Você acredita nele?

Guido Mantega-1Guido Mantega disse hoje que o governo não deve prorrogar a redução do IPI para os automóveis, que acaba em 31 de agosto.

Segundo ele, como o setor deve bater em julho o recorde de vendas, com 360 mil unidades. Isso, de acordo com o ministro, já é suficiente para recuperar o setor.

“Não está em cogitação nesse momento a prorrogação da redução do IPI. Isso foi o que nós combinamos e é o que estamos cumprindo”, disse Mantega.

Com o histórico do ministro, eu não acredito muito que isso vá acontecer. Da última vez que houve redução de IPI para automóveis, entre o fim de 2008 e 2009, houve prorrogação.

Com a redução do IPI sobre a linha branca foi a mesma coisa. Uma semana antes de confirmar a prorrogação, em 29 de junho, o ministro chegou a soltar graça:

“Não existe nenhuma decisão nesse sentido. Portanto, se você está pensando em comprar uma geladeira ou um fogão aproveite a oportunidade.”

E você? Acredita em Mantega?

Mais viajada do que nunca

MalaJá arrumou as malas para a viagem? Não? Pois a nova classe média já.

Uma pesquisa divulgada hoje pelo instituto Data Popular mostra que, nos últimos dez anos, os gastos da classe média com viagens cresceram 277,3%. Foram de R$ 4,4 bilhões em 2002. Agora estão em R$ 16,6 bilhões.

Mesmo entre quem tem renda mais baixa houve um crescimento significativo entre 2002 e 2012: 121,7%. Os gastos passaram de R$ 2,3 bilhões para R$ 5,1 bilhões

Já os consumidores de alta renda, que gastaram R$ 17,4 bilhões em 2002, devem desembolsar R$ 26,4 bilhões em 2012. Aumento de 51,7%.

O reflexo do bom momento vivido pela classe c pode ser visto neste trecho do texto divulgado pelo Data Popular: “Esse ano, há a expectativa de que os brasileiros gastem R$ 48,1 bilhões. As regiões Norte e Nordeste apresentam aumento considerável”.

Ainda de acordo com o instituto, entre os brasileiros que disseram ter intenção viajar pelo país nos próximos meses:

60,4% são da classe média

24,1% são da baixa renda

15,5% são da alta renda

E viagem para fora do país? Acredite: 52,3% dos entrevistados da classe média disseram que querem, sim, bater perna no estrangeiro.

Jogos desiguais

Olimpíadas. Crédito: Official London 2012 websiteO esporte é o reflexo da economia de um país? Pode ser para os Estados Unidos. Ou para a China. Ou ainda para o Japão, a Alemanha, a Rússia. Eles estão entre as 15 maiores economias do mundo e entre os 15 maiores vencedores olímpicos. Os norte-americanos, claro, lideram disparadamente as duas listas. Apesar de ainda sentirem o impacto da crise de 2008, têm um PIB de US$ 15 trilhões e 934 medalhas douradas na estante (em um total de 2.304 medalhas na história dos Jogos Olímpicos).

A China está vivendo um crescimento econômico e olímpico sem igual. É a segunda economia do planeta – PIB de US$ 7,2 trilhões – e atual sétimo colocado no quadro de medalhas (163 de ouro e 386 no total). Desempenho garantido sobretudo às 51 douradas ganhas na Olimpíada realizada em casa, quatro anos atrás. Não custa lembrar que, para efeito de ranking, as medalhas de ouro contam mais que o total de medalhas conquistadas pelos atletas.

E o Brasil? Bem, o Brasil ultrapassou o Reino Unido e agora tem a sexta economia do mundo, com um PIB de quase US$ 2,5 trilhões. Coisa linda. De inflar o ego nacional. Sabe a posição do nosso país no ranking olímpico? Ocupamos o distante 37º lugar. Atrás, por exemplo, da Romênia (15º), da Bulgária (23º), da Nova Zelândia (30º), da Ucrânia (35º), do Quênia (36º). Será que a situação seria diferente se o país usasse um pouco mais desse PIB robusto para investir no esporte?

Certamente que sim. E o investimento não se refletiria apenas no acúmulo de medalhas (douradas, prateadas, bronzeadas). O esporte caminha de mãos dadas com a educação, com a saúde. Veríamos também números melhores no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que é medido pelas Nações Unidas e leva em conta expectativa de vida, anos na escola, expectativa de anos de estudo e PIB per capita. O Brasil fica em 84º lugar entre 187 países.

Daqui a quatro anos, a Olimpíada será aqui no país, no Rio de Janeiro. Que o dinheiro que o governo vai investir para melhorar nossa posição no ranking de medalhas possa ter efeito econômico e social. E que siga forte depois de 2016.

Agora se vocês me derem licença, vou ali ficar grudada em frente à TV assistindo aos Jogos Olímpicos de Londres. Vai, Brasil!

Pqp, chefe

PalavrãoVocê já falou palavrão na frente do seu chefe? Sim?

Dependendo da empresa em que trabalha – e do chefe – o palavrão pode ter lhe custado uma promoção. Oioioi…

De acordo com uma pesquisa feita lá nos States pela CareerBuilder com mais de 5 mil profissionais, 57% dos executivos se dizem menos dispostos a promover um funcionário que xinga no ambiente de trabalho.

Pqp!

Ainda de acordo a pesquisa, Mais de 60% não curtem que usa palavrão com frequência no ambiente de trabalho.

81%    questionam o profissionalismo do funcionário

71%    dizem o uso de expressões desse tipo indica falta de controle

68%    falam que é imaturidade

54%    dizem que xingar no trabalho faz com que o profissional pareça menos inteligente

Que #$#%$%!

Mas a mesma pesquisa mostra que 25% dos chefes ouvidos disseram que já xingaram no ambiente de trabalho.

É a velha regra do faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

Bagagem extraviada? Dinheiro na hora

Bagagem perdidaComigo já aconteceu mais de uma vez. Eu cheguei, mas a minha mala não. Para a minha sorte, as companhias aéreas acharam as malas e me entregaram no dia seguinte.

Mas pode acontecer de demorar. E acontece. Nos juizados especiais dos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, em São Paulo, por exemplo, os problemas com as bagagens ocupam a quarta posição no ranking de queixas.

Para a nossa alegria, a situação pode mudar um pouco. É que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está elaborando uma nova norma sobre como as empresas devem agir em relação às bagagens (e o sumiço delas). Vai substituir a norma atual, de 2000, segundo publicou hoje o jornal Folha de S. Paulo.

Entre as novidades, está o pagamento do equivalente a R$ 305 pela companhia aérea se a bagagem for extraviada. E o pagamento deve ser feito na hora.

Outra coisa: nos voos domésticos, ao invés dos 30 dias atuais para devolver a bagagem, as companhias terão um prazo de até sete dias. Se a bagagem não aparecer em sete dias, a empresa tem uma semana para pagar indenização. Atualmente não há prazo para o pagamento da indenização.

De acordo com a nova norma, o valor máximo equivale a R$ 3.450. Claro que, se a pessoa não ficar satisfeita com o pagamento (vai que na mala está um monte de roupa de grife internacional), ela poderá ir à Justiça.

Ainda de acordo com a matéria da Folha de S. Paulo, a Anac quer criar também um índice para monitorar a qualidade do serviço.

Vamos ver quando isso vai se tornar realidade. Oremos.

Nova enquete. O que você achou da decisão da Anatel?

Começou a valer hoje, segunda-feira, 23 de julho, a proibição da Anatel de venda de novos chips e modens por parte da TIM (18 estados e o Distrito Federal), Oi (cinco estados) e Claro (três estados).

O que você achou da decisão? Curtiu? Acredita que a Anatel deveria ter sido mais rigorosa?

Clique ao lado e responda.

Celular. Crédito: Daniel Búrigo/CB/D.A Press

A ligação caiu...

Resultado da enquete sobre IR

A Receita Federal começou a liberar os lotes da restituição do Imposto de Renda. O que você pretende fazer com o seu “troco”?

  • Pagar as dívidas que eu tenho, claro! Espero que dê para quitar tudo. (34%)
  • Kkkkkkkkkkkkk. Restituição? Queria eu ganhar o suficiente para depois ter restituição. (25%)
  • Investir. Mas ainda vou ver se deixarei na poupança ou se vou colocar em outra aplicação. (20%)
  • Nadica de nada. Eu paguei mais imposto. Não tenho direito à restituição. (15%)
  • Vou aproveitar o IPI reduzido para dar entrada no carro zero. (3%)
  • Torrar tudo em compras! Melhor viver o presente e o meu presente é consumista. (3%)

Hoje não, TIM

A TIM bem que tentou barrar a proibição de vender chip e modem de internet em 19 estados, entre eles Pernambuco. Mas o juiz federal substituto da 4ª Vara do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1), Tales Krauss Queiroz, não curtiu. Negou o pedido de liminar da operadora.

No despacho, o juiz disse que a medida da Anatel “não foi ilícita e nem desrespeitou o devido processo legal”. Também escreveu que “a medida foi dura e austera. Mas era necessária”.

Outra coisa que o juiz colocou na decisão: “De dois anos para cá, é pública e notória a piora na qualidade dos serviços de telefonia celular do país. Há uma sensação generalizada por parte dos usuários de que a qualidade caiu: são interrupções do serviço, chamadas não completadas, queda das ligações, falhas na qualidade dos sinais e, na internet móvel, deficiências de conexão e velocidade”.

Como não concordar com o juiz? Mas o processo de mérito do mandado de segurança continua correndo na Justiça.

Com cerca de 70 milhões de usuários em todo o país, a TIM foi a única operadora que entrou na Justiça contra a decisão tomada pela Anatel na última quinta-feira.

A Oi foi proibida de vender em cinco estados e a Claro, em três. A Vivo escapou.

A seguir um vídeo recomendado pela colega Mirella Falcão. Acho que muita gente vai se identificar com ele.

Em Londres a coisa é diferente

O2Quando coloquei no Facebook o texto enviado pela TIM aos usuários, a fotógrafa Cecília de Sá Pereira, que desde o ano passado está estudando na Inglaterra, postou um comentário que mostra como tudo poderia ser diferente por aqui. Ela me autorizou a compartilhar o texto. Confiram:

“Na semana passada meu telefone ficou sem funcionar durante quase 12 horas seguidas e outras tantas intervaladas. Resultado: acabei de receber um texto da minha operadora (a O2) se desculpando pela interrupção da rede, e como um gesto de boa vontade, estão abatendo 10% da minha assinatura de setembro. E, em agradecimento pela tolerância com eles, me deram dez libras para gastar em qualquer loja da O2!!! Como cliente, eu acho melhor do que um ‘texto’ sobre investimento na garantia dos serviços… o que você acha?”

Acho que vou me mudar para Londres, Cecília.

Vamos estar melhorando

Novas operadoras. Reprodução do FacebookJá que não foi por bem, foi a pulso mesmo. Para o alívio dos usuários de telefonia móvel do país, a Anatel finalmente resolveu tomar uma atitude e suspender a venda de novos chips da TIM (19 estados, incluindo Pernambuco), Oi (cinco estados) e Claro (três estados) por até 30 dias. A Vivo escapou, por um triz.

Enquanto os usuários desabafaram nas redes sociais – no Facebook, rebatizaram as operadoras como FIM, Tchau e Apagão –, as empresas se disseram “surpresas” com a punição, pediram desculpas e garantiram que estão trabalhando e investindo. Tadinhas. Quase fiquei com pena.

Anteontem, um dia após a decisão da Anatel, a TIM enviou a seguinte mensagem, por SMS, aos seus usuários: “Sobre notícias recentes, informamos que continuamos investindo para garantir a qualidade dos serviços e sua satisfação. Obrigado por ser cliente TIM.”

Obviamente, a mensagem foi motivo de piada entre os clientes da operadora. Muitos lembraram que, se a empresa estivesse mesmo garantindo a qualidade, nem teria sido punida. Verdade. “O serviço tá tão bom que euzinha, usuária desde 1994, não recebi a mensagem”, disse uma cliente da TIM no Face.

O presidente da Claro, Carlos Zenteno, tentou mostrar um pouco de humildade. “Eu queria pedir desculpas aos nossos clientes. A Claro está trabalhando para resolver o problema o mais rápido possível”, disse o executivo. Ainda assim, a empresa ganhou uma série de esculachos online.

“A #Claro me tratou feito um idiota, depois de eu ter sido um cliente fiel por mais de 10 anos. A suspensão desses trambiqueiros foi justa!”, comentou um ex-cliente no Twitter.

A nota divulgada pela Oi para rebater a punição na Anatel começa dizendo que a empresa “está comprometida com o desenvolvimento do setor de telecomunicações e com o crescimento do Brasil”. Não é o que os usuários pensam. A hashtag #OiFail é bóia no Twiter. “Alguém viu o sinal da Oi? #OiFail”, perguntava uma usuária.

Com todo o atraso na punição – os usuários sofrem com a péssima qualidade dos serviços há tempos – a decisão da Anatel não deixa de ser um alento para nós, usuários. Quem sabe as outras agências reguladoras comecem a decidir pensando nos consumidores. Só para variar um pouco.