Problemas no sistema da Caixa

CaixaNão está sendo uma manhã muito agradável para os clientes da Caixa Econômica Federal. Pelo menos para os que estão na agência da Agamenon Magalhães. O blog recebeu a ligação de uma cliente relatando que só está sendo permitido o acesso de cinco em cinco pessoas.

O motivo informado pelos funcionários é que o sistema está lento como uma tartaruga. Claro que eles não falaram em tartaruga, mas para entrar de cinco em cinco… Por volta das 11h, pelo menos 40 pessoas aguardavam do lado de fora da agência a hora de entrar.

Tentei falar com o povo da assessoria de imprensa para saber o que está acontecendo, mas não consegui contato com meus coleguinhas. Alô, alô! Se o problema é “com o sistema”, é muito provável que esteja se repetindo em outras unidades.

Ontem, o sistema da Caixa ficou instável durante a maior parte da manhã, o que afetou todas as operações bancárias das lotéricas, agências no país. Até o site do banco deu pau.

A falha impediu os usuários de sacar dinheiro, pagar as contas, fazer depósitos, retirar o FGTS e o seguro-desemprego. O sistema só voltou a funcionar por volta do meio-dia.

Você e o seu banco

Vamos combinar que nem sempre é uma relação amigável. Às vezes, a trilha sonora bem que poderia ser Leandro e Leonardo: “Entre tapas e beijos”. Você e seu banco. Seu banco e você. Mas como foi mesmo que o relacionamento começou?

A consultoria Fractal fez uma pesquisa com correntistas das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Campinas e Salvador, com renda acima de R$ 4 mil.

Ao contrário do que se possa imaginar, não ganha mais cliente o banco com menores tarifas. Ainda não. Ganha aquele que é mais sólido. Ou parece ser. O segundo motivo apontado pelos entrevistados foi a localização das agências.

Só então veio o custo das tarifas. Rapidez no atendimento, simpatia pela marca, atendimento personalizado, qualidade no atendimento, presença nacional das agências, taxas de juros e burocracia nas operações também contam.

A Fractal também quis saber quais são as maiores desconfianças dos brasileiros em relação aos bancos. O medo das fraudes aparece em primeiro lugar, seguido pelo temor pelas falências e roubos. Depois vem a falta de segurança nas transações.

Não custa lembrar que o setor bancário ficou em segundo lugar no ranking de reclamações nos Procons do país em 2012, segundo o levantamento da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Perdeu apenas para a telefonia. Ai, ai, ai.

Greve dos bancários ainda mais hard no segundo dia

Greve bancários fachadas. Crédito: Sindicato dos Bancários/DivulgaçãoAchou que tinha muito banco fechado ontem? Pois hoje teve ainda mais.

De acordo com o levantamento do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, 365 das 500 agências não abriram neste segundo dia de paralisação, o que dá 73% de adesão à greve.

Ontem, durante  o primeiro dia de paralisação, o índice chegou a 60%.

Entre os bancos públicos (Caixa, Banco do Brasil, Banco do Nordeste), a greve atinge 90% das agências.

Do total das agências fechadas, 251 são de bancos públicos e 114 de bancos privados.

Nesta quinta, a partir das 17h, os bancários farão assembleia para analisar os primeiros dias da greve e definir ações para os próximos dias.

Pernambuco conta com 12 mil bancários.

Clique aqui e veja alternativas para usar os serviços bancários em tempos grevísticos.

Bancários em greve a partir desta terça. E agora?

Bancos em greve. Crédito: Nelsina Vitorino/DB/D.A Press.Já virou tradição. Todo mês de setembro tem greve dos bancários no Brasil. Conversei com a presidente do sindicato dos bancários de Pernambuco, Jaqueline Mello, e ela acredita que a greve será mais forte que a do ano passado, que durou 21 dias.

Jaqueline explicou que, enquanto os trabalhadores pedem 10,25% de aumento, os bancos oferecem 6% (0,58% de aumento real). Os profissionais também reivindicam, entre outras coisas, a contratação de mais pessoal e o aumento da segurança. Naturalmente, a maior adesão é entre os trabalhadores dos bancos públicos.

Quem tiver alguma pendência para resolver nas agências vai ter de rebolar até a greve acabar. Felizmente, para um monte de coisa há canais alternativos, como o internet banking, os caixas eltrônicos e as lotéricas. Vou colocar aqui uma listinha. As fontes são a Caixa Econômica Federal, o Sindicato dos Lotéricos de Pernambuco, o Procon e a ProTeste. Acho que vai ajudar.

NÃO SE PREJUDIQUE DURANTE A GREVE

* Tenha mais atenção à data de vencimento das contas e procure os meios alternativos. Não dá para usar a greve como desculpa para fugir dos compromissos

* Contas de água, luz, telefone podem ser quitadas em correspondentes bancários

* Boletos e carnês de lojas que oferecem um produto ou serviço podem ser pagos direto no próprio estabelecimento comercial

* Faça transações bancárias por telefone, internet ou nos caixas eletrônicos

* Nos caixas eletrônicos da para fazer depósitos, pagamentos, saques, transferências, DOCs, retiradas de cheques, créditos de celulares

* Pelo internet banking é possível fazer até empréstimos

* Para quem tem FGTS a receber, as lotéricas, correspondentes bancários e salas de autoatendimento efetuam saques de até R$ 1 mil com o cartão cidadão

* Para pessoas que têm contas atrasadas de tarifas públicas, a orientação é ligar para as empresas e negociar uma forma de pagamento

* Aposentados e pensionistas do INSS podem retirar, como de costume, o dinheiro nos caixas eletrônicos. Quem recebe pela Caixa Econômica pode retirar o benefício nas casas lotéricas

* Se não você não conseguir pagar uma fatura com nenhum outro meio alternativo, deve procurar o credor para negociar, por exemplo, outra data de vencimento para o pagamento

* O corte ou interrupção de serviços em função da inadimplência, se a conta não pode ser paga de jeito nenhum, é ilegal. Quem se sentir prejudicado deve procurar o Procon

O QUE DÁ PARA FAZER NAS LOTÉRICAS

Pagamentos

* Contas de concessionárias públicas (água, luz, telefone) até R$ 1 mil

* Tributos até R$ 1 mil

* Boletos bancários da Caixa Econômica até R$ 2 mil

* Boletos de outros bancos no valor de até R$ 700

* Guia da Previdência Social (GPS) no valor de até R$ 1 mil

* Guia do FGTS até R$ 1 mil

* Todos os pagamentos do Detran (como licenciamento, Dpvat, multa) até R$ 1 mil

* Contas do Oi Fixo e GVT, sem boleto, apenas informando o número da linha e o nome do titular. Valores até R$ 1 mil

* Contas de TV por assinatura (Sky, NET, Via Embratel) apenas com o número do CPF do titular, até R$ 1 mil

* Fatura do cartão de crédito da Caixa Econômica, sem boleto, até R$ 1 mil. Se for com boleto, até R$ 2 mil

* Prestação de habitação até R$ 2 mil

Movimentações financeiras

* Depósito em conta da Caixa Econômica até R$ 1 mil

* Saque de conta da Caixa Econômica até R$ 1 mil (por dia)

* Saque de conta do Banco do Brasil. Para cartões com chip ou multicartões (crédito e débito) o valor é de até R$ 500. Para os demais, o valor é de R$ 200

* Saque do benefício do INSS se for cliente da Caixa Econômica. Com o cartão do INSS, a retirada pode ser de todo o valor. Se for em conta corrente, até R$ 1 mil por dia

* Saque de todo o valor disponível no Bolsa Família, com o Cartão Cidadão ou cartão do benefício

* Saque de todo o valor disponível do seguro-desemprego e do PIS com o Cartão Cidadão

* Saque do dinheiro do FGTS, até R$ 1 mil, com o Cartão Cidadão

Pule uma casa

LudoVale tudo para manter o cliente fiel e adimplente. Nesta segunda-feira (17), a Caixa Econômica vai lançar a campanha Crédito com pausa. Feito um jogo de tabuleiro, a pessoa que tiver um empréstimo com o banco e estiver sem fôlego financeiro poderá pedir para “pular” o pagamento de uma prestação mensal.

Depois de “respirar”, ela voltará com o pagamento no mês seguinte, sem que isso gere multas ou encargos adicionais. A “pausa” valerá para as modalidades crédito pessoal, CDC, capital de giro, financiamento de veículos e crédito habitacional. A prestação que deixou de ser paga irá para o fim da fila.

Mas para solicitar a “pausa” é preciso estar adimplente e ter pago pelo menos três prestações consecutivas, no caso das operações comerciais, e no mínimo 11 prestações, no caso dos contratos habitacionais. Após o primeiro pedido de “pausa”, os demais poderão ser solicitados pelo cliente a cada 11 parcelas pagas.

Para o presidente da Caixa, Jorge Hereda, no contexto da educação financeira e da regorganização das famílias, a campanha “é um respiro, um fôlego que, em momentos de imprevistos, pode ser um enorme diferencial para equilibrar o orçamento familiar ou da empresa”. Se não virar um hábito, pode até ser uma boa mesmo.

Pegadinha

Juros. Crédito: Caio Gomez/CB/D.A PressO Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) publicou na edição mais recente de sua revista uma pesquisa bem interessante sobre o setor bancário. Entre março e maio, o Idec enviou pesquisadores às agências de seis dos maiores bancos do país (Bradesco, Caixa Econômica, HSBC, Itaú, Santander e Banco do Brasil).

Os pesquisadores descobriram que os bancos dificultam a contratação dos empréstimos pessoais – mais em conta – e incentivam os clientes a pegar dinheiro em opções mais caras. Também não vêm informando adequadamente o Custo Efetivo Total (CET), que é tudinho o que a pessoa vai ter de pagar pelo empréstimo.

Quando foram aos bancos, os pesquisadores do Idec solicitaram um empréstimo pessoal de R$ 300 para ser quitado em cinco parcelas. Segundo o Idec, nas agências visitadas de três dos seis bancos, os atendentes sugeriram, ao invés do empréstimo pessoal, o uso do cheque especial (!!!!!!).

E pode isso, Arnaldo? Todo mundo sabe (até quem usa o cheque especial), que ele é a visão do inferno, com as taxas mais altas no mercado. De acordo com o Idec, a taxa de juros para o empréstimo pessoal em um dos bancos ficava em 4,5% ao mês, contra 8,89% do cheque especial. Diferença grande, não é mesmo?

Os bancos vêm realmente reduzindo as taxas de juros para o consumidor nos últimos meses. Reflexo da queda da taxa Selic e do incentivo/ordem da presidente Dilma. Mas não precisam fazer pegadinha com os clientes. Por isso, se precisar de um empréstimo, a pessoa tem de ser bem pentelha e pesquisar bastante.

Lembro que a Caixa Econômica, ainda em abril, obedeceu a presidente Dilma e anunciou a redução dos juros das operações de crédito. O cheque especial, por exemplo, teria uma taxa mínima de 1,35% ao mês. Mas nem todos os clientes teriam direito a esse percentual.

Em maio, o Banco do Brasil também anunciou cortes para quem usasse o pacote de serviços Bom para Todos. Os juros do cheque especial cairiam de até 8,31% para 3,94% ao mês. O empréstimo pessoal também teria um teto de 3,94%. O benefício só iria valer, no entanto, para quem recebesse o salário pelo banco.

No caso da CET, o Idec diz que todos os bancos (com exceção do BB) deram informações incompletas ou incorretas. Em um deles, os juros para empréstimo pessoal estavam em 4,79% ao mês. Mas o custo realmente pago pelo empréstimo seria de 9,24%,

Por que a diferença? Porque o banco dizia que, para conseguir a grana, o cliente teria de fazer um seguro no valor de R$ 27. Pense numa venda casada. Cuidado para não cair nas pegadinhas! Ah, e não custa reforçar que, quanto maior a quantidade de parcelas, maiores serão os juros cobrados.

O povo tá com medo de o Santander quebrar

Santander

Já fui abordada mais de uma vez sobre a possibilidade de compra/quebra do banco espanhol Santander. O Bradesco estaria interessado na compra dos ativos no Brasil. Negociação que depois foi negada pelas duas instituições.

Agora recebi o e-mail de um rapaz chamado Ricardo. Vejam o que ele escreveu:

“Busquei informações no seu blog e resolvi perguntar sobre a questão das ações FGTS-Vale. Sou empregado de empresa de economia mista e em 2000 apliquei um montante do meu FGTS em ações da Vale, aplicado à época no Banespa
(que depois foi adquirido pelo Santander).

Estou consciente da rentabilidade ocorrida no período, apesar das turbulências recentes em meio às crises. Porém uma dúvida me assombra: é seguro permanecer com a aplicação neste fundo, já que correm boatos de que o Santader pode “quebrar”…e a última de que o Santander quer que o BB compre 10% de seus ativos? Ou é melhor resgatar? Em tempo: fiz esta aplicação para conseguir uma rentabilidade futura frente aos baixos juros do FGTS e tenho gana de poder quitar um apartamento adquirido em 2010.”

Disse a Ricardo que iria repassar o e-mail  para um economista responder. Pedi ajuda a Marcelo Barros, professor da Faculdade Boa Viagem e coautor do blog Educação de Bolso. Ele escreveu o seguinte:

“Tatiana, os rumores sobre a “quebra” do Banco Santander aumentaram depois do socorro feito pela União Europeia, de 100 bilhoes de euros, para salvar os bancos da Espanha. A situação da Espanha é bastante crítica. A Espanha é o quarto pais europeu socorrido pela União Européia depois da Grécia, Irlanda e Portugal.

A princípio o Governo da Espanha fará todos os esforços para evitar um problema de insolvência em seu sistema bancário. O Santander é um dos maiores bancos da Espanha é um eventual “quebra” seria catastrófico para o país. Assim, não me parece que a situação chegue a esse ponto. Todavia, como seguro morreu de velho, aconselho a ficar acompanhando o desenrolar da história para ai sim, tomar uma posição.”

O mundo está mesmo uma loucura.

Bancos entram na folia

mascara-carnavalCarnavalescos e não carnavalescos de plantão, apesar de o feriado de carnaval ser apenas e exclusivamente na terça-feira, os bancos entram na folia e também não vão abrir na segunda. Quem precisar resolver alguma coisa no banco que faça até a sexta-feira antes da folia de Momo. Senão vai dançar até a “quarta-feira ingrata”.

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), quem tiver contas de consumo (água, luz, telefone, TV por assinatura) poderá fazer o pagamento quarta-feira de cinzas, quando os bancos voltarão a abrir, mas só às 12h. Não haverá cobrança de multas ou  juros.

Quem não quiser enfrentar agências lotadas pode agendar os pagamentos das contas. As que têm código de barras podem ser quitadas nos terminais de autoatendimentos, nos correspondentes bancários, nas lotéricas ou pelo internet banking.

Difícil de acreditar

Previsões maias. Crédito: Amorim Cartoons

Oxente.

Confesso que ainda estou tentando entender. Um levantamento realizado pela consultoria Accenture junto a instituições bancárias de 15 países aponta que os pacotes de serviços dos bancos brasileiros estão entre os mais baratos. Como assim?

De acordo com a consultoria, foram analisados os valores cobrados para serviços de uso frequente e moderado pelos clientes. E o valor médio mensal praticado pelos sete maiores bancos brasileiros oscilou de R$ 27,70 a R$ 59,60.

Acho caro. Mas, segundo o levantamento, apenas Índia, México e França têm valores menores. Que coisa.

Além do Brasil e destes três países, o Estudo Global de Custo, Qualidade e Satisfação de Serviços Bancários também consultou os principais bancos de varejo da Argentina, EUA, Inglaterra, Alemanha, África do Sul, Rússia, Turquia, Japão, Hong Kong, Singapura e Austrália.

Querem saber o TOP 3 dos altos custos bancários?

Singapura: de R$ 141,60 a R$ 214,10 mensais

Alemanha: de R$ 104,90 a R$ 147,40 mensais

Rússia: R$ 84,8 e R$ 158,50

Vai entender…