Segunda-feira é dia de Halloween, conhecido por aqui como Dia das Bruxas. É tradição de países como Estados Unidos e Canadá. Mas acho que temos alguns motivos para dizer que a bruxa está solta por aqui. Vejamos quatro deles:
1.
Seis ministros deixaram os cargos antes de a presidente Dilma Rousseff completar o primeiro ano de governo. Orlando Silva, dos Esportes, foi a mais recente dispensa. O curioso é que quatro deles caíram em uma quarta-feira: Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo), além do próprio Orlando Silva.
Curioso também é que os quatro que “pediram para sair” na quarta fizeram isso depois de denúncias de corrupção. Os dois que não deixaram o governo em uma quarta-feira de cinzas foram Nelson Jobim, a língua ferina mais rápida do Oeste, e Antonio Palocci, a língua presa mais enrolada em consultorias do Sudeste.
2.
O ano começou com o governo fazendo “de um tudo” para frear o crescimento da economia. O Banco Central elevou a taxa de juros. O crédito, antes farto, ficou mais difícil e caro. Mas aí uma poção feita com asas de morcego e rabo de lagartixa foi lançada na nossa economia. O feitiço trouxe uma inflação acumulada nos últimos 12 meses de 7,31%.
3.
A tal poção da bruxa vem do velho mundo. O medo de o euro implodir e a Europa sucumbir enlouqueceu meio mundo de gente. O dólar, antes tão quietinho, passou de R$ 1,90. Agora está voltando, meio que a contragosto, a um patamar mais normal. Pelo menos para quem quer viajar para o exterior. Está na casa de R$ 1,70.
4.
Neste domingo, o Impostômetro – que aponta quanto os brasileiros pagam de tributos federais, estaduais e municipais – vai bater em R$ 1,2 trilhão. No ano passado, esse valor só foi atingido em 14 de dezembro, quase na época do Papai Noel. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) estima que até o fim de 2011 seja arrecadado R$ 1,4 trilhão em tributos.
E então? Ainda acha que bruxas não existem? Elas existem sim, têm um dia só para elas. E aprontam bastante durante o ano todo.

Todo mundo já viu na internet, no Jornal Hoje, no Jornal Nacional, na Band, na TV a cabo que a ONG Transparência Internacional divulgou hoje em Berlim seu relatório anual sobre corrupção. O Brasil manteve a mesma (péssima) nota de 2007 – 3,5 – mas caiu oito posições e passou do 72º para o 80º lugar, empatado com Burkina Faso (hein?), Marrocos, Arábia Saudita e Tailândia. A matéria da BBC Brasil traz o assunto bem explicadinho (clique
Já o coeficiente de Gini da Suécia é 0,25, um dos mais baixos do mundo. O coeficiente é usado para medir o grau de concentração de renda. Varia de 0 a 1. Quanto mais baixo o índice, melhor é a distribuição de renda do país. O do Brasil é 0,52.
A igualdade entre os sexos também é elogiada no país da rainha Silvia. De acordo com o estudo do Fórum Econômico Mundial (FEM), a Suécia está no topo com 81,46%. Isso quer dizer que, mesmo que homens e mulheres ainda não estejam no mesmo nível (salarial, de representatividade política, por exemplo), o sexo feminino está mais próximo do masculino por lá. O Brasil ficou em 74º lugar, com 66,4%.
No ano que vem será inaugurado um museu em Estocolmo totalmente dedicado ao ABBA, contando a história do grupo, mostrando roupas originais, fotografias e instrumentos da banda.