O novo governo da Venezuela nem amadureceu (trocadilho inevitável com Nicolás) e já está numa saia justíssima. Produtos básicos estão sumindo das prateleiras dos mercados. Um deles é o papel higiênico.
O governo diz que a culpa é da oposição, que incentivou a população a sair comprando enlouquecidamente. A oposição afirma que o controle do câmbio vem afugentando os investimentos e impactando na produção.
Pois bem. O governo vai importar o equivalente a 50 milhões de rolos de papel higiênico. O ministro do Comércio, Alejandro Fleming, declarou à agência estatal de notícias AVN que a importação é “para que o nosso povo fique tranquilo e compreenda que não deve deixar-se manipular pela campanha mediática que afirma que há falta de papel higiénico na Venezuela”.
Oxente. Se não há falta, por que importar? De acordo com o jornal espanhol El País, o ministro afirmou que não há quebra na produção. O que está acontecendo é “uma procura fora do normal”. Ainda segundo ele, os venezuelanos consomem 125 milhões de rolos por mês. Mas agora que procura aumentou, são necessários 40 milhões rolos extras.
O governo não informou de onde vai importar o pepel higiêncio extra. O candidato derrotado nas eleições, o oposicionista Henrique Capriles, aproveitou para, mais uma vez, bater de frente no governo. Ele mandou recado pelo Twitter.









