela queria sugestões sobre o que fazer para não gastar tanto e conseguir economizar. Perguntei para onde tem ido o dinheiro dela. Compras de acessórios, produtos de beleza, saídas com os amigos foram algumas das despesas apontadas. Mas ela estava especialmente preocupada com a alimentação fora de casa. Tem todos os motivos. E não sou eu quem diz isso. É o próprio governo.
O levantamento do IBGE também mostra que, no caso dos gastos com a refeição principal (almoço), o aumento foi de 1,59% para os recifenses em outubro. De novo bem acima da média nacional (0,77%). Mais barato mesmo só o preço do café da manhã (-4,37%). Será que a solução é tomar café na rua e almoçar e jantar em casa? Até as bebidas subiram demais. A cervejinha do happy hour ficou 2,56% mais cara. Dizer que não bebe não adianta. Os preços da água mineral e do refrigerante aumentaram 2,65%.
Li uma