Operadoras não podem vender celular bloqueado

Celular  cadeado

Atenção, atenção! Se qualquer operadora de celular quiser te vender um aparelho bloqueado, grite e diga que vai botar a boca no trombone.

Ontem, a 5ª turma do Tribunal Regional Federal 1ª Região (TRF-1) confirmou que as empresas não podem vender os aparelhos bloqueados. Quem descumprir a decisão paga multa de R$ 50 mil por dia.

Mas ainda cabe recurso da decisão.

No processo, as operadoras deram a seguinte justificativa para o bloqueiro: “para conceder determinados benefícios, a operadora arca com o preço do aparelho e acaba por transportar determinados encargos para o mercado”.

O povo do TRF não quis  saber. O relator do caso, desembargador Antônio Souza Prudente, escreveu no voto que  “o bloqueio técnico dos aparelhos celulares configura uma violência contra o consumidor”.

Já a desembargadora federal Selene Almeida escreveu o seguinte:

“Ao obrigar o consumidor a ficar fidelizado a determinado plano, está caracterizada a venda casada, uma afronta, pois, aos direitos do consumidor. O que as empresas de fato estão fazendo através de descontos concedidos em troca de aparelhos é restituírem-se do desconto com a prestação do serviço, já que o valor das mensalidades acaba por pagar, com sobras, os benefícios concedidos.”

Uiiiiii.

Em março de 2010, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou que o cliente pode desbloquear seu aparelho a qualquer momento, sem nenhum custo ou multa.

Olho vivo, pessoal.

* Com informações do Tribunal Regional Federal da 1ª Região

Final da crise

Torcida da espanha. PIERRE-PHILIPPE MARCOU/AFP

Espanha e Itália fazem a final da Eurocopa, neste domingo, em Kiev, na Ucrânia. Os jogadores da Alemanha, cotadíssimos para levantar a taça, estarão só assistindo (ou não). Angela Merkel, a primeira-ministra, deve estar pensando agora: “Mas eles estão em crise e nós não. Como é que vamos salvar o euro se não conseguimos nem ganhar a Eurocopa?”

Pois é, dona Merkel. Que coisa, hein? A senhora deve ter ouvido um monte de piadinhas durante a reunião dos 27 chefes de Estado e de governo da União Europeia, ontem e anteontem, em Bruxelas. Principalmente porque os debates da quinta-feira foram interrompidos para que todos assistissem à semifinal entre Alemanha e Itália. Ui.

A crise no país da bota está grande. O governo italiano aprovou o resgate do banco mais antigo do mundo em atividade, o Banca Monte dei Paschi di Siena (fundado em 1472). Quando visitei Siena (cidade belíssima, por sinal), no ano passado, percebi como o pessoal de lá falava com orgulho do banco. Agora ele vai fechar 400 agências e demitir cerca de 4,6 mil empregados.

A Itália está em recessão, como a Espanha, que passou o pires e pediu oficialmente ajuda esta semana para recapitalizar seus bancos. Logo em seguida, 28 deles foram rebaixados pela agência de classificação de risco Moody’s. No começo do mês, outra agência, a Fitch, desceu em três níveis a nota soberana da Espanha. Baixou de A para BBB. Já pode chamar o Pedro Bial e mandar todo mundo para o confessionário.

Outro dado ruim: a Espanha tem a maior percentagem de “nem-nem” entre os 34 países que formam a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os “nem-nem” não são bebês. São os jovens de 15 a 24 anos que “nem” estudam, “nem” trabalham. De acordo com a OCDE, eles são 38% da massa jovem espanhola. Complicado.

Parece que só o esporte vem dando alegrias aos espanhóis. Além da seleção de futebol, o país tem Rafael Nadal, o rei dos reis do saibro no tênis, sete vezes campeão em Roland Garros. Na Fórmula 1, o bicampeão Fernando Alonso chorou de alegria no último domingo, ao vencer o GP  da Europa, em Valência. E destacou a superação do povo local frente à crise econômica.

Enquanto isso, na Alemanha sem crise, Angela Merkel declarou – antes das semifinais da Eurocopa – que as reformas estruturais dos países em dificuldade estão “em primeiro lugar na ordem do dia”. Então talvez ela não esteja se sentindo mal, como falei no início do texto. Deixar Itália ou Espanha ganhar o título pode ser o começo da luz no fim do túnel para a Europa. Tomara.

Torcida da Itália. CHRISTOF STACHE/AFP

Guido Mantega queimou a língua

Guido Mantega-1

Semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, jurou de pés juntos que a redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para produtos da linha branca – como geladeira e fogão – não seria prorrogada. Queimou a língua. Ele próprio acabou de anunciar que a redução será prorrogada, sim. E vai valer por mais dois meses. O benefício tributário terminaria neste sábado.

A justificativa para a nova prorrogação é que o benefício conseguiu impulsionar o consumo. E esta é a maior preocupação do governo federal: fazer a população consumir para movimentar a economia. De acordo com Mantega, as vendas de produtos de linha branca tiveram um aumento de 22% de janeiro a maio (na comparação com o mesmo período do ano passado).

No último dia 21, Guido Mantega soltou graça ao ser perguntado sobre o IPI da linha branca. “Não existe nenhuma decisão nesse sentido. Portanto, se você está pensando em comprar uma geladeira ou um fogão aproveite a oportunidade.”

Esta não é a primeira vez que Mantega diz uma coisa para “desdizer” depois. Poderia entrar para a política.

Confira as alíquotas do IPI da linha branca:

Fogão    0%

Maquina de Lavar    10%

Geladeira    5%

Tanquinho    0%

Pacote para consumista

Compras Orlando

Nem adianta disfarçar. Eu sei que você está louca/o para ir aos States para fazer compras. Mesmo que o dólar já não esteja tão atrativo quanto em outros tempos. Tá bom. Vai aproveitar para curtir também a Disney com as crianças. Sei…

Então talvez este post seja pra você. A cidade de Orlando fez uma parceria com a operadora New Line e montou um roteiro de  visitas aos principais shoppings e outlets da cidade durante a Black Friday, dia em que as lojas nos Estados Unidos oferecem os maiores descontos do ano em todos os tipos de produtos.

O tal roteiro tem o incoveniente (para quem mora no Recife ou outras cidades nordestinas) de sair de São Paulo. Para quem não se importar… a saída acontece em 18 de novembro. A viagem terá duração de sete noites.

Quem for terá o acompanhamento de um guia especializado (em compras, naturalmente) durante todo o período e visitas aos principais centros de compras da cidade (Mall at Millenia, Premium Outlets Vineland, Premium Outlets International, Super Target, Wall Mart, Shopping Center The Loop e The Florida Mall). Também terá horários especiais durante a Black Friday.

O pacote custa a partir de R$ 1.339,00 + 9 parcelas de R$348. Este valor é por pessoa e inclui passagem aérea, hospedagem em apartamento duplo e passeios relacionados. Mas esse preço não inclui as taxas de embarque, extras, gorjetas e despesas pessoais.

Segundo o povo do Visit Orlando no Brasil, a cidade conta com tantas opções de lojas que todas juntas poderiam encher 900 campos de futebol americano.

Vixe! Quem quiser mais informações pode acessar o site www.newline.tur.br.

Eu passo. Quem vai? Mas não custa reforçar que a Receita Federal está louquinha para pegar quem compra demais e não declara na volta. #ficaadica

Vai rolar concurso da Anatel. E duas vagas são para o Recife

Anatel. Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Tem concurso novo na área. É da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O edital de abertura foi publicado. São 46 vagas de níveis superior e médio. O melhor: duas delas são para lotação no Recife!

São dois cargos no concurso. O de nível superior é o de de analista administrativo. São quatro vagas para graduados em qualquer área de formação. O salário é de dos R$ 9.263,20 para 40 horas de trabalho semanais. Eita! Acho que vou concorrer. Quem passar vai trabalhar em Brasília.

Já as outras 42 vagas são para técnico administrativo. Três vagas estão reservadas a portadores de deficiência. O salário é de R$ 4.760,18. A jornada de trabalho também é de 40 horas semanais. É para este cargo que estão as duas vagas para o Recife.

Além do Recife, haverá lotação para Brasília (32 vagas), Goiânia (2), Belo Horizonte (2), Campo Grande (1), São Paulo (1), Belém (1) e Maceió (1).

Curtiu? Vai compartilhar? As inscrições poderão ser feitas entre 9 e 30 de julho pelo site www.cespe.unb.br/concursos/ANATEL_12. A taxa é de R$ 45 para a vaga de técnico e R$ 84 para a de analista.

O concurso será composto por provas objetivas, com aplicação prevista para o dia 16 de setembro.

Candidatos à analista também terão de fazer provas discursivas, avaliação de títulos e curso de formação profissional com 80 horas, que será só em Brasília.

Gol institucionaliza a venda de milhas

Venda de milhas

O que o povo fazia às escondidas, a Gol resolveu adotar pra valer: começou a vender milhas.

O “Compra de Milhas” é o novo canal do Smiles. Dá para comprar lotes de 1.000 até 40.000 milhas e trocá-los por passagens aéreas.

O lote inicial de 1.000 milhas sai por R$ 75. Ou R$ 0,075 por milha.

O lote de 40.000 milhas custa R$ 2.040.  Cada milha sai por R$ 0,051.

Flávio Vargas, diretor do Smiles, nos últimos 12 meses o número de participantes do Smiles passou de 8 milhões para 9 milhões.

Segundo a Gol, será permitida apenas uma compra por cliente Smiles dentro do prazo de validade da promoção (23/06 a 31/08). E quem comprar acima de 5 mil milhas ganha bônus. Confira:

Cliente Diamante: 40% sobre do total da compra

Cliente Ouro: 30% sobre o total da compra

Cliente Prata: 20% sobre o total da compra

Cliente Smiles básico: 10% sobre o total da compra

As milhas compradas e os bônus serão válidos por 12 meses a partir da data da compra.

É mais uma ação da companhia para tentar sair da crise, depois de amargar um prejuízo de R$ 751 milhões em 2011.

A empresa está demitindo e deve cortar até 1,5 mil trabalhadores até o fim do ano.

Neste mês passou a cobrar R$ 10 para quem quiser se sentar na saída de emergência. Já cobrava por lanches.

A empresa também reduziu o tamanho do papel dos bilhetes e diminiu a quantidade de água nos banheiros. E vai trocar o presidente. No próximo dia 2 de julho, Constantino Júnior deixa a cadeira que ocupa desde o início das operações da Gol, em 2001, e cede o lugar para Paulo Kakinoff.

Ah, ainda sobre a venda de milhas, British Airways, Lufthansa, Air France Delta, United, Southwest, US Airways e American Airlines já fazem isso lá fora.

* A sugestão do post foi de Adriana Reis

Quem ri por último ri melhor

Ri HappyO setor de varejo de brinquedos movimenta R$ 5 bilhões ao ano no país. Muito dinheiro, não é? Os brinquedos mais desejados pela criançada já não são aqueles baratinhos.

Por isso quanto mais lojas diferentes, melhor para a concorrência. Os pais/avós/tios ficam com mais opções de pesquisa antes de decidirem o que comprar.

Mas a concorrência vai diminuir um pouco. É que a Ri Happy, controlada pelo fundo de investimentos Carlyle, anunciou nesta segunda-feira a compra da sua concorrente PBKids. O valor da operação não foi divulgado.

A Ri Happy tem cerca de 110 lojas em 18 estados e faturou R$ 600 milhões em 2010. A PBKids, com cerca de 60 unidades, faturou R$ 230 milhões em 2010.

A Ri Happy riu por último.

Em um mar de dívidas, veja o que pagar primeiro

Mar de dívidas. Crédito: Greg/DP

O pior aconteceu. As dívidas saíram do controle. Você está rolando a fatura do cartão de crédito há meses. Atrasou o pagamento dos financiamentos da casa e do carro. Entrou de cabeça no cheque especial. Jogou para debaixo do tapete da sala o carnê da geladeira e da máquina de lavar, compradas depois que o governo deu aquela força reduzindo o IPI. Talvez tenha que deixar de pagar a conta de luz. E agora? Agora é deixar o orgulho de lado, esfriar a cabeça e montar uma estratégia financeira para sair do buraco o mais rápido possível.

Se serve de consolo, você não é o único. Em maio, 23,6% das famílias brasileiras estavam com dívidas em atraso, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio. E 7,8% disseram não ter a mínima condição de quitá-las. Os especialistas em finanças pessoais falam que a primeira coisa a fazer é colocar no papel tudo o que você deve e para quem. Tudo mesmo. O passo seguinte é fazer uma hierarquia das dívidas e começar a pagar as mais caras e aquelas que podem lhe prejudicar no curto prazo.

Atrasar o pagamento da prestação do automóvel ou da casa própria pode ser muito ruim, já que você corre o risco de perder o bem rapidamente, especialmente no caso do carro. E ainda vai ficar devendo, porque o veículo se deprecia. Já a luz pode ser cortada se o pagamento for deixado de lado. Na hora de priorizar o pagamento das contas, não dá para esquecer aquelas com juros mais altos, como o cartão de crédito e cheque especial. No caso do cheque especial, as taxas podem chegar a 222,51%, segundo o Banco Central.

Já os juros do cartão – que não caem há 27 meses, de acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) – batem nos 238,30% anuais. “Mesmo com a redução dos juros, incentivada pelo governo, eles ainda continuam muito altos”, lembra o economista Alexandre Jatobá. Segundo ele, o devedor deve renegociar com a empresa do cartão para conseguir um abatimento. Se estiver muito apertado para pagar, pode tomar um empréstimo com juros menores, como o consignado, para quitar o débito do dinheiro de plástico.

Troca-se, portanto, uma dívida mais cara por uma mais barata. Em média, os juros dos empréstimos pessoais são de pouco mais de 50% ao ano. Outra opção é recorrer à portabilidade de crédito. Os bancos estão oferecendo vantagens para ter mais clientes. “Deixar a dívida num só banco é mais fácil de controlar”, diz Jatobá. O também economista Luiz Maia, professor da UFRPE e coautor do blog Educação de Bolso, faz um alerta: renegociar a dívida sem “estancar” o uso do cartão ou do cheque especial não adianta nada.

“Sabemos que é muito difícil mudar os hábitos. Mas em alguns casos é preciso tomar uma atitude radical. Não usar mais o talão de cheques e deixar os cartões de crédito em casa ou quebrá-los. Ligue para a operadora e diga que não quer mais”, sugere Maia. Ele conta que conhece uma pessoa que passou exatamente por essa situação. Ao invés do empréstimo no banco, ela conseguiu um “empréstimo familiar”. Resolvido o problema da dívida, a pessoa passou a pagar as contas pelo internet banking e a andar só com dinheiro.

Importante também, lembram Alexandre Jatobá e Luiz Maia, é envolver toda a família e fazer uma reavaliação do orçamento. “Se estão gastando mais do que ganha, vão ter que cortar”, diz Jatobá. Os cortes podem ser no celular ou no custo da TV a Cabo. Se a situação for mais complicada, pode ser necessário um ajuste de patrimônio. “É muito doloroso precisar se desfazer de um imóvel, de um carro. Mudar o estilo de vida para baixo é difícil. Mas é necessário se adequedar. Quanto mais rigoroso for o corte, mais rapidamente ele fará efeito”, afirma Maia.

* Matéria publicada na edição do Diario de 25/06

O crescimento dos fininhos

Tablets

Você já tem um tablet pra chamar de seu?

Os fininhos estão com tudo. Nos três primeiros meses de 2012, os brasileiros compraram mais de 370 mil tablets.

Na comparação com os mesmo período de 2011, houve um crescimento de 351%.

Os dados são da consultoria especializada em tecnologia IDC. Foram repassados para a Agência Estado.

A IDC projeta que o país deve fechar 2012 com a venda de 2,5 milhões de aparelhos.

Em 2011 foram comercializados 800 mil tablets. Em 2010, foram apenas 110 mil.

A redução do preço do fininho é que vem fazendo o brasileiro comprar mais. Embora o Ipad – o tablet da Apple – contine custando os olhos da cara, pouco mais de 30% dos produtos disponíveis no mercado nacional já podem ser comprados por menos de R$ 1 mil.

Ainda de acordo com a IDC, neste ano, para cada notebooks ou netbooks vendidos, deve ser comercializado um tablet. Em 2011, a relação era de dez para um.

Eu tenho um tablet. Acho superlegal para ler jornal, nevegar pelos sites, acessar o Facebook e o Twitter, assistir aos vídeos do Youtube. Mas na hora de escrever (o blog, matérias, qualquer texto maiorzinho), o notebook é muitooooo melhor.

Mudou ou não mudou?

Rainha Valentine e Ravengar em Que rei sou eu?

A taxa básica de juros está em 8,5% ao ano, com previsão de baixar ainda mais até 2012 terminar. O ex-presidente Lula apertou a mão de Paulo Maluf – a quem tantas vezes chamou de ladrão – e disse que ele era aliado, quase um melhor amigo. O Corinthians está na final da Libertadores da América. Definitivamente, o Brasil não é mais o mesmo. Mas será que mudou mesmo tanto assim de uns 20 anos pra cá?

Na economia, sem dúvida alguma. Mesmo com a previsão de um “Pibinho” para 2012, quando todo mundo esperava um crescimento econômico mais robusto, estamos em melhor situação do que muito peixe graúdo por aí. Vemos que o brasileiro está se preocupando mais com a educação financeira, embora muitos ainda se deslumbrem com o consumo e vivam na corda bamba da inadimplência.

O que parece não ter mudado mesmo é a forma como fazemos política. O samba do petista doido para a escolha do candidato à Prefeitura do Recife não me deixa mentir. E o que dizer do xeque-mate do governador Eduardo Campos? Deixou os petistas se engalfinharem e depois lançou candidato próprio ao Palácio Capibaribe – Antônio Farias.

E não podemos nos esquecer, naturalmente, do aperto de mão mais comentado dos últimos dias (Lula x Maluf). Só falou mesmo o ex-presidente soltar o “nunca antes na história deste país”. Luiza Erundina fez o que dela se esperava (caiu fora) e foi execrada pelos defensores do petismo de resultados. Feios. Ah, e por aqui Jarbas Vasconcelos e Eduardo Campos estão fazendo as pazes. Pode isso, Arnaldo?

Tem mais emoção política rolando solta neste ano eleitoral. Exemplo? A troca de gentilezas entre duas “excelências” do nosso Congresso, o deputado federal Sílvio Costa (PTB-PE) e o senador Pedro Taques (PDT-MT) na CPI do Cachoeira. “Você é um m… Filho da p… Você é um m…”, disse o deputado boca suja pernambucano. “Vossa excelência não me meça pela sua régua”, retrucou o senador.

Pior é que vem mais chumbo grosso por aí. Em agosto tem julgamento do Mensalão. Sim, mudamos economicamente, mas não politicamente. Estamos em 2012. Em setembro, fará 20 anos que Fernando Collor deixou Brasília pela porta dos fundos, depois do impeachment. O mesmo Collor voltou a Brasília, como senador e, mais assustador, é aliado do governo petista.

Estamos em 2012, sim. Mas parece que estamos no Reino de Avilan. Sim, o reino fictício de Que rei sou eu?, novela de Cassiano Gabus Mendes que está sendo reprisada pelo canal Viva e continua tão atual quanto em 1989, quando passou pela primeira vez na TV. A trama traz maracutaias, conchavos e negociatas dos conselheiros da rainha. Tão parecido com o que a gente ainda vê no nosso reino político.

Em Que rei sou eu?, a Rainha Valentine bebe na mesma fonte de seus conselheiros políticos. Vamos torcer para que no “Reino do Brasil”, a rainha, isto é, a presidente Dilma consiga separar o joio do trigo. Vai ser difícil. Bem que podia aparecer um Jean Pierre para ajudar. Espero que a gente ainda consiga dizer nesta geração que não foi só a nossa economia que mudou pra melhor.