Foi um pandemônio quando o governo divulgou as novas regras da poupança. Lembram?
Numa quinta-feira, 3 de maio, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que os depósitos feitos a partir do dia seguinte (4 de maio) teriam uma remuneração diferente toda vez que a taxa básica dos juros (Selic) cair para 8,5% ou ficar abaixo disso: 70% da Selic mais mais a Taxa Referencial (TR).
O mundo quase caiu, teve gente que falou em confisco e que seria um desestímulo à poupança. Mas os dados divulgados hoje pelo Banco Central não mostram isso.
Entre os dias 4 e 22 de maio, a captação da poupança (depósitos menos retiradas) chegou a R$ 1,94 bilhão. Média de R$ 149 milhões por dia útil.
Entre janeiro e abril, a média de captação diária foi de R$ 67,2 milhões. O acumulado no período foi de R$ 5,71 bilhões.
A parcial da captação de maio divulgada pelo BC foi de R$ 3,75 bilhões. Se o povo não mudou de ideia depois do dia 22, o grana captada neste mês deve representar a melhor entrada para um mês de maio desde o início da série histórica do Banco Central, em 1995.
Até agora, o melhor o resultado foi em 2010, quando a captação chegou a R$ 2,12 bilhões.
Para quem ficou fulo da vida com o governo, um levantamento da Associação Nacional de Executivo de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostra que a poupança vai continuar atrativa, mesmo depois da Selic chegar a 8,5% ao ano ou menos, o que já deve acontecer já na próxima quarta-feira.
Amanhã e quarta rola a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do BC. É o Copom quem define a Selic. E todo mundo aposta que a taxa básica de juros, que hoje está em 9% ao ano, vai cair outra vez.
Vamos aguardar.