
A Agência AutoInforme fez as contas. Se nesta quarta-feira, último dia antes do retorno do IPI, as concessionárias venderem 18 mil veículos, vão bater o recorde do setor.
O recorde é de junho passado, quando foram vendidas 289.792 unidades, um crescimento de 22% em relação a maio e 19% considerando junho do ano passado. Naquele mês, o alvoroço dos compradores aconteceu porque havia incerteza se o governo iria prorrogar ou não o desconto do IPI.
Agora, a corrida é para fugir do retorno gradual do imposto (no caso do carro 1.0 a volta será assim: 1,5% em outubro, 3% em novembro, 5% em dezembro e 7% em janeiro).
Perguntinha simples: a gente precisa mesmo ter tanto carro nas ruas?

Já passou da hora de mudarmos a enquete do blog. Então vou aproveitar a matéria que fiz para a página de empregos do último domingo. Ela fala sobre uma pesquisa que comprova que bom humor no ambiente de trabalho deixa os empregados mais produtivos.
Quem compra um imóvel em um prédio construído em um terreno de marinha vira “inquilino” da União para o resto da vida. Tem que pagar “foro” ou “taxa de ocupação” todos os anos. Em alguns casos, esse “aluguel” – que não é um imposto, mas um “ingresso patrimonial” – chega a ser maior que o valor do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Mas essa dor de cabeça anual pode deixar de existir no futuro. Ontem, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou um projeto de lei que isenta o dono do imóvel do pagamento dessas taxas quando ele já paga o IPTU. Só no Grande Recife existem quase 70 mil imóveis nessa situação. 
A indústria de brinquedos preparou o lançamento de 800 novos produtos para o Dia das Crianças deste ano. Os preços variam de R$ 40 a R$ 600 (ô, que baratinho). Tem de tudo. Boneca que cresce (?!?!), laptop, carrinhos e carrões, games.

Os brasileiros caíram na tentação do consumo, tiraram da carteira o cartão e disseram as palavras mágicas: “pode colocar no crédito”. Agora sofrem as consequências na própria carne. Ou melhor, no próprio bolso. As dívidas acumuladas até 31 de julho no cartão de crédito somavam R$ 26,49 bilhões, segundo dados do Banco Central (BC). E 28,3% dessas transações estavam com um atraso no pagamento de mais de 90 dias. Em média, quem embarcou no rotativo (paga apenas a parcela mínima) ou recorreu ao parcelamento com juros tem ficado pendurado por 62 dias. O prazo mais alto dos últimos oito anos. Em dezembro de 2008, o “pendura” era de 32 dias.