“Sou pobre, mas sou limpinho”. (E pago muito imposto)

moeda-mordidaSempre quis colocar um post com esse título. Agora surgiu a oportunidade. Pena que ele teve que vir com o complemento.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou hoje o estudo Receita Pública: Quem paga e como se gasta no Brasil.

Segundo o trabalho, a população de menor renda tem de trabalhar quase duas vezes mais do que a de alta renda para arcar com o pagamento de tributos.

Vejam só a distorção. As famílias com renda mensal de até dois salários mínimos têm de trabalhar 197 dias para arcar com o pagamento de tributos. Já aquelas com renda mensal de mais de 30 salários mínimos têm de trabalhar 106 dias.

Leia mais sobre o estudo do Ipea aqui.

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Todo mundo fazendo cara de surpresa

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O que já se especulava na sexta-feira foi confirmado hoje pelo governo: a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os veículos continua.

A isenção para os populares vai valer até o final de setembro, assim como a diminuição para os carros com motores mais potentes (até 2.0). 

A partir de outubro, o imposto começa a voltar aos poucos, até chegar aos percentuais antigos em janeiro de 2010.

Surpresas falsas à parte, a direção da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que no fim de 2008 vivia chorando pitangas, agora já fala em bater o recorde do setor em 2009.

Lembrando que a prorrogação não foi apenas para o setor automotivo (leia mais aqui).

Veja abaixo o calendário da desoneração do IPI para os veículos.

Motor 1.0

Hoje: zero

Entre 1º e 31 de outubro: 1,5%

Entre 1º e 30 de novembro: 3%

Entre 1º e 31 de dezembro: 5%

1º de janeiro: 7%

 

Motor 1.0 a 2.0

* Gasolina

Hoje: 6,5%

Entre 1º e 31 de outubro: 8%

Entre 1º e 30 de novembro: 9,5%

Entre 1° e 31 de dezembro: 11%

1º de janeiro: 13%

* Flex

Hoje: 5,5%

Entre 1º e 31 de outubro: 6,5%

Entre 1º e 30 de novembro: 7,5%

Entre 1º e 31 de dezembro: 9%

1º de janeiro: 11%

Pré-datado está bombando. Mas sempre é bom ter cuidado

cheque

Compre agora, pague depois. Os consumidores de Pernambuco são os maiores emissores de cheques pré-datados do país. Quem está dizendo é a TeleCheque.

Em maio, 90,90% de cheques emitidos no estado foram pré-datados, um aumento de 0,76% em relação a abril. Rio Grande do Norte (88,88%) e Maranhão (88,65%) ficaram com o segundo e terceiro lugares, respectivamente. Pelo jeito, o nordestino adora um pré-datado.

No ranking por segmentos, o que mais gera cheque “para a melhor data” é o de calçados (86,96%), seguido por móveis e decoração (88,58%) e Automotivos (87,57%).

Só para lembrar: esse tipo de cheque é invenção brasileira. Como é uma ordem de pagamento à vista, uma pessoa ou empresa sem escrúpulos pode acabar descontando antes da data preenchida na folha do cheque.

Por isso, a recomendação é que a pessoa tenha muito cuidado ao pagar com pré-datado. O mesmo cuidado deve ter quem recebe, para não acabar com um monte de cheques voadores nas mãos.

Etiqueta móvel

Esse aí de cima é o nome da pesquisa realizada pela Intel com usuários de notebooks, netbooks e smartphones nos Estados Unidos.

A maioria dos entrevistados disse que fica incomodada com o que chamam de “falta de etiqueta” de muitos usuários. E 80% disseram que já testemunharam a falta de educação em lugares públicos.

Exemplos: deixar um caixa esperando até terminar uma conversa ao telefone, usar o notebook no banheiro público, falar alto ou digitar em um consultório médico, igreja ou funeral.

Vixe. Agora imagina se eles resolvem fazer essa pesquisa aqui.

banheiro

Falta dinheiro, sobra vontade

vina-del-mar

“Ah, minha filha. Temos que aproveitar enquanto ainda podemos”. A frase, dita por uma senhora de 80 anos, resume bem o que querem os brasileiros acima dos 60. Estávamos almoçando em um restaurante que ficava entre Valparaíso e Viña Del Mar, no Chile. Pouco tempo depois, ela e o marido, também octogenário, estavam colocando os pés nas águas do Pacífico. Eu não tive coragem de encarar a água gelada. Era março e fazia uns 15 graus.

O simpático casal me contou também que provavelmente aquela seria uma das últimas viagens mais longas que fazia. Os dois iriam passar pelo menos 15 dias no Chile e, se a memória não me falha, iriam depois para Buenos Aires. Também já viajaram para a Europa mais de uma vez. Fiquei feliz por conhecê-los e por saber que estavam se divertindo. Para a grande maioria dos brasileiros, no entanto, aproveitar a velhice é só força de expressão.

Vejam, por exemplo, os dados do estudo Longevidade Brasil, divulgado pelo Bradesco. Foram entrevistados 2 mil idosos. E 37% deles disseram que não conseguem fazer as atividades que lhes dão prazer porque faltam recursos. Ou seja, vontade eles têm. Não têm dinheiro. E o que mais eles gostariam de fazer? Viajar, claro. Essa foi a resposta dada por 37%. No dia-a-dia, além de viajar e do lazer (13%), eles também responderam que gostam de ver televisão (7%), ir à Igreja (6%). Houve empate entre trabalhar e jogar baralho ou dominó (5%).

O pessoal do Bradesco baixou em cinco anos a data que se convencionou a ser o começo da terceira idade. Por isso, entrevistou pessoas a partir dos 55. Não que eles sejam velhinhos (como prova o casal do início do texto). A pesquisa mostra que 80% das pessoas entre 55 e 73 anos sustentam os lares onde vivem. Em muitas casas, especialmente no interior nordestino, é a aposentadoria de um salário mínimo que compra a comida e paga as contas de toda uma família. Bem diferente do que deveria ser. Um triste fim de vida.

A fogueira tributária tá queimando

fogueiraDesta vez, os técnicos do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) dormiram no ponto. Divulgaram o estudo sobre a carga tributária dos principais produtos consumidos nas festas juninas só depois do São João.

Mas como ainda tem a festa de São Pedro, dá para mostrar alguns números do levantamento.

A cachacinha básica – não pra mim, que não bebo – é a campeã de tributos: 81,87%. Os impostos nos fogos de artifício somam 61,56%.

E antes de comer canjica (a pronta) é preciso pagar 35,38% de tributos. Ainda bem que degustei a minha canjiquinha antes de ver os dados do estudo. Ou então teria uma indigestão.

Santo recorde de vendas, Batman!

batmovel

O governo vai anunciar nesta segunda-feira se a redução do IPI para os veículos continua. Todas as apostas são pelo “sim”, integral ou parcial.

Mas enquanto a decisão não sai, os brasileiros vão lotando as concessionárias. A média diária de vendas de junho é de 12,4 mil. Houve dia em que foram contabilizadas 15 mil unidades vendidas.

Se a média atual for mantida até o fim do mês, será o recorde do setor. Até hoje, a maior média foi registrada em junho do ano passado (11.860 unidades/dia).

Legal. Mas onde vão botar tanto carro se hoje já não tem espaço?

Saiba como fazer para adiar a viagem ao exterior por conta da gripe suína

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O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, andou recomendando que os brasileiros (que puderem) adiem as viagens aos focos da gripe do porco (a influenza A), especialmente Chile e Argentina.

Mas e aí? Quem já comprou o pacote pode sair no prejuízo? O presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), José Geraldo Tardin, diz que não.

Segundo ele, o temor de ser infectada pelo vírus é motivo suficiente para a pessoa cancelar ou remanejar a viagem, sem ônus.

“Aquelas pessoas que tenham contratados vôos ou pacotes turísticos para os países com casos confirmados da doença, podem se valer do Código de Defesa do Consumidor e do Código Civil, para pedir a rescisão do contrato, a devolução das quantias já pagas, a suspensão do débito ou compensação dos cheques ainda pendentes e a isenção de qualquer tipo de multa”, afirma Tardin.

O Ibedec enviou um quadrinho com dicas para os viajantes. Também produziu um modelo de notificação para o cancelamento da viagem, que você pode acessar AQUI.

As dicas:

1) Quem deseja cancelar o pacote de viagem ou vôo por medo de contrair o vírus ou entrar em contato com pessoas infectadas ou locais confirmados de contaminação, deve comunicar previamente a empresa, via e. mail ou carta registrada, com comprovante de envio/recebimento.

2) O consumidor deve, no ato do pedido de rescisão do contrato, fazer o pedido de devolução dos eventuais valores pagos ou pedir a suspensão do débito dos valores ainda devidos.

3) Caso o consumidor opte por adiar a viagem, deve receber da empresa informações claras sobre o prazo máximo para realizar a viagem, bem como outros detalhes como impossibilidade de remarcar datas ou de cancelar o pacote.

4) Quem sofrer qualquer tipo de problema nas viagens tem assegurado direitos pelo Código de Defesa do Consumidor. Ações de até 40 salários mínimos têm solução rápida nos Juizados Especiais Cíveis ou do Consumidor.

5) Quem já teve a multa cobrada no cancelamento, pode pedir de volta o valor com juros e correção.