
Está vendo o título do post? É de uma reportagem/artigo publicada no Diario de Pernambuco de 16 de outubro de 1975. A colega Raquel Lima, do Blog de Tecnologia do DP, deu a dica. Claro que ela não leu a matéria na época. Viu no “Almanaque” do Diario e achou que caberia no blog. Também achei. Aí pedi a Adriana Santos, do nosso Cedoc, que me enviasse o arquivo da matéria.
Pois bem. A reportagem em questão (pra mim está mais para artigo mesmo) fala sobre a invasão dos supermercados, as armadilhas para conquistar os clientes e o perigo de gastar demais em um local assim.
O jornalista Ernani Regis faz citação da Bíblia logo no início ao falar sobre a tentativa de instalação do primeiro supermercado: “o templo, lugar de orações e não de comércio, como queriam os já sabidos comerciantes de então”.
Ele prossegue comparando o supermercado ao polvo.
“Se o leitor meditar um pouco ao sair de um supermercado e após dar um balanço nas finanças, há de concordar: é realmente um polvo com mil e um tentáculos”.
O texto também destaca a oferta de “brindes”.
“Há sempre alguns produtos expostos como ofertas do dia, com pequenos brindes. Uma bonequinha, um copo, um pente. E o negócio é o seguinte: ou o brinde é refugo, encalhe ou o produto ofertado subirá de preço na próxima semana. Não morra de amores, portanto, pelos brindes. São miragens”.
Por falar em bonequinhas e brindes, o texto também lembra que é melhor deixar as crianças em casa para evitar o gasto descontrolado. Nada muito diferente do que se fala hoje em dia.
A diferença é que o supermercado de ontem é o shopping center de hoje. Quer polvo maior do que o shopping? Cuidado com os tentáculos, então.