A garrafada da princesa

Viking Princess. Crédito: Tatiana NascimentoUlsteinvik – Ironia norueguesa. Visitamos hoje o estaleiro Kleven Verft, localizado na cidade que leva o nome de um estaleiro concorrente, o Ulstein.

O Kleven tem uma impressionante média de entrega de seis navios por ano – um a cada dois meses. Mas eles não são superpetroleiros como os que o Estaleiro Atlântico Sul está fazendo para a Transpetro.

As embarcações fabricadas pelo Kleven são chamados navios de suporte. Eles levam equipamentos e surprimentos para para as plataformas de petróleo. Um deles é o Viking Princess, que deve ficar pronto dentro de duas semanas.

Digo logo: eles vão ter de correr um bocado para dar conta do restante do trabalho. Falta um monte de detalhe. Mas do jeito que o povo daqui é preocupado com prazo, acho que não vai atrasar.

Mette-Marit e HaakonO navio tem valor aproximado de U$ 70 milhões e um detalhe curioso: será batizado pela princesa Mette-Marit, esposa do príncipe-herdeiro Haakon, filho do rei Harald V e da rainha Sonja.

Não que isso seja uma grande novidade para ela. A família real norueguesa vive quebrando garrafas de champanhe em cascos de navios. A cerimônia de entrega e batismo será em Bergen.

Quer saber um pouco mais sobre a princesa? Não? Vou contar mesmo assim. Ela tem 39 anos e é filha mais nova do jornalista Sven Høiby e da primeira mulher dele, Marit Tjessem. Conheceu o futuro marido no fim dos anos 1990, durante o Festival Quart, o maior festival de rock da Noruega.

Mette-Marit e Haakon se casaram em 25 de agosto de 2001. Têm dois filhos de nomes compostos: Ingrid Alexandra e Sverre Maguns.

No meio do nada aparece um estaleiro, uma fábrica

No meio do caminho. Crédito: Tatiana NascimentoÅlesund – Foi uma passagem relâmpago pela terra do bacalhau. Até que a gente encontrou o bicho. Em um prato oferecido pelo pessoal do Centro de Ciência da Indústria Naval (NCE Maritime) e da Universidade de Ålesund.

O tempo na região foi dedicado à indústria naval. Depois de acompanhar a assinatura de um memorando de entendimento entre o NCE Maritime e representantes da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) – alguns deles bem mal educados, por sinal, já que não paravam de falar besteira durante a apresentação dos noruegueses – pegamos um ônibus, um barco, e fomos para cidades vizinhas visitar empresas do setor.

Durante o caminho, a colega Mikaella Campos, repórter do jornal A Gazeta (ES), disse que estava impressionada como “no meio de uma passagem bucólica aparecia um estaleiro, uma fábrica”.

É impressionante mesmo.

Bicicletas. Crédito: Tatiana Nascimento

Nenhum lugar é perfeito

Jornal 1. Crédito: Tatiana NascimentoStavanger – Adriana Santana, colega de turma da faculdade de jornalismo e hoje doutora em comunicação (a moça é o cão), vem acompanhando de perto as postagens sobre a Noruega. E falou sobre a vontade de partir para cá “tipo, amanhã”.

Desejos e brincadeiras à parte, as palavras de Adriana fizeram com que um companheiro de Facebook dissesse para ela ter “cuidado com os psicopatas que andam aparecendo por lá”.

Adriana respondeu assim: “viver num lugar em que tudo parece perfeito dá nisso. o caboclo fica sem ter o que fazer e acaba acordando um dia com vontade de matar a galera.”

Pior é que o sentimento é bem esse por aqui. Ainda hoje, pouco depois de um ano da tragédia, as pessoas se mostram passadas com o que aconteceu. Muitas ficam envergonhadas com a situação.

Na última sexta-feira, o Tribunal de Oslo condenou Anders Breivik à pena máxima de 21 anos de prisão, prorrogáveis indefinidamente.

Breivik foi considerado penalmente responsável pelos atentados que, há pouco mais de um ano, deixaram 77 mortos no maior ataque ao país desde a Segunda Guerra Mundial.

A decisão, claro, foi capa de todos os jornais. E todos aqui torcem para que coisas desse tipo nunca mais aconteçam.

Jornal. Crédito: Tatiana Nascimento

Condenado

Bate-volta em Ålesund

Alesund. Crédito: Tatiana Nascimento

A Veneza norueguesa

Indo para Ålesund – Olheiras no queixo, pé na estrada. Enquanto muitos de vocês estão indo pra cama agora, os bravos jornalistas (hehehe) seguem para o aeroporto. Vamos pegar o avião para Ålesund, cidade com pouco mais de 40 mil habitantes,  considerada a capital do bacalhau na Noruega. Estive lá em 2010.

A produção industrial do bacalhau começou por volta de 1750. Hoje, a cidade conta com várias empresas de processamento. Mas não vamos visitar empresas de bacalhau. Iremos ver empresas da área naval. Depois conto pra vocês como foi.