Máscaras e capacetes foram os únicos adereços usados por 13 trabalhadores da fábrica Chaffoteaux et Maury, na França, ao posarem para um calendário. Isso mesmo. Do pescoço para baixo, eles estavam peladões.
O calendário dos trabalhadores sem roupa é uma tentativa deles salvarem 204 empregos em meio à crise, publicou hoje a Reuters. A direção da empresa anunciou que pretende fechar as operações no norte da França. A fábrica produz caldeiras.
Os trabalhadores pretendem usar o dinheiro ganho com a venda do calendário, que ainda será lançado, para pagar uma viagem à Itália e protestar contra a matriz da empresa, a ATG (Ariston Thermo Group).
“Nosso objetivo é mostrar que há trabalhadores aqui que fazem qualquer coisa para salvar seus empregos, mesmo tirar a roupa”, declarou à Reuters Brigitte Coadic, representante sindical e responsável pelo calendário.
Tirar a roupa por uma causa e estampar a “peladez” num calendário é meio comum na Europa.
Em 1999, a inglesa Angela Baker, que perdeu o marido naquele ano após uma longa batalha contra o câncer, e outras amigas da organização Womens’s Institute (Instituto das Mulheres) fizeram um calendário.
Elas acreditavam que a venda de alguns exemplares seria o suficiente para comprar um novo sofá para o hospital onde o marido de Angela havia passado os últimos dias. Venderam 800 mil cópias, ficaram famosas e a história foi parar no cinema. O filme As Garotas do Calendário tem Helen Mirren (Oscar por A Rainha) no elenco. Poucos meses atrás, as “garotas” anunciaram que farão um novo calendário.
Outro exemplar cinematográfico, e que traz desempregados pelados, é o hilário Ou Tudo ou Nada, de 1997.
