O papel de uma agência reguladora

Gabriela TIM. Reprodução da internetE não que é que Agência Nacional de Teleconumicações (Anatel) resolveu suspender a venda de chips por três das quatro maiores operadoras de telefonia celular do país (TIM, Oi e Claro)? A suspensão vale a partir da próxima segunda (23) em 19 estados para a operadora TIM, cinco estados para a Oi e três para a Claro.

Aqui em Pernambuco a “felizarda” foi a TIM, o que não chega a surpreender, não é mesmo?

Segundo a Anatel, as empresas que não cumprirem a decisão de suspensão das vendas deverão pagar multa de R$ 200 mil por dia. A medida foi divulgada agora há pouco em coletiva. Foi tomada por conta do alto índice de reclamação dos consumidores.

Mesmo os que não reclamam formalmente na agência ou no Procon botam a boca no trombone nas redes sociais. O serviço é ruim, sim. Muito ruim, aliás. As ligações não completam ou caem no meio da conversa. Ou o sinal some sem mais nem menos. Até que enfim a Anatel vai tomar uma atitude. Não é esse o papel de uma agência reguladora? Regular o setor e defender o que é melhor para o consumidor?

Infelizmente, o que a gente se acostumou a ver foi o contrário. Basta lembrar o exemplo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que disse ser contra a devolução dos R$ 7 bilhões nas contas de luz pagos indevidamente pelos brasileiros entre 2002 e 2009. O erro de cálculo foi corrigido em 2010. Mas, segundo a Aneel, as empresas não poderiam ser responsabilizadas pelo problema. Azar o nosso, então?

Agora vai ser diferente. Na semana passada, a ameaça de suspensão pairava só sobre a TIM. Agora Oi e Claro entraram no bolo e também vão levar o puxão de orelha. Juntas, as três empresas têm cerca de 70% do mercado de telefonia móvel no país. Dados da própria Anatel indicam que o Brasil terminou o mês de maio com 255 milhões de celulares.

É telefone demais para rede de menos. Crescer é bom, mas também é bom (para não dizer essencial) oferecer qualidade.

Que esta seja a primeira de muitas atitudes que beneficiem o consumidor. E que elas também sejam tomadas por todas as agências reguladoras. Para a nossa alegria.

No escritório (parte 2)

Elviiss. Crédito: Strat ComunicaçãoA pesquisa sobre a vida no escritório feita pela Wakefield Research, que foi encomendada pela Citrix, também traz as desculpas que os empregados dão quando deixam de ir ao trabalho. Claro que “estou doente” ainda bomba entre as desculpas. Mas há outras. Algumas bem estranhas. Vamos a elas?

* Minha moto ficou sem gasolina

* A gasolina é muito cara

* Estou de dieta

* Estou com problemas com a unha do dedão

* Meu numerologista me disse para não ir

* É aniversário de Elvis

* Um gambá espirrou seu cheiro no meu cachorro

* Todas as minhas roupas estão para lavar agora, não tenho nada para vestir

* Eu tinha que ver se meu jardineiro estava mesmo plantando tudo o que eu queria e pelo que paguei

* Encontrei o amor da minha vida

Fico impressionada como alguém tem coragem de dar respostas assim. Só com muito óleo de peroba mesmo!

De qualquer forma, acho que vou passar uma semana sem postar. Tenho de de ver se o jardineiro está plantando tudo certinho. Detalhe: moro em um “apertamento”.

* Leia mais sobre a pesquisa aqui.

No escritório (parte 1)

Por mais que a empresa seja a melhor do mundo para se trabalhar, sempre há alguma coisa que o empregado não curta muita fazer. Em junho, a Wakefield Research fez uma pesquisa com 1.013 pessoas que trabalham em escritórios nos EUA. Quis saber, entre outras coisas, o que elas mais rejeitam ou o que mais irrita no escritório.

Chá de bebê34% disseram que não gostam de participar de festas à fantasia

31% não gostam de atividades de formação de equipes

42% dos homens querem distância dos chás de bebê de pessoas do escritório

31% das mulheres odeiam foto em equipes

49% trabalham com um “sabe tudo”

44% trabalham com um “resmungão”

51% acreditam que “alguém que reclama constantemente” seria o tipo mais irritante de pessoa para ter ao seu lado todos os dias

Será que por aqui também é assim?

Você pode ler a pesquisa completa, em inglês, aqui: