Cinco tributos estranhos pelo mundo

Bruxas na Romênia

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Bruxarias tributadas
“Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!” E elas existem lá na Romênia. Ser bruxa é uma profissão como qualquer outra. O governo reconheceu, claro, e passou a cobrar imposto de renda de 16%. Algumas não gostaram muito da cobrança. Dizem que o governo não dá quase nada em troca. Elas exigem, pelo menos, um local de trabalho e aposentadoria

A guerra que nunca acabou
A Itália entrou em conflito com a Abissínia (hoje Etiópia) pela primeira vez em 1895. Entre idas e vindas e muitas batalhas, a guerra acabou definitivamente em 1936. Mas até hoje os italianos pagam uma taxa sobre a gasolina. Este adicional foi instituído para cobrir os custos da guerra. Pense numa guerra cara e numa cara de pau sem tamanho do governo

Parquímetro para prostitutasParquímetro para prostitutas

As prostitutas que trabalham nas ruas da cidade alemã de Bonn têm de pagar um imposto noturno para exercer a profissão. A tarifa estipulada pela prefeitura ficou em 6 euros. Deve ser paga das 20h15 às 6h em um caixa automático (parecido com um parquímetro). Se a mulher não apresentar o recibo emitido pela máquina, poderá pagar multa de até 100 euros

Dois filhos
Na China, quem tem mais de um filho deve pagar a “taxa de planejamento familiar”. É equivalente a um múltiplo da renda anual da família (em geral, cinco ou seis vezes). A lei foi instituída no país em 1978. Não vale para mães e pais que são filhos únicos. Também é possível ter dois filhos se a diferença de idades entre eles for grande e caso a família more na zona rural

Ah, a moda
Em 1795, quando as perucas brancas “empoeiradas” bombavam na moda britânica, o então primeiro-ministro William Pitt teve uma ideia brilhante: resolveu cobrar uma taxa sobre o pó de peruca. O que o primeiro-ministro acabou conseguindo, depois de um monte de protestos, foi que os homens deixassem de usar as perucas

Perucas inglesas

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É estranho, mas é imposto

Guerra da Abissínia

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O ano era 1718. Pedro I, o Grande, já governava a Rússia por 36 anos. Foi quando teve a ideia de arrecadar mais dinheiro cobrando um imposto um tanto polêmico. O tal imposto era sobre a alma. Quem tinha uma, deveria pagar. E se a pessoa afirmasse que era “desalmada”, não tinha problema. Pagava do mesmo jeito. Era o imposto pela não religiosidade. Maluquice de um imperador que se achava? Pode até ser. Mas o passado e o presente estão cheios de exemplos de tributos estranhos.

Na abertura do XI Congresso Internacional de Direito Tributário de Pernambuco, quarta-feira passada, Paulo de Barros Carvalho, presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (Ibet), lembrou da Itália, um país rico em excentricidades tributárias. “A Guerra da Abissínia terminou em 1936. Mas ainda hoje os italianos pagam um adicional sobre a gasolina para cobrir os gastos com a guerra. Isso mostra como depois que um imposto passa a ser cobrado, é difícil de ser retirado.” …Continue lendo…