Investimento para a terceira idade

Investimento na terceira idade. crédito: Greg/DPTerceira idade, boa idade, melhor idade, velhice, hora de viver com as chuteiras penduradas, temporada dos cabelos brancos ou da falta deles. Nossos olhos não mentem e os dados do Censo comprovam. O país está ficando mais velho. São pouco mais de 14 milhões de brasileiros com mais de 65 anos. Gente que passeia, compra remédio, cuida das despesas da casa. E que investe também. Ou deveria investir. Para garantir que os últimos anos sejam tranquilos para o bolso. E que eles sejam muitos. Nada de agouro por aqui.

Os consultores, economistas e educadores financeiros reconhecem que, na hora de investir, é preciso encontrar aquela aplicação que melhor encaixa em seu perfil. Os mais velhos tendem a ser mais conservadores. Quem tem dinheiro na poupança pode deixar parte dele lá. Mas nunca toda a grana. A não ser que a ideia seja usar até acabar. “A grande vantagem da poupança é a segurança e a liquidez. Mas há dez meses seguidos o retorno é menor que a inflação”, lembra Luiz Maia, professor de economia da UFRPE e do City Business School.

Segundo Maia, que também é autor do blog Educação de Bolso, parte das reservas pode ser aplicada em fundos de investimento (renda fixa) ou CDBs. Outra opção é o Tesouro Direto, que é compra/venda de títulos públicos, pela internet. Também é um investimento de renda fixa, como a poupança. Com cerca de R$ 100 já dá para investir.

Alexandre Jatobá, coordenador do curso de Economia da Faculdade Boa Viagem, aponta uma alternativa para quem se aposenta e saca o FGTS. Pode comprar um imóvel, alugá-lo e aumentar a renda mensal. “Um imóvel comercial pode ser até melhor, geralmente dá um retorno melhor.” Ele dá o exemplo de um imóvel de R$ 100 mil. Se for alugado por até R$ 600 (que seria rendimento se o dinheiro estivesse aplicado na poupança) é vantagem.

Mas nada de investir todo o dinheiro no imóvel. Luiz Maia destaca que este deve ser um dos investimentos na “carteira” da pessoa. Imóvel não tem muita liquidez (capacidade de transformar um ativo em dinheiro). “É muito ruim ter de vender o imóvel de urgência, por um preço bem abaixo do valor de mercado”, diz. Ele também reforça que a pessoa, de qualquer idade, deve manter uma reserva financeira específica – equivalente a três ou quatro meses do orçamento mensal – para as eventualidades. E eles sempre aparecem.

* Matéria publicada na edição de 04/07 do Diario de Peranmbuco

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