Leia isto antes de financiar um carro

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DICAS ÚTEIS

- A primeira coisa a fazer é descobrir qual carro você quer comprar. Limite-se às opções compatíveis com sua renda

- Procure juntar o máximo de dinheiro que puder para dar de entrada no pagamento (o carro usado ou uma poupança), mas não limpe todo o tacho, para não ficar sem a reserva para emergências

- Taxa de juros 0% é igual a Papai Noel e Coelhinho da Páscoa. Simplesmente não existe. Sempre há um imposto ou outro, como o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)

- A taxa de juros divulgada nunca é a efetivamente praticada

- O Banco Central suspendeu a cobrança da Taxa de Abertura de Crédito (TAC). Mas as revendas continuam cobrando, com outro nome. E, às vezes, a cobrança acontece duas vezes

- A taxa de emissão de boleto bancário também foi suspensa pelo Banco Central

- O vendedor raramente mostra a melhor opção de financiamento logo de cara. Por isso, seja teimoso e peça para ele fazer simulações com vários bancos

- A comissão da revenda pelo financiamento do seu carro é paga por você. Sério! O nome da comissão é “retorno”. A tabela vai de R1 a R18. A taxa pode chegar a 20% do valor total. Pergunte ao vendedor quanto está sendo cobrado de “retorno”

- Nunca feche negócio antes de dar um tempo, fazer as contas ou conversar com alguém que entenda mesmo de financiamento para saber se o negócio é bom ou não

CALCULANDO OS JUROS COM A AJUDA DO BANCO CENTRAL

- Para saber qual é o juro real do seu financiamento, você pode entrar no site do Banco Central e usar a calculadora do cidadão

- O endereço é o www.bcb.gov.br/?prestfixa

- É fácil descobrir o percentual que o vendedor pode tentar esconder. Basta preencher os campos com o valor do financiamento, o número de parcelas, o valor da cada parcela e depois clicar em calcular

Exemplo:

- O carro dos seus sonhos custa R$ 40.000 e você tem R$ 10.000 para dar de entrada. Vai financiar, portanto, R$ 30.000

- O financiamento será em 60 meses, com prestações mensais de R$ 850

- Usando a calculadora, o resultado é uma taxa juros ao mês de 1,937%

- Ao final dos 60 meses, você terá pago R$ 51.000

- Seu carro, que custa R$ 40.000 à vista, sairá por R$ 61.000

Fontes: Banco Central, Consultores, Fenabrave

Carro é como um filho. Dá um gasto danado

bebe-dinheiroUm carro é como um filho querido. Tem que comer, tomar banho, ir ao dentista, ter plano de saúde. Mas o que mais existe é exemplo de consumidor que compra o veículo, todo feliz, e depois fica endividado por causa do custo com o combustível, a manutenção, o pagamento do seguro. Sem falar que o objeto do desejo pode se transformar em artigo de decoração, estacionado na garagem.

“Para muita gente o carro fica limitado a ocasiões especiais, como o passeio do fim de semana, as compras no supermercado. Ele deixa de ter a função de meio de transporte”, diz Gilberto Braga, do CDP/Ibmec. O economista recomenda a quem pretende comprar um carro fazer toda uma pesquisa sobre os custos que terá para mantê-lo. Vale conversar com amigos, parentes, vizinhos. …Continue lendo…

As armadilhas do financiamento de veículos

Neste e nos posts acima vou reproduzir a matéria que preparei para o caderno de Economia deste domingo. Fala sobre as armadilhas dos financiamentos de veículos. Quem não conhece alguém que guarda um carnê na gaveta?

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Se o governo não mudar de ideia outra vez, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos novos começa a acabar em outubro. Até lá, muita gente vai invadir as concessionárias para trocar de carro ou se motorizar pela primeira vez na vida. A maioria deve optar pelo financiamento, atraída pelas propagandas com promessas de juros baixíssimos e prestações que cabem no bolso. É o seu caso? Ou o de algum amigo? Melhor tomar cuidado. A compra parcelada esconde muitas armadilhas. De taxas invisíveis (e ilegais) até a comissão que o banco oferece à revenda como prêmio pelo fechamento do contrato. E que pode sobrar para você pagar.

“O vendedor sempre vai sugerir que o cliente compre financiado, porque é no financiamento que as revendas ganham mais, com a taxa de retorno”, afirma uma vendedora com cinco anos de experiência na área e que pediu para não ter o nome divulgado. O “retorno” é a tal da comissão da venda e pode chegar a20% do preço do automóvel (a tabela vai de R1 a R18). Não existe uma lei determinando a comissão e, por isso, cada um aplica o que bem entender. “A pessoa tem que mostrar que sabe o que é o R e pedir o mais baixo”, diz a vendedora. Ou seja, mesmo sem ter certeza do que está falando, é preciso fazer cara de entendido. …Continue lendo…

Cartão: vilão ou aliado do usuário?

A página do Consumidor do caderno de Economia deste domingo traz uma matéria da colega Rosa Falcão sobre o cartão de crédito e as novas regras que estão sendo preparadas pelo Banco Central para regular o setor, que movimenta por ano R$ 375 bilhões (vixe, isso tudo?!?!?!?!?!). Vamos ao texto:

Cartao de creditoTer cartão de crédito é bom, mas é rara a pessoa que vive em lua de mel com o dinheiro de plástico. Uma prova é que nos Procons as queixas contra os cartões lideram as estatísticas. Juros altos, anuidades exorbitantes, faturas superfaturadas, venda casada, péssimo atendimento no call center. São algumas das reclamações dos consumidores. Também pudera. O setor que movimenta por ano R$ 375 bilhões corre livre, leve e solto, sem se submeter à regulação do governo. São 514 milhões de cartões nas mãos dos brasileiros. Agora o Banco Central (BC) pretende dar um freio de arrumação para fiscalizar mais de perto o mercado. Entre as mudanças estão a permissão do preço diferenciado na compra à vista, a unificação das máquinas da leitura de cartões e a redução do prazo entre 30 e 40 dias para pagamento ao lojista.

(Leia a matéria completa aqui)

Nota de um real na mão é vendaval

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Matéria de Mirella Falcão na edição deste domingo do caderno de Economia do Diario:

Pense bem: quando foi a última vez que você viu uma cédula de R$ 1? O beija-flor das notas está mesmo ameaçado de extinção. Pode acreditar: é mais fácil encontrar o peixe garoupa que ilustra as cédulas de R$ 100. Segundo dados do Banco Central, há 224,8 milhões de notas de R$ 100 circulando no país, contra 169,2 milhões de R$ 1. Isso porque elas pararam de ser produzidas em 2006 e, a partir de então, os bancos passaram de reter as cédulas deste valor que, na maioria das vezes, está bem deteriorada.

(Leia o texto completo aqui)

Meu futuro bicho de estimação

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Só tive um bicho de estimação durante toda a minha vida. Um cachorro. Ele fugiu menos de duas semanas após ter sido adotado pela minha família.

Depois que li a notícia abaixo, no Portal G1, fiquei pensando em ter um segundo bicho de estimação. Será que “Ddalgi” quer sair da Coreia do Sul e vir morar no Recife?

PAPAGAIA SUPERA HUMANOS EM COMPETIÇÃO DE INVESTIMENTO EM BOLSA

Você já traiu o Omo?

omo2Sabão em pó, geleia, ovo, feijão, papel higiênico, televisão, cabide, fralda descartável, xampu, leite de coco, DVD, batata frita, fortificante pra criança que não quer comer. Esta é só uma pequena amostra. O número de produtos de marca própria nos supermercados parece interminável. Pode confessar. Pelo menos uma vez você já traiu o Omo ou o Bombril. Quem sabe até transformou em amor eterno o que era para ser apenas um encontro casual.

Na hora de procurar um item na gôndola, em 17% dos casos, os olhos do consumidor se voltam justamente para os produtos de marca própria. O percentual está na pesquisa Por onde anda o consumidor?, realizada pela LatinPanel para a Associação Brasileira de Embalagem (Abre). O levantamento foi divulgado esta semana. Os preços das marcas próprias são mais baixos. Na comparação com as “inspirações” de marca tradicional, a diferença de preço pode chegar a 20%.

propaganda-omoA economia acontece porque as redes têm acesso direto aos fornecedores e economizam com a publicidade, feita diretamente no ponto de venda do estabelecimento. A qualidade dos produtos também melhorou ao longo dos anos, temos que reconhecer. A barrinha de cereal, por exemplo, deixou de ter gosto de nada com cobertura de coisa alguma.

Outro aspecto da pesquisa encomendada pela Abre (que sigla mais esquisita, não acham?) tem pouco a ver com as marcas próprias. É a preferência dos consumidores pela embalagem multipack. Como o nome faz suspeitar, trata-se de um pacote maior com outros pacotinhos. Uma dúzia de latinhas de Coca-cola, por exemplo. Ou 18 latões de Skol, para quem gosta da loira gelada.

neveO levantamento da LatinPanel destaca que são os consumidores das classes A e B os maiores fãs desses pacotões. Eles têm economia no preço e levam para casa o produto com o qual já estão acostumados. Uma estratégia dos fabricantes para fidelizar os clientes e impedi-los justamente de migrar para as marcas próprias.

Imagino a cara da dondoca saindo do supermercado, toda faceira, com um pacotão de 24 rolos de papel higiênico Neve. Pense num banheiro movimentado.

Caminho de volta

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Publicado da edição de hoje do Diario de Pernambuco

O consultor financeiro Aristides Cavalcanti tem o temperamento tranquilo e não gosta de provocar. Mas não tem como esconder o ar vitorioso nas últimas semanas. O motivo é o desempenho da Bovespa, que já acumula alta de 50% no ano. A turbulência passou e as previsões para o restante do ano e para 2010 são boas, levando de volta ao mercado muita gente que jurou nunca mais chegar perto de uma ação outra vez. Quem se manteve firme nos momentos difíceis de 2008 ou aproveitou a baixa para comprar agora comemora. Já quem está pensando em estrear pode dar uma olhada no programa Educação Financeira, desenvolvido pela própria Bovespa e que estreia hoje na TV Cultura.

Com duração de 12 minutos, o programa irá ao ar sempre aos sábados, às 10h15. Não vai falar apenas sobre mercado de ações. O objetivo inicial é ajudar as pessoas a organizar as finanças e depois mostrar as opções de investimento, com foco, claro, no mercado de ações. Só este ano a Bovespa deve investir cerca de R$ 20 milhões em ações de popularização. Será o dobro do aplicado no ano passado. Há novos projetos voltados para a internet, além dos cursos presenciais. Desde 2002, mais de 104 mil pessoas já foram atendidas nesses cursos. A expectativa da direção da Bolsa é de que, em cinco anos, o número de pequenos investidores passe dos atuais 500 mil para 5 milhões. …Continue lendo…