Quando eu era criança, estava na escola e dava vontade de ir ao banheiro no meio da aula, tinha que pedir à “tia”. Tudo bem. Difícil é enfrentar isso depois de adulto. Ser cronometrado pelo chefe na hora de fazer xixi ou tomar um cafezinho deve ser o fim.
Vocês devem ter lido por aí uma matéria sobre a empresa italiana de componentes elétricos e eletrônicos Ducati Energia, que instalou cronômetros nas máquinas de café da sede, na cidade de Bologna. A intenção, óbvia, era controlar a pausa no trabalho dos funcionários.
Depois que os cronômetros foram instalados, as três máquinas de café espalhadas pela empresa passaram a funcionar apenas em três períodos de dez minutos ao longo do dia, além do intervalo do almoço. Imagino a enxurrada de gente indo tomar café ao mesmo tempo.
O diretor da empresa disse que não tava nem aí, que a medida foi tomada porque a empresa “estava se transformando em um bar”. Menos, moço, menos. Claro que existem empregados espertinhos/preguiçosos em todo lugar. Mas generalizar é demais.
Aqui no Brasil, basta uma pesquisa rápida no Google para ver a quantidade de empresas que já foram multadas por restringirem o tempo de ida dos trabalhadores ao banheiro.
Em Goiás, por exemplo, uma grande empresa de telefonia móvel só dava quatro minutos por dia aos funcionários. Quem passasse do tempo tinha que preencher relatório de ocorrência.
O Ministério Público do Trabalho entrou com uma Ação Civil Pública para acabar com o xixi cronometrado. Imagina só se alguém tivesse uma indisposição intestinal? Na certa, era demissão sumária.
Depois do encontro com representantes dos bancos e do Ministério Público (o post abaixo fala sobre isso), o coordenador geral do Procon-PE, José Rangel, divulgou que as instituições bancárias se comprometaram a implantar medidas para melhorar e agilizar o atendimento nas agências, cumprindo a lei estadual n° 12.264, a famosa Lei dos 15 minutos, que determina no tempo máximo de espera na fila.