Na casa de Heitor Scalambrini, professor do departamento de Energia Elétrica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), existe há anos um painel solar que gera 90 kWh (quilowatts-hora) de energia por mês.
Agora é o presidente da Chesf, João Bosco de Almeida, quem quer dar o exemplo. Também está instalando painéis fotovoltáicos em casa, na Estrada da Mumbeca, na divisa entre o Recife e Camaragibe.
Os painéis devem entrar em funcionamento em junho. O que ele gerar de eneregia e sobrar poderá ser trocado por créditos ou descontos nas contas de luz.
A instalação de pequenos geradores e a troca energia com a distribuidora tornou-se possível no ano passado, graças à aprovação da resolução 482 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Mas a regra só é válida para as fontes que são consideradas “incentivadas”, como hídrica, solar, biomassa e eólica. Elas também precisam ter potência de até 1 MW (megawatt).
Aqui em Pernambuco, a instalação de um sistema desse tipo deve ser feita por uma empresa especializada e ter a aprovação da Celpe. A companhia fornece o medidor usado para indicar o quanto está sendo gerado e consumido.
Os créditos, que serão em kWh, poderão ser utilizados em um prazo de 36 meses. A regra segue o modelo alemão.








