

Ainda faltam três meses para o pequeno Dylan nascer. E pelo menos uns 17 anos até ir para a faculdade. Mas, se depender dos pais, a psicóloga Márcia e publicitário Darrell, o dinheiro para bancar os estudos universitários do mais jovem membro da família Marinho estará assegurado. Assim que estiver com a certidão de nascimento do pequeno em mãos, o casal irá ao banco para contratar um plano de previdência privada para o caçula. Exatamente como fez para os mais velhos, Emilly, 10 anos, e Darrell, 3. O exemplo dos Marinho pode ser encontrado em um número cada vez maior de famílias brasileiras, que investem em planos de previdência, cadernetas de poupança, CDBs ou fundos voltados para a educação de filhos, netos, sobrinhos, afilhados.
“O importante aí é a idéia de planejamento. Não existe o melhor investimento, mas aquele que é mais adequado ao objetivo”, lembra Rodrigo Leone, consultor financeiro e professor de finanças do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec). Como o objetivo é bancar a educação de uma criança daqui a alguns anos, ele faz a ressalva: “não pode especular com esse dinheiro”. Ou seja, o investimento tem que ter baixo risco. Nesse aspecto, a poupança ainda é imbatível, já que tem o aval do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ano passado, a Caixa Econômica Federal divulgou que houve um aumento de mais de 26% no número de titulares de poupança com idade entre 1 e 15 anos. Eles já somam mais de 1,5 milhão de poupadores. …Continue lendo…
Por Micheline Batista (Diario de Pernambuco)
Manter os filhos numa escola particular trocando as mensalidades por serviços prestados. Assim o encanador Amauri de França Bezerra, 45 anos, com renda mensal de pouco mais de um salário mínimo, conseguiu financiar os estudos da filha Teane de França Bezerra, 17 anos. Trabalhador autônomo, Amauri ficou sem condições de pagar a escola e negociou com a direção do colégio fazer os consertos nas instalações hidráulicas em troca do ensino de Teane. A parceria durou sete anos. Da quinta série do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio. Deu certo. Teane conseguiu aprovação no vestibular 2008 da Universidade Federal de Pernambuco, entre os dez melhores colocados do curso de licenciatura em matemática.
Da Folha de São Paulo