Dando o exemplo

Casa painelNa casa de Heitor Scalambrini, professor do departamento de Energia Elétrica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), existe há anos um painel solar que gera 90 kWh (quilowatts-hora) de energia por mês.

Agora é o presidente da Chesf, João Bosco de Almeida, quem quer dar o exemplo. Também está instalando painéis fotovoltáicos em casa, na Estrada da Mumbeca, na divisa entre o Recife e Camaragibe.

Os painéis devem entrar em funcionamento em junho. O que ele gerar de eneregia e sobrar poderá ser trocado por créditos ou descontos nas contas de luz.

João BoscoA instalação de pequenos geradores e a troca energia com a distribuidora tornou-se possível no ano passado, graças à aprovação da resolução 482 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Mas a regra só é válida para as fontes que são consideradas “incentivadas”, como hídrica, solar, biomassa e eólica. Elas também precisam ter potência de até 1 MW (megawatt).

Aqui em Pernambuco, a instalação de um sistema desse tipo deve ser feita por uma empresa especializada e ter a aprovação da Celpe. A companhia fornece o medidor usado para indicar o quanto está sendo gerado e consumido.

Os créditos, que serão em kWh, poderão ser utilizados em um prazo de 36 meses. A regra segue o modelo alemão.

O reino encantado dos plásticos

Máquina de cartãoVocê tem cartão de crédito, débito ou de loja? Não? Então está virando raridade. Uma pesquisa divulgada pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) mostra que cerca de 75% da população brasileira já têm algum plástico na carteira.

A maioria do povo prefere o cartão de débito. Essa modalidade foi, inclusive, a que mais cresceu nos últimos quatro anos. Passou de 53% em 2008, para 62% em 2012. Em seguida aparece o cartão de crédito, que passou de 48% para 52%.

Outro dado que mostra o crescimento do cartão de débito é a participação dele nos gastos do mês. Em 2011, ele representava 19%. Subiu para 23% neste ano. Já a participação do dinheiro em espécie caiu de 43% para 38%.

Veja mais dados da pesquisa:

85% dos brasileiros das classes A e B têm cartão

69% da classe C têm plástico

41% dos representantes das classes D e E possuem algum cartão

A pesquisa também mostra que as pessoas da faixa etária entre 25 e 34 anos são as que mais contam com um cartão para chamar de seu (79%). Depois aparece o povo entre 35 e 44 anos (76%). Os mais jovens – entre 18 e  24 anos – têm 72%. E entre aqueles com 60 anos ou mais, a posse de um cartão chega a 64%.

A Abecs também perguntou os motivos da preferência pelo dinheiro de plástico. As pessoas colocaram como ponto forte do cartão de débito a segurança (não precisam andar com dinheiro), a agilidade no pagamento, a praticidade e a grande aceitação.

As vantagens apontadas para o cartão de crédito foram a segurança, o parcelamento da compra sem juros e a praticidade. Claro que as pessoas falaram mal dos juros  do rotativo, da anuidade e da falta de controle nos gastos (mas neste caso a culpa é delas mesmas).

A pesquisa também mostrou que o cheque está ficando mais raro que Mico-Leão-Dourado. Só 3% dos pagamentos em 2012 foram feitos com as folhinhas.

Pule uma casa

LudoVale tudo para manter o cliente fiel e adimplente. Nesta segunda-feira (17), a Caixa Econômica vai lançar a campanha Crédito com pausa. Feito um jogo de tabuleiro, a pessoa que tiver um empréstimo com o banco e estiver sem fôlego financeiro poderá pedir para “pular” o pagamento de uma prestação mensal.

Depois de “respirar”, ela voltará com o pagamento no mês seguinte, sem que isso gere multas ou encargos adicionais. A “pausa” valerá para as modalidades crédito pessoal, CDC, capital de giro, financiamento de veículos e crédito habitacional. A prestação que deixou de ser paga irá para o fim da fila.

Mas para solicitar a “pausa” é preciso estar adimplente e ter pago pelo menos três prestações consecutivas, no caso das operações comerciais, e no mínimo 11 prestações, no caso dos contratos habitacionais. Após o primeiro pedido de “pausa”, os demais poderão ser solicitados pelo cliente a cada 11 parcelas pagas.

Para o presidente da Caixa, Jorge Hereda, no contexto da educação financeira e da regorganização das famílias, a campanha “é um respiro, um fôlego que, em momentos de imprevistos, pode ser um enorme diferencial para equilibrar o orçamento familiar ou da empresa”. Se não virar um hábito, pode até ser uma boa mesmo.

Oh, my God!

Oh, my God

E agora, gente?

Tudo bem que o governo quer que o povo compre para a roda da economia girar. Mas também não vamos exagerar, né. A Caixa Econômica ampliou nesta segunda-feira o prazo do parcelado com juros no cartão de crédito de 36 para 48 meses.

Sim, 48 meses: 4 anos.

O pagamento pode ser feito em locais que aceitem as bandeiras Mastercard e Visa. As  taxas são de 0,89% ao mês para o cartão Azul Caixa e 1,9% ao mês para os demais cartões.

Imagina só você comprar uma geladeira e pagar em 4 anos.

O vice-presidente de Pessoa Física da Caixa, Fábio Lenza, disse, em nota divulgada para a Imprensa, que “esta é mais uma ação que vem ao encontro do Programa Caixa Melhor Crédito, que tem por objetivo facilitar o acesso do consumidor ao crédito, estimular o consumo de forma consciente e alavancar a competitividade do mercado”.

E a inadimplência do povo, como fica?

Caixa abre no sábado

Camila Pitanga Caixa

Várias agências da Caixa Econômica vão abrir neste sábado em todo o país. Por que o banco é bonzinho? Não necessariamente. O objetivo é atender os clientes e não clientes interessados em crédito. Serão apresentadas informações sobre o programa Caixa Melhor Crédito, que a instituição lançou há exatamente um mês.

O banco espera que o pessoal que trabalha no horário comercial durante a semana aproveite a oportunidade. As agências vão abrir entre 9h e 16h. O foco, naturalmente, será nos produtos do Caixa Melhor Crédito, tanto para pessoas físicas quanto para jurídicas. Mas os outros serviços também estarão disponíveis (menos o penhor e a movimentação em dinheiro nos guichês).

Detalhe para os marmanjos: a Camila Pitanga não estará na agência.

Aqui em Pernambuco, 14 agências vão abrir. Lá vai a lista:

Recife

Agência Shopping Recife (Rua Padre Carapuceiro, 777, Boa Viagem. Telefone: 3463-5400)

Agência Casa Forte (Rua Doutor João Santos Filho, 255, Casa Forte. Telefone: 3320-5000)

Agênca Conde da Boa Vista (Avenida Conde da Boa Vista, 918, Centro. Telefone: 3413-1030)

Agência Rosa e Silva (Avenida Conselheiro Rosa e Silva, 11492, Graças. Telefone: 3194-4650)

Agência Espinheiro (Rua da Hora, 383, Espinheiro. Telefone: 3243-8700)

Agência Encruzilhada (Avenida Castro Alves, 62/72, Encruzilhada. Telefone: 3493-8900)

Agência Boa Viagem (Avenida Conselheiro Aguiar, 3999, Boa Viagem. Telefone: 3464-9200)

Olinda

Agência Marcos Freire (Avenida Presidente Getúlio Vargas, 1530, Bairro Novo. Telefone: 3493-8900)

Jaboatão

Agência Praia de Piedade (Avenida Bernardo Vieira de Melo, 1650, Piedade. Telefone: 3375-8950)

Cabo de Santo Agostinho

Agência Cabo (Avenida Presidente Getúlio Vargas, 508, Centro. Telefone: 3518-5050)

Caruaru

Agência Caruaru (Rua Capitão João Velho, 109, Nossa Senhora das Dores. Telefone: 3722-8000)

Petrolina

Agência Petrolina (Rua João Clementino, 73, Centro. Telefone (87)  3862-3511)

Garanhuns

Agência Garanhuns (Avenida Santo Antônio, 569, Santo Antônio. Telefone: (87) 3761-8900)

Vitória de Santo Antão

Agência Vitória (Avenida Mariana Amália, 345, Matriz. Telefone: 3523-8110)

Dinheiro vivo x cartão

Dinheiro na carteiraCartões

Hoje é o aniversário de 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ontem, o caderno de Política do Diario de Pernambuco publicou uma entrevista com ele. E, claro, uma das perguntas foi sobre a fama de pirangueiro de FHC. A jornalista Denise Rothenburg perguntou se a fama era injusta. “Não sei. Só sei que não gosto do ato de tirar o dinheiro do bolso. Se for para pagar com cartão, não ligo. Mas se for com dinheiro vivo, complica. Não gosto de dinheiro.”

Ele pode até não gostar e ficar agoniado com as cédulas saindo da carteira. Mas a maioria dos brasileiros não parece pensar assim. …Continue lendo…

A multiplicação do dinheiro de plástico

Máquina de cartão

As sacolinhas plásticas já não andam fazendo sucesso no mercado. Mas outro tipo de plástico continua a escalada rumo ao primeiro bilhão: o cartão.

Em abril, havia 643,55 milhões de cartões em circulação no país, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

No primeiro trimestre de 2011 houve um crescimento de 11% na comparação com o primeiro trimestre de 2010.

No ranking por quantidade, quem lidera é o cartão de débito, com 253,64 milhões.

Depois aparecem os cartões de rede e de loja (os private label), com 231,78 milhões.

Na terceira posição fica o cartão de crédito, com 158,12 milhões de unidades.

Já no ranking de faturamento, muda tudo. Dos R$ 145,2 bilhões registrados no primeiro trimestre, R$ 83,7 bilhões foram para os cartões de crédito.

Os cartões de débito apresentaram faturamento de R$ 43,3 bilhões.

Já os cartões private label responderam por R$ 18,2 bilhões.

Em busca do crédito

DinheiroA Serasa divulgou hoje que a procura do consumidor por crédito cresceu 10,6% em abril na comparação com abril de 2010. Quem ganha até R$ 500 é quem mais procura o “complemento”.

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o aumento por crédito foi de 12,4% para todas as faixas de renda. Entre os de menor renda, a expansão chegou a 41,8%.

Entre as regiões, adivinha só quem está na liderança pela busca do crédito? O Nordeste, claro. No acumulado dos quatro primeiros meses de 2011, o aumento foi 18,7%. O Sul teve o menor crescimento, com 10,3%.

No primeiro quadrimestre de 2010, o crescimento foi um pouco maior no conjunto das regiões (12,9%). E em abril houve queda de 3% na comparação com março. Os dois dados levaram os técnicos da Serasa a falar em “desaceleração” da procura pelo crédito.

“O menor crescimento da demanda dos consumidores por crédito está sendo determinado tanto pelas medidas macroprudenciais (aumento do compulsório) adotadas pelo Banco Central no início de dezembro de 2010 quanto pelo atual ciclo de elevação das taxas de juros, o qual ainda deverá se prolongar por mais alguns meses”.

É isso o que o governo quer. Mas ainda falta desacelerar muito para chegar ao ideal. Também, quem mandou dizer durante anos para o povo comprar.

Epidemia de crédito

Credit

Não sei se vocês souberam, mas dois diretores do Banco Central estiveram no Recife na última terça-feira para divulgar um calhamaço de dados sobre a economia das cinco regiões do país. Entre os inúmeros dados impressos no Boletim Regional, um que chamou minha atenção foi o crescimento do volume das operações de crédito para pessoas físicas no Nordeste. O aumento entre maio de 2009 e maio de 2010 foi de 29,3%, o maior do país. A montanha de dinheiro chegou a R$ 71,5 bilhões.

Até aí, tudo bem. É importante (e saudável) que as pessoas tenham condições de pegar dinheiro para turbinar o próprio desenvolvimento familiar. Mas nem tudo pode ser visto com lentes coloridas. Um outro dado, este da Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs), assusta. As compras parceladas no cartão de crédito COM JUROS aumentaram 72% entre 2007 e 2009. Neste período, o valor passou de R$ 52 bilhões para R$ 89,4 bilhões no país. …Continue lendo…

Por falar em crédito…

Dinheiro

No post anterior, vocês viram que o economista Paulo Dalla Nora, do Banco Gerador, acredita que ainda há espaço para o aumento de crédito no país.

Pois a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) divulgou uma pesquisa com a expectativa do setor: crescimento de 20,7% nas operações de crédito para as pessoas físicas em 2010.

Para 2011, o perspectiva de aumento é de 17,8%.

Segundo a pesquisa da Febraban, os bancos esperam para este ano aumento de 21,1% nas operações de crédito pessoal, incluindo o empréstimo consignado.