A esperança é a última que morre?

rezando

Desde 2007 tramita no Senado Federal o projeto de 160/07, de autoria de José Agripino (DEM-RN), que prevê a isenção do IPI sobre o material escolar. Também estabelece a alíquota zero do PIS e da Cofins. O projeto foi aprovado na Comissão de Educação, Cultura e Esporte ainda no final de 2007. Aguarda agora votação na Comissão de Assuntos Econômicos para depois, se receber o OK, ser colocada em plenário. Não dizem por aí que a esperança é a última que morre?

Calculadora do mal

Veja a lista preparada pelo IBPT mostrando o impacto dos impostos no material escolar (saiba mais sobre o assunto no post abaixo):

Agenda escolar (43,19%)
Borracha (43,19%)
Caderno universitário (39,99%)
Caneta (47,49%)
Cola tenaz (42,71%)
Estojo para lápis (40,33%)
Fichário (39,38%)
Folhas para fichário (37,77%)
Lancheira (39,74%)
Lápis (34,99%)
Livro escolar (15,52%)
Mochila (39,62%)
Papel sulfite (37,77%)
Pastas em geral (39,97%)
Pincel (35,70%)
Régua (44,65%)
Tinta guache (36,13%)

Mochila cheia, bolso vazio

voltas-as-aulas

Último sábado antes do início das aulas na grande maioria das escolas particulares. Seguindo uma tradição bem brasileira, as livrarias e papelarias da cidade devem estar cheias de pais, avós e crianças que deixaram para o fim a compra de alguns (ou de todos) itens da lista de material escolar. Quando forem preparar as mochilas – estampadas com os personagens de desenho animado ou do videogame do momento -, os meninos e meninas não estarão colocando lá dentro apenas livros, cadernos, lápis e canetas. Colocarão um peso extra. O peso dos impostos.

Em média, 35% do dinheiro gasto pelos pais com os itens da lista vão parar nos cofres públicos na forma de impostos. Mas o impacto pode ser ainda maior. Eles respondem, por exemplo, por 43,19% do preço de um borracha. Ou por 44,65% do preço de uma régua. Uma Bic da vida, que custa R$ 1, valeria R$ 0,53 sem os tributos. No caso do estojo para lápis, os impostos devoram R$ 1,60 dos R$ 4 pagos. Quem fez os cálculos foi o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), que volta e meia divulga levantamentos sobre o pesos dos impostos da carga de tributos no nosso dia a dia.

O diretor técnico do IBPT, João Eloi Olenike, diz que o lema “criança na escola” não combina com os elevados impostos do governo sobre os materiais escolares. Para ele, isso vai contra o incentivo à educação. Vai mesmo. Hoje, os impostos que incidem sobre os valores do material escolar são o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), o PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), além de tributos sobre folha de salário.

Um bocado de coisa, não? Dá para deixar qualquer um com dor de cabeça só de ler. Imagina, então, ir às compras sabendo que será atingido por essa avalanche. E saber também que boa parte desse dinheiro não é investido da forma como deveria.

O nome dele é Danny DeVito. Mas é alto e tem cabelo

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“Prazer, meu nome é Daniel DeVito. Danny DeVito”.

Foi se apresentando desta forma que o ministro conselheiro de comércio dos Estados Unidos no Brasil iniciou a palestra sobre o novo escritório do US Commercial Service no Recife, uma espécie de escritório do Ministério das Relações Exteriores.

Sim, o nome dele é mesmo Danny DeVito. Ele acha ótimo. Faz questão de colocar no cartão de apresentação. “Tive o prazer de conhecer o DeVito ator. Posso dizer que sou um Danny DeVito alto, magro e com cabelo”, brincou. Bem, talvez nem tanto cabelo assim.

Quem contou a história de DeVito foi Juliana Cavalcanti, que cobriu o lançamento do escritório (leia a matéria aqui). Ela disse que, com seu jeito brincalhão, o Danny menos famoso conquistou todo mundo que estava lá (empresários, importadores, representantes do governo). Enfim, o sujeito é uma figura.

Ah, tem mais. Casado com uma brasileira, ele anunciou que será papai na próxima semana.

Perguntas e respostas sobre a interligação dos caixas eletrônicos do Itaú e do Unibanco

itau-unibancoA interligação dos caixas eletrônicos dos bancos Itaú e Unibanco começa já nesta quinta-feira (e não no sábado, como foi divulgado antes pelo Itaú). As duas instituições, que estão em processo de fusão, divulgaram um comunicado conjunto hoje à tarde. Nele há também perguntas e respostas sobre o processo. Posto aqui para vocês.

Em quais regiões/cidades do País a integração inicia em janeiro?

A integração ocorre em todo o País.

Quais as operações nos caixas eletrônicos contempladas na integração?

Saque e consultas de saldos para conta corrente e conta poupança, no vídeo e por demonstrativos impressos.

A integração abrange somente os caixas eletrônicos dos dois bancos, ou o atendimento em agências, Bankfone e Internet também serão integrados nesta fase?

Nesta primeira fase, a integração contempla apenas os caixas eletrônicos, não se estendendo a outros canais de atendimento.

A forma de operar os caixas eletrônicos será mudada?

Não.  A nova interface utiliza elementos da operação dos caixas Itaú e Unibanco, sendo mais fácil de ser operada por clientes das duas instituições.

O que muda na utilização da Rede 24h?

Ela continua como antes.

As senhas e cartões permanecerão os mesmos já utilizados, ou devem ser criadas novas senhas para uso integrado?

Os equipamentos integrados podem ser operados com as senhas e cartões já existentes.

Como fica a rede de caixas eletrônicos do Itaú Personnalité?

Ela estará disponível apenas para clientes Private do Unibanco.

Muda o padrão de segurança das senhas dos clientes que utilizarem o caixa da outra instituição?

Não. Os padrões de segurança dos equipamentos são os mesmos já existentes.

Qual o número de caixas eletrônicos que será integrado em janeiro?

Serão 24 mil caixas eletrônicos do Itaú e quatro mil equipamentos no Unibanco. 

Você pagaria R$ 180 por este “treinador do amor”?

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Só podia ser mesmo coisa de japonês. Somente um povo fascinado por tecnologia para inventar um troço assim. O nome do equipamento é Love Trainer, fabricado pela Sega Toys. É um fone de ouvido (grande, estilo Dr. Spock) que monitora os batimentos cardíacos de quem está usando. Também propõe criar aquele clima na hora H.

Como? Reproduzindo músicas e frases (em inglês) com sugestões para aumentar ou diminuir o ritmo durante o ato sexual (!?!?!?!?!?!??!?!?!?!?!)

“É hora das preliminares” e “você está fazendo amor em um ritmo agradável” são duas das frases do aparelho. Imagina só o clima.

O fabricante promete que “você e seu parceiro terão o sexo mais satisfatório de todos os tempos”. Então tá. Vou fingir que acredito. O brinquedinho custa US$ 79,95 (cerca de R$ 180). Funciona com uma pilha e inclui adaptador para iPods.

Uma dica. Quem não quiser pagar R$ 180 pode investir R$ 10 em um CD do Barry White. Pelo menos as músicas são legais.

Oh, yeah.

barry-white

Álcool continua mais vantajoso que gasolina

alcoolA Agência Estado (AE) fez uma comparação de preços entre álcool e gasolina usando como base dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Aqui em Pernambuco e em outros 17 estados o álcool segue sendo mais vantajoso que a gasolina para quem tem carro flex.

Segundo as contas da AE, o litro do álcool custa 62,42% do valor do litro da gasolina no estado. Por isso vale a pena apostar nele. Para ser melhor para o bolso do motorista, o álcool tem que custar abaixo de 70% do valor da gasolina (por causa da potência do motor, que é menor).

De acordo com a ANP, o litro do álcool custa em média R$ 1,53 nos postos de Pernambuco. No Recife, muitos vendem o litro por R$ 1,49. Mas exigem pagamento em dinheiro. Nada de cartão (para não terem que pagar a taxa de manutenção da operadora).

Já o litro da gasolina é vendido em média por R$ 2,45.

Chicletinho

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Do Portal G1

O México está em “guerra” para tentar limpar suas calçadas dos chicletes que são jogados diariamente por seus próprios cidadãos no chão. Cada metro quadrado das calçadas da capital do país contém, em média, 70 chicletes usados.

Para combater o problema, além dos caros e sofisticados sistemas de limpeza à base de vapor que dissolve a goma de mascar, o responsável pela “guerra” contra o chiclete está pedindo a seus cidadãos que engulam o produto.

O diretor da Cidade do México para a conservação dos espaços públicos, Ricardo Jaral, disse que lamenta que os resíduos de chicletes usados tirem o brilho das calçadas e da praça principal do centro histórico da Cidade do México.

A administração da capital mexicana comprou máquinas alemãs que limpam as calçadas usando vapor e detergentes químicos. Além disso, foi lançada uma campanha para alertar a população sobre a gravidade do problema.

“Quando terminar de mastigar o chiclete, o usuário deve envolver em um papel e colocar no lixo. É a única opção que existe, caso contrário deve engoli-lo”, disse Jaral. “Eu sempre engoli os chicletes e nunca me fez nada”.

Dois comentários: 1) Povinho porco, heim? 70 chicletes por metro quadrado me parece um bocado. 2) Dependendo da (falta de) sorte de quem anda pelas ruas do Recife, a cidade pode ser muito bem ser confundida com a capital mexicana.

Mas não é só aqui ou no México não. Vejam esta matéria sobre a nova calçada da Avenida Paulista, em São Paulo.

smurfs

Azul chega em fevereiro ao Recife

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A colega Juliana Cavalcanti participou ontem do lançamento do projeto Vivendo Pernambuco, da Secretaria de Turismo, e conversou com o gerente-geral de vendas da companhia aérea Azul, Antonio Américo.

Américo contou que a empresa – que começou a operar em dezembro até Salvador – deve chegar ao Recife já no próximo mês (a previsão inicial era até o final do semestre). A companhia até começou a selecionar pessoas para trabalhar na operação local.

A primeira ligação (diária) da Azul a partir do Recife será para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, base de todos os voos da empresa. Onde está operando a Azul tem feito com que as grandonas TAM e Gol baixem os preços dos bilhetes também. Bom para o usuário.

O gerente-geral não adiantou os preços das passagens, mas garante que serão atrativos. “Onde chegamos até agora, tivemos promoções”, disse Antonio Américo, ressaltando que a guerra de preços com a concorrência (leia-se TAM e Gol) “faz parte do jogo”, diz Juliana na matéria.

Leia o texto completo aqui.

Quem presta serviço a quem?

descabeladaA edição desta terça-feira do caderno de Economia traz uma matéria da repórter Mirella Falcão sobre o caso de clientes da Celpe que receberam duas contas em janeiro e outros que não receberam conta alguma e não sabem o que fazer. Estão com medo de ter a luz cortada. Recebi o e-mail de uma consumidora que estava querendo informações sobre sua conta. Mas encontrou problemas no SAC da companhia. Problemas e má educação dos atendentes, pelo que ela escreveu. Resolvi compartilhar o e-mail/desabafo com vocês. Ela pediu para não ser identificada. Segue o texto:

“Uma contradição grande nos tempos atuais acontece com quem precisa recorrer ao atendimento das concessionárias de serviços essenciais, como telefonia e energia elétrica. O serviço é essencial, mas o atendimento é péssimo. No caso da telefonia, o consumidor insatisfeito ainda pode trocar de operadora, entre as três ou quatro existentes no mercado. No entanto, se o caso é o fornecimento de energia elétrica, o usuário se sente realmente refém da prestadora. Em Pernambuco, somos todos reféns da Celpe.

Comigo está acontecendo da seguinte forma: não recebi a conta de energia com vencimento em janeiro. Algo aparentemente simples, que poderia ser resolvido com o encaminhamento de uma 2ª via pela Celpe, ou com a simples impressão da conta através do site da operadora. No entanto, como a companhia resolveu cobrar de uma só vez o resíduo do reajuste de 2005, desconfiei do valor que aparece na conta simplificada (única opção para quem solicita a segunda via no site), pois é cerca de R$ 30 mais alto, para um consumo igual ao de sempre.

Resolvi, então, telefonar para o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) neste domingo (18/01), para esclarecer se o valor já é o corrigido – que a Celpe terá que reenviar para todos os consumidores, com o débito parcelado (no meu caso, ela terá que mandar pela primeira vez, pois não recebi a primeira fatura). Como é de conhecimento público, existe uma nova lei de atendimento ao consumidor, que obriga o funcionamento dos SAC sete dias por semana, entre outras regras.

O SAC estava funcionando, mas só parcialmente. Ao escutar a minha dúvida, a atendente disse não poder resolver o meu problema, pois o serviço fica fora do ar nos fins de semana e só volta a funcionar na segunda-feira. Respondi, então, que não pagaria a segunda via impressa na internet e que esperaria o envio da conta detalhada, obtendo como resposta que se eu não pagasse, a energia da minha casa seria cortada.

Voltei a dizer que não pagaria a conta impressa na internet e que aguardaria a conta impressa, obtendo a mesma resposta. Ao responder à atendente que antes de a Celpe cortar a energia da minha casa, deveria me enviar a conta, a funcionária desligou o telefone na minha cara. Simplesmente bateu o telefone na minha cara. …Continue lendo…