O pedido

Dinheiro

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É um momento difícil. Tão difícil que muita gente até desiste de tentar. Mas se você acha que está na hora (ou já passou dela), comece a se preparar… para pedir um aumento de salário ao seu chefe. Uma pesquisa da LinkedIn, rede social especializada em carreira, apontou que janeiro é o melhor mês para se pedir (e conseguir) um aumento do salário. Considerando este dado, na teoria você tem seis meses para se preparar.

Recebi um e-mail com dicas para quem vai encarar o chefe e fazer o pedido. São de Mônica Veridiano, analista de recursos humanos da Global Network, empresa que atua na área de RH desde 2004. Em primeiro lugar, ela diz que, antes de tomar o caminho da sala do chefe, o profissional deve ter boas razões para convencê-lo de que merece ter um salário mais alto. Também é preciso observar a situação financeira da empresa (se estiver em baixa, espere).

Tenha outra coisa muito, mas muito importante em mente: como está o humor do cidadão (ou cidadã) naqueles dias. A dica vale especialmente se você tiver certeza de que a criatura é bipolar. “A liderança analisa o desenvolvimento do profissional, os resultados alcançados na empresa através da sua atuação e como anda a sua qualificação. Atualização constante, novos cursos e participação em congressos pode ser um diferencial”, afirma Mônica.

Ela destaca que também é preciso mostrar que você superou as expectativas determinadas durante a contratação. Bateu recorde de vendas (no caso de um vendedor)? Apresentou novas ideias que foram implantadas pela companhia? Isso conta. Se você recebeu alguma proposta de outra empresa, com a oferta de um salário mais alto, Mônica Veridiano alerta que este detalhe deve ser esclarecido durante a conversa. Mas nunca, jamais deve usado como chantagem.

“Caso a empresa não possa cobri-la, verifique se ela pode investir em seu crescimento profissional, através de cursos, treinamentos e MBA, por exemplo. Se considerar que o oferecido pela empresa não supre suas necessidades, então analise se não está na hora de avaliar outras oportunidades de trabalho”, destaca a analista.

Mônica também fala sobre coisas que NÃO devem ser feitas pelo profissional. Nada de usar motivos pessoais. Ok, a inflação está aí. Mas não diga que seu “custo de vida” aumentou. Também não diga que merece um aumento porque você faz coisas que já são obrigações profissionais. Ser pontual ou jamais faltar ao trabalho não são diferenciais. Fazendo assim, você vai acabar passando atestado de bobo.

E então? Tomou coragem? Vai pensar? Talvez seja mesmo a hora. Se fizer tudo certo, o pior que pode lhe acontecer é levar um “não”. Mas você não vai morrer por isso, não é? Boa sorte.