Que mentira, que lorota boa

pinocchio

É só uma mentirinha. Ninguém precisa saber que o “inglês fluente” é, na verdade, um “how are you?” muito do mequetrefe. Ou que o “espanhol avançado” não passa de um “Hola, que tal?” Ou ainda que o mega curso de especialização no exterior durou uma semana durante as férias. Será mesmo? Um dia a casa pode cair como o Golias depois de levar uma pedrada de Davi.

No último dia 13 de maio, a casa caiu para o ex-presidente do Yahoo!, Scott Thompson. Ele deixou a empresa depois de ser acusado de colocar entre as informações a graduação em ciência da computação. Mais uma prova de que “florear” não é bom para a carreira.

Uma pesquisa realizada pela empresa de recrutamento especializado Robert Half aponta que, no Brasil, 42% dos recrutadores dizem que os candidatos exageram nas informações contidas na folhinha de papel (ou no e-mail). A maior parte do “exagero” está nas experiências profissionais (48%). Segundo a Robert Half, é justamente neste trecho do currículo que os recrutadores batem logo o olho.

A empresa Trabalhando.com também fez uma pesquisa. Veja o ranking das mentiras mais comuns nos currículos:

Formação acadêmica

Fluência em idioma estrangeiro

Falsa experiência na área em que deseja atuar

Acréscimo de atribuições no cargo anterior

Últimos cargos supervalorizados

Salário anterior

Maior tempo de permanência na antiga empresa

Curso de informática

Participação inexistente em trabalhos voluntários

Garantia de mobilidade e flexibilidade

Estado civil

Idade

E então? Já está começando a pensar duas vezes antes de digitar aquela mentirinha inocente no currículo? Que bom. Mas é legal também ficar alerta para outros pontos observados pelos recrutadores.

A pesquisa da Robert Half mostra que, no Brasil, 44% dos entrevistados afirmam que pontos negativos nas redes sociais são suficientes para desclassificar um candidato no processo de seleção. Cuidado, portanto, com as fotos sem noção no Facebook ou as mensagens no Twitter. #prontofalei #ficadica