Ilha de Caras, parte 3

Viviane SennaPor Juliana Cavalcanti

Por falar em Viviane Senna, ela deve ser parabenizada pela eficiência na arrecadação de recursos para a sua entidade.

Em pouco mais de duas horas, conseguiu arrecadar R$ 1,8 milhão em doações dos empresários que participam do evento. Em um dia, a quantia arrecadada somou R$ 2 milhões.

Antes do início do segundo dia do Fórum de Empresários, o ex-ministro Luiz Fernando Furlan anunciou a doação de R$ 120 mil para o Instituto – R$ 60 mil por ele e R$ 60 mil em nome da esposa (olha as esposas aí de novo).

Só para fazer uma comparação, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, revelou que no ano de 2009 inteiro, a Lei de Incentivo aos Esportes concedeu apenas R$ 120 mil para patrocinar atletas/projetos/modalidades esportivas.

Talvez o esporte não dê a visibilidade ou tenha o apelo emocional do Instituto Ayrton Senna. Será?

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Ilha de Caras, parte 2

Jeannine PiresPor Juliana Cavalcanti

Inspirada no nome de um mercadinho na cidade de Una, a poucos quilômetros do resort de Comandatuba, onde acontece o 9 Fórum de Empresários, observo os ricos e famosos de um ponto de vista que nem sempre temos a chance de ver. Sabendo que a visão preconceituosa também existe do meu lado, que olho de longe essa pequena elite do Brasil, acredito que há realmente “curiosidades” merecedoras de destaque.

As empresas que fazem parte do LIDE (Grupo de Líderes Empresariais) formam 44% do PIB privado do Brasil. Em sua maioria, são ricos de berço, como se diz. Parte da aristocracia brasileira, esses líderes parecem desconhecer a luta das mulheres pela igualdade de direitos entre os gêneros.

Várias vezes durante o seminário, apresentadores e palestrantes agradeceram às esposas dos empresários. Algo que passa despercebido, mas que é inclusive uma indelicadeza com as mulheres empresárias presentes no evento e com as que compõem a mesa de palestrantes: Jeanine Pires, presidente da Embratur; Luiza Helena Trajano, presidente do grupo Magazine Luiza, uma das maiores redes varejistas do Brasil; e Viviane Senna, diretora do Instituto Ayrton Senna.

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Ilha de Caras, parte 1

Hotel Transamerica

A Ilha de Comandatuba, no litoral sul da Bahia, é um paraíso a 75 km de distância de Ilhéus e a 542 km de Salvador. É lá que fica o Hotel Transamérica, um resort de luxo, com aeroporto próprio, campo de golfe e muita mordomia. Uma verdadeira Ilha de Caras, enfim.

Foi para este oásis que o Diario de Pernambuco ”despachou” a colega Juliana Cavalcanti. Ela foi cobrir o Fórum de Líderes Empresariais.

Claro que ela não desfrutou da mordomia. Mas enquanto assistia à palestra do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles ou corria atrás de gente como Jorge Gerdau, Juliana observou coisas interessantes e enviou tudo por e-mail.

Vou compartilhar nos próximos posts algumas das observações de Juliana. É que a bichinha escreve pra dedéu e, se eu fosse colocar tudo, acabaria fazendo um livro.

Minha vida de cachorro

Manfred of SwedenTão pensando que é só Gisele Bündchen que dá pinta em desfile de moda? Amanhã e domingo São Paulo será palco da primeira edição do Pet Fashion Week.

É isso mesmo o que você está pensando. Moda para bichos de estimação, com tendências e novidades.

Claro que vai haver desfile e exposição de peças voltadas para os totós e bichanos. Uma das marcas presentes é a Manfred of Sweden. Caríssima.

O valor médio das peças é de nada módicos US$ 5 mil. Elas usam cristais Swarovski. Ui.

Manfred of Sweden2Para a exposição no Pet Fashion Week, a marca criou uma peça exclusiva com cerca de mil cristais para homenagear “as cores, sons, música, dança e a belza do povo brasileiro”.

Preço da roupa: US$ 21 mil.

Gentemmmm. São R$ 36 mil por uma roupa de cachorro!!!!! Mais caro que um carro popular zero km completo.

O fim de semana de moda pet também contará com um concurso de tosa de poodles gigantes. É a primeira vez que acontece no Brasil um concurso desse porte e a premiação inclui até  uma tesoura de tosa avaliada em U$ 5 mil.

Cortando na carne para sair do vermelho

bolsa vazioO Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) fez uma pesquisa com 830 consumidores atendidos nos balcões do serviço.

Dos que disseram que pretendem quitar ou renegociar seus débitos, 68% vão cortar gastos para poder atender aos encargos da renegociação.

É isso mesmo. Tem que cortar na própria carne. Senão continua no vermelho.

O pessoal também divulgou o placar dos endividados.

Até 300 reais        12%

De 301 a 500 reais    19%

De 501 a 1.000 reais    29%

De 1.001 a 1.500 reais    15%

De 1.501 a 3.000 reais    10%

Acima de 3.000 reais    15%