Faz dois anos que o mundo foi sacudido por uma bomba.
Em uma segunda-feira, pela manhã, acompanhamos a quebra do Lehman Brothers, a quarta maior instituição financeira dos Estados Unidos.
O banco de negócios tinha 158 anos de idade. Resistiu ao crash da Bolsa de 1929. Não resistiu ao vendaval de setembro de 2008.
O Lehman não conseguiu honrar os compromissos depois da crise do subprime (quando os bancos concederam empréstimos imobiliários de risco).
O fechamento do Lehman Brothers acabou se tornando o estopim para que a crise financeira ultrapasse velozmente as fronteiras norte-americanas e se alastrasse pelo mundo.
A Europa sofreu horrores. A Islândia – que antes do vulcão de nome esquisito era mais famosa por causa da cantora Björk – entrou em crise quando seus três maiores bancos (85% do setor no país) anunciaram dívidas de US$ 80 bilhões.
Espanha, Inglaterra, Portugal. Todos enfrentaram altos índices de desemprego.
Também teve reflexo por aqui. As portas do crédito, até então escancaradas, foram fechadas na cara de muitas empresas. E muita gente. O crescimento de 6% ficou negativo por dois trimestres seguidos.
Felizmente, o país voltou ao normal de forma bem mais rápida que outros países. Hoje, nossa situação e de outros “emergentes” é bem melhor que a de países desenvolvidos.
Mas até hoje bate um medinho, não bate?
