E não que é que Agência Nacional de Teleconumicações (Anatel) resolveu suspender a venda de chips por três das quatro maiores operadoras de telefonia celular do país (TIM, Oi e Claro)? A suspensão vale a partir da próxima segunda (23) em 19 estados para a operadora TIM, cinco estados para a Oi e três para a Claro.
Aqui em Pernambuco a “felizarda” foi a TIM, o que não chega a surpreender, não é mesmo?
Segundo a Anatel, as empresas que não cumprirem a decisão de suspensão das vendas deverão pagar multa de R$ 200 mil por dia. A medida foi divulgada agora há pouco em coletiva. Foi tomada por conta do alto índice de reclamação dos consumidores.
Mesmo os que não reclamam formalmente na agência ou no Procon botam a boca no trombone nas redes sociais. O serviço é ruim, sim. Muito ruim, aliás. As ligações não completam ou caem no meio da conversa. Ou o sinal some sem mais nem menos. Até que enfim a Anatel vai tomar uma atitude. Não é esse o papel de uma agência reguladora? Regular o setor e defender o que é melhor para o consumidor?
Infelizmente, o que a gente se acostumou a ver foi o contrário. Basta lembrar o exemplo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que disse ser contra a devolução dos R$ 7 bilhões nas contas de luz pagos indevidamente pelos brasileiros entre 2002 e 2009. O erro de cálculo foi corrigido em 2010. Mas, segundo a Aneel, as empresas não poderiam ser responsabilizadas pelo problema. Azar o nosso, então?
Agora vai ser diferente. Na semana passada, a ameaça de suspensão pairava só sobre a TIM. Agora Oi e Claro entraram no bolo e também vão levar o puxão de orelha. Juntas, as três empresas têm cerca de 70% do mercado de telefonia móvel no país. Dados da própria Anatel indicam que o Brasil terminou o mês de maio com 255 milhões de celulares.
É telefone demais para rede de menos. Crescer é bom, mas também é bom (para não dizer essencial) oferecer qualidade.
Que esta seja a primeira de muitas atitudes que beneficiem o consumidor. E que elas também sejam tomadas por todas as agências reguladoras. Para a nossa alegria.

