Então é Natal, tempo do povo enlouquecer. Vejam só esta matéria aqui publicada na edição de hoje do DP.

Thiago Neres – Especial para o Diario
Afilial do Carrefour no bairro da Torre, no Recife, foi palco de uma grande confusão durante a manhã e a tarde de ontem. O local parecia uma espécie de ringue de luta. De um lado, mais de cem consumidores revoltados que foram à loja esperando comprar a marca de queijo do reino Borboleta por R$ 13,96, o quilo. Do outro, gerentes e advogados da empresa afirmando que o quilo do produto custava R$ 41,88 e que os clientes estavam confundindo o valor de uma das três parcelas pelo total. O problema foi causado por uma propaganda anunciando o produto exibida na noite da segunda-feira.
De acordo com os consumidores, a propaganda televisiva dizia que o preço do quilo custava R$ 13,96. Algumas pessoas vieram de longe, como de Itamaracá, para comprar o queijo. Na hora de verificar o valor nas prateleiras, a decepção foi geral. A decoradora Luciana Mendonça era uma das mais exaltadas. “Gente idiota deixa isso barato, mas quem tem conhecimento vai atrás dos seus direitos. Isso é o Brasil, um país de corruptos!”, gritava.
O gerente jurídico do Procon/PE, Roberto Campos, esteve no local para acalmar os ânimos e ouvir os dois lados da história. “Hoje (ontem), o Carrefour exibiu para nossa equipe uma cópia da propaganda. Dá para perceber, claramente, que o valor de R$ 13,96 é o preço de uma das parcelas”, declarou. Mesmo assim, ele admitiu que o anúncio, da forma como foi posto, poderia causar confusão. “Foi uma estratégia de marketing para induzir o consumidor a outro preço. Mas isso não é considerado propaganda enganosa”, comentou.
Em resposta às reclamações, a empresa informou, através da assessoria de imprensa, que o Carrefour lamentou o ocorrido. “Após a verificação do filme no local, o Procon assegurou que não há nenhuma irregularidade com a propaganda veiculada. Assim, continuaremos a vender normalmente o queijo nas condições anunciadas”.
A confecionista Maria Adriana, 30 anos, acusou a empresa de manipulação. “Tenho certeza que perceberam o erro na propaganda, fizeram uma nova versãoe enrolaram o Procon”, disparou.
Alguns dos clientes presentes assinaram um auto de constatação para auxiliar um inquérito instalado pelo Procon. “Vamos buscar uma cópia da propaganda exibida na noite da segunda. Se as versões forem diferentes, a empresa será autuada por publicidade enganosa e a multa varia de 200 a 3 milhões de UFIRs”, lembrou Roberto Campos.
Ate concordo que a lei nao possa classificar a propaganda manipuladora como ilegal, mas deveria. Acho esse tipo de estrategia absurdamente anti-etica e sem moral. Eu, se tivesse no local, saia de maos vazias e – realmente – nao voltava nunca mais. Se nao ha lei que combata, devemos nos agir de acordo com nossos valores! (desculpe a falta de acentuacao)