Tudo bem. As férias acabaram. Mas gostaria de mostrar aqui para vocês algumas coisas que encontrei neste mês que fiquei longe do Brasil.
Passei por quatro aeroportos nesta viagem (Lisboa, Amsterdã, Berlim-Tegel e Munique). E só conseguia me lembrar do quanto os nossos aeroportos estão precisando melhorar.
Tirando Berlim-Tegel – que está quase sendo desativado, já que a capital alemã passará a contar em junho com o moderníssimo Berlim-Brandenburg, um projeto de 2,5 bilhões de euros – os outros são nota dez.
O de Munique tem até um biergarten (jardim da cerveja). Nesse local, os passageiros tiram o próprio chope e comem pretzels bávaros. Tudo em mesas típicas de madeira. Ficou com água na boca? Eu também (apesar de não beber).
A cervejaria é na sala vip da Lufthansa. Só tem acesso quem voa de classe executiva. Não é o meu caso, infelizmente. Mas os passageiros comuns podem tomar café ou chá de graça, perto dos portões de embarque. Cortesia da companhia. Também há computadores com acesso à internet. “De grátis” também.
No Aeroporto de Lisboa, os passageiros têm o Guia do Aeroporto, incluindo o horário de todos os voos. Ele é semestral. A publicação, em português e inglês, traz as formas de chegar ao aeroporto (todos os ônibus, metrô e estradas), o que pode e o que não pode ser levado na mala, a localização de telefones, fraldário e “cabines para fumadores”.
O Guia do Aeroporto pode ser retirado gratuitamente em quiosques no aeroporto, onde o passageiro também pode retirar o folheto com os seus diretos. A publicação é da Comissão Europeia.
O Aeroporto de Amsterdã (Schiphol) é grande, bem sinalizado, cheio de lojas para você matar o tempo. E ainda tem floricultura vendendo tulipa. Que fofo. Obviamente, há trem para você chegar ao terminal. Os trens também partem para outras cidades da estação Schiphol (Roterdã, Bruxelas, Paris).
Nos dois aeroportos, quem tem dificuldade de locomoção pode ir de carona em carrinhos motorizados, dirigidos por funcionários dos terminais. Ah, e os banheiros são bem limpinhos e sem problemas de vácuo nas descargas, viu Infraero?
Já que a promessa é de que tudo estará maravilhoso quando a Copa de 2014 chegar, vamos continuar torcendo para a infraestrutura melhorar.
Uma nota técnica do Ipea, divulgada no ano passado, mostrou que 14 dos 20 principais aeroportos do Brasil operaram em 2010 acima da capacidade. A mesma nota reforça que, mesmo sem a realização da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, “o Brasil precisaria investir muitos bilhões de reais apenas para atender ao atual ritmo de crescimento da economia e dos investimentos”.

