
Arquivos Mensais: dezembro 2008
Ah, se arrependimento matasse…
Você fica triste, deprimido, p da vida quando não compra uma coisa que deseja muito em uma liquidação? Acaba, então, deixando o objeto do desejo pra lá e desistindo da compra, mesmo que encontre, depois, o produto. O nome disso é Síndrome do Arrependimento.
Juro que nunca tinha ouvido falar nisso, até ler no site Infomoney sobre uma pesquisa feita pelo professor da Universidade de Miami Michael Tsiros.
Tsiros publicou um estudo no Journal of Consumers. Segundo ele, com a passagem do Natal e, depois, das liquidações de início de ano, muitos consumidores sofrem com essa síndrome. As ações desses consumidores desmotivados (ou melhor, as não ações) podem refletir, consequentemente, em queda nas vendas dos lojistas.
Hum… Acho que não me arrependo de nada este ano. Pelo menos no caso das compras.
Cadê os R$ 58 bilhões que estavam aqui?
Esta bem pode ter sido a pergunta feita pelo homem mais rico do Reino Unido, o magnata do aço Lakshmi Mittal, diretor executivo-chefe da ArcelorMittal (ele tem siderúrgicas aqui no Brasil). Em 2008, o sujeito viu mais da metade de sua fortuna sumir por conta da crise financeira internacional. Ainda assim, Mittal ficou com um troquinho de R$ 38 bilhões na conta.
Veja esta matéria publicada no site Terra.
Lakshmi Mittal, diretor executivo-chefe da ArcelorMittal, viu sua fortuna cair cerca de 60% este ano. Segundo uma prévia da lista dos mais ricos do jornal Sunday Times, que deve ser publicada em meados de março, o bilionário passou de 27,7 bilhões de libras (R$ 96,55 bilhões) para 11 bilhões de libras (R$ 38,34 bilhões) em posses ao longo de 2008. (…) Segundo um especialista, ouvido pelo jornal, a queda na fortuna dos mais ricos do país já equivale à verificada em outras crises mundiais, como a da Grande Depressão, ocorrida na década de 1930.
Leia o texto completo aqui.
Nova leva de anjos da guarda do trânsito
O site do jornal carioca O Globo fez uma enquete com seus leitores perguntando a eles qual o projeto mais importante aprovado pelo Legislativo em 2008. A maioria escolheu o projeto da Lei Seca, sancionado pelo presidente Lula em junho. Muitos brasileiros também pensam como os leitores de O Globo. Infelizmente também há muitos que insistem em não respeitar a lei. Preferem arriscar a própria vida e, pior, a de outras pessoas que não têm nada a ver com os decigramas de álcool ingeridos por elas.
Mas, claro, há os que tomam consciência e não vêem problema em passar a chave do carro para o “amigo da vez”, a namorada/mulher, o namorado/marido, ou usar algum “serviço de entrega”. Muitos podem ser contactados nos próprios bares e restaurantes. Outros podem ser acionados por telefone, antes da saída ou já no final da festa.
Um serviço assim foi inaugurado há duas semanas por dois amigos do bairro de Afogados, no Recife. Eles ainda não batizaram a pequena empresa com um nome mais “tchan”. Mas já têm cartão, onde está escrito Serviço Particular de Motorista. Adriano e Ednaldo, os donos do negócio, são vizinhos e têm uma moto. O interessado pode ligar e deixar pré-agendados a hora e o local onde quer ser pego.
Na hora marcada a dupla estará lá. Adriano assume o posto de motorista para levar o cliente (e quem mais estiver no carro) para casa. Ednaldo acompanha o trajeto com a moto, servindo até como escolta para o carro.
Adriano, que tem 12 anos de experiência como motorista, conta que o primeiro cliente que eles tiveram gostou tanto do serviço que repetiu a dose no dia seguinte. “Também podemos atender pessoas que, mesmo que não bebem, têm medo de voltar mais tarde desacompanhadas”, explica o rapaz.
O telefone de contato da dupla, que deve atender no réveillon, é o 8621-5142 (Adriano).
Não deixe o motorista de táxi te enrolar. Calcule antes o valor tarifa
A cena é mais comum do que deveria ser. A pessoa pega um táxi e diz para o motorista o endereço para onde quer ir. “Claro que sei chegar”, responde o sujeito. E ele começa a rodar, rodar, rodar para aumentar o valor da corrida. Conheço várias pessoas que passaram por isso. Eu mesma já passei. E foi aqui no Recife, a caminho do trabalho, vejam só que audácia. Quando desci no jornal disse ao motorista que não iria pagar aquele valor porque sabia que não era o correto (bom, acho que não fui tão polida assim).
Pois bem. Existe um site (o taxi.com.br) que faz o cálculo do valor das corridas (nas bandeiras 1 e 2). Basta dar o endereço da partida e o da chegada. Eu testei (usei meu endereço e o do Diario) e o resultado foi bem parecido com o que costumo pagar pela corrida.
O site também fornece mapa do roteiro, com o nome de todas as ruas, e ensina onde o motorista tem que virar, inclusive.
Você pode fazer a busca em 32 cidades. É ideal para quem vai viajar para um lugar que não conhece muito bem (ou não conhece nada).
Outro exemplo, desta vez chiquérrimo. Vamos fazer de conta que você vai a São Paulo fazer compras em lojas de grife. E quer fazer isso assim que chegar ao Aeroporto de Congonhas. Basta colocar no ponto de partida o aeroporto e no de chegada a Rua Oscar Freire. São cerca de 10 km. Na bandeira 1 o percurso sai por R$ 25,30 e na bandeira 2 custa R$ 32,88.
Legal, não?
A dica do post foi do publicitário Deco Vicente
Impressões sobre a crise dos europeus – parte II

TURISMO DIFERENTE
Em suas andanças européias, Juliana percebeu situações bem diferentes das vistas outras vezes em que esteve por lá. Foi fácil, por exemplo, reservar hotéis e conseguir vôos de última hora, os trens estavam vazios. Sempre havia vagas disponíveis e os preços estavam “convidativos”. Ela também não viu muitos mochileiros, figuras que já fazem parte da paisagem das grandes cidades européias. Na Turquia, ela conversou com alguns guias de viagem. “Dois deles, apesar de formados em outras áreas (administração) optaram por se preparar e prestar o exame obrigatório (difícil e concorrido) que os habilita a serem guias”, contou Juliana. A opção é por cauas da dificuldade de se conseguir emprego em outros setores.
ACONTECE LOGO ALI, NA ESQUINA
Com os bancos “da esquina” anunciando falência, como bem lembrou minha colega e informante, a crise estava sempre estampada nas manchetes. “Os dados eram fatalmente alarmistas”, descreveu Juliana. No geral, as pessoas por lá estão muito mais preocupadas com os rumos da economia do que no Brasil. Ela até ouviu comentários nas ruas sobre a dificuldade de se obter novos cartões de crédito.
BRASIL COM Z JAMAIS
“As pessoas com quem conversei tinham a impressão geral de que o Brasil está mostrando a força da estabilidade econômica e conseguindo passar incólume pela crise”. (Juliana Aragão)
Impressões sobre a crise dos europeus
- Mas por que você não disse antes?
- Porque só descobri que você estava na Europa depois que já tinha ido, ora.
Foi mais ou menos assim o diálogo que tive com Juliana Aragão, editora assistente do Diariodepernambuco.com.br, quando ela voltou das merecidas férias. Pedi a Juliana que me contasse como o povo do Velho Continente estava enfrentando a crise financeira, que por lá já virou econômica, com anúncios de recessão feitos por alguns países, crescimento do desemprego. Ela disse que, se soubesse do pedido antes, conversaria com as pessoas e observaria tudo com outro olhar. É verdade. Mas o olhar aguçado de jornalista estava presente, sim. O que Juliana me falou, mesmo sem ter viajado com essa predisposição, rendeu um bocado de linhas, como vocês podem conferir a partir de agora.

CONVERSA SÉRIA LOGO NA CHEGADA
Juliana passou alguns dias das férias em Amsterdã, capital da Holanda. Foi recebida pelo amigo Anderson, que mora lá há oito anos. A crise foi o assunto da primeira conversa entre os dois, ainda no trem, a caminho da casa do rapaz. “Minha filha, a crise me atingiu de uma maneira direta. Mais tarde eu conto”. Já em casa, Anderson – que trabalha no banco ABN Amro, comprado no passado pelo consórcio formado pelo Royal Bank of Scotland (RBS), Fortis e Santander – disse que a crise veio como uma avalanche. Depois da compra, ele foi colocado na equipe que desenvolveria um projeto especial no Fortis. O banco belga acabou sendo parcialmente nacionalizado pelo governo por problemas de liquidez. O tal projeto especial foi abortado e Anderson e outras 60 pessoas ficaram “à disposição”. Para o banco, foi melhor deixar o pessoal em casa, recebendo os salários, até definir a situação deles.
ESPERA E DECEPÇÃO
Ganhar sem trabalhar pode parecer o paraíso. Mas não numa situação como essa. O emprego de Anderson pode não existir mais depois de amanhã. Ele até se voluntariou para trabalhar em outro projeto, mas do banco RBS. Administrador de empresas que fez carreira como DJ na Europa, Anderson já começa a amadurecer a idéia de abandonar o mercado financeiro e abrir um bar em Amsterdã. A situação dele é complicada, mas a de outros brasileiros é bem pior. Juliana conheceu dois conterrâneos que estão desempregados e agora fazem bico para se sustentar. Na hora de escolher, as empresas preferem admitir ou manter os holandeses “de nascença” ao invés dos naturalizados ou imigrantes.
(LEIA MAIS NO PRÓXIMO POST)
Nova enquete – O que você espera de 2009
Como será amanhã?
Responda quem puder
O que irá me acontecer?
O meu destino será
Como Deus quiser
Como será?
Bem, o amanhã aí de cima é o da cantora Simone. Mas e o do Brasil? O que você acha que vai acontecer ao nosso país em 2009? Economicamente falando, claro. Vai piorar um pouco, mas o Brasil vai passar pela crise internacional só com arranhões? Vai sucumbir? Não está interessado nisso?
Responda a enquete ao lado. Basta um clique.
Resultado da enquete – impostos
Nunca antes na história deste país atingimos R$ 1 trilhão em impostos pagos em um único ano. A marca chega às 13h de 15 de dezembro. Você acha que o brasileiro paga muito imposto?
- Oxente. Mas é claro que paga. Paga muito para ter tão pouco em troca. (76%)
- Paga sim. Espero, sinceramente, que a situação mude a partir de 2009. (13%)
- Acho que a quantidade atual de impostos é justa. (8%)
- Não. Acho que poderia pagar até mais. (3%)
Eles querem você, turista
A tragédia que se abateu sobre Santa Cataria foi acompanhada por todo o Brasil. As enchentes e desabamentos atingiram principalmente as cidades do Vale do Itajaí, como Blumenau, Itajaí e Ilhota. Agora, o trade turístico do estado luta para se recuperar e, pelo menos, manter os números do último verão (4,3 milhões de turistas, segundo dados do governo do estado). Antes das chuvas, a expectativa era a de um crescimento de até 10%.
Tenho acompanhado um pouco mais de perto o esforço das pousadas. “As cidades litoraneas estão preparadas para receber os turistas na temporada de verão que se inicia”, garante Margaret, filha dos donos da Pousada Velho Marinheiro, em Navegantes. Ela me diz que a pousada está sendo vítima indireta das enchentes. “Passaram a impressão que o estado todo está completamente devastado, o que não é verdade”.
A Pousada Velho Marinheiro tem 10 apartamentos e é inspirada no estilo bed and breakfast (cama e café da manhã) europeu. Segundo Margaret, há turistas que não estão confirmando as reservas e outros até mesmo cancelaram as que foram feitas anteriormente. O índice de ocupação para as festas de fim de ano, que em anos anteriores era de 100%, estava perto de 50%. Margaret afirma que outros empresários estão enfrentando problema semelhante.
“Espero que eu tenha conseguido esclarecer um pouquinho do que está acontecendo aqui e que os turistas possam voltar para a Santa e bela Catarina!”, diz a jovem.
Toda semana recebo e-mails divulgando promoções (promoções para janeiro, vejam só) de pousadas e hotéis de Santa Catarina. A Pousada Ponta do Lobo, por exemplo, lembra que “Balneário Camboriú está te esperando”. E destaca que as férias podem ser parceladas em até 6 vezes. A divulgação está sendo feita em conjunto com a Pousada Pedra da Ilha, do município de Penha. É lá que fica o parque Beto Carrero World.
No próximo domingo, o parque inaugura sua nova montanha-russa, uma das maiores da América Latina. Batizado de Fire Whip (chicote de fogo) o brinquedinho tem 40 metros de altura e cinco loopings. Os carrinhos que andam a quase 100 quilômetros por hora. Haja estômago (estômago vazio, que fique claro). Fabricada na Holanda e importada do Japão, a montanha-russa chegou em julho ao Brasil. Foram quatro meses até que ela estivesse pronta para testes.
Fui ao parque no ano passado e recomendo, como sempre recomendo Santa Catarina como destino turístico. Quem quiser acompanhar de perto a situação das cidades pode acessar o site Santa Catarina Agora, criado pelo governo do estado.