O 13º vem aí. Sabe o que vai fazer com ele?

Dinheiro do décimo. Crédito: Caio Gomez/CB/D.A PressAgora que 2012 está entrando na reta final, o povo anda sonhando com duas palavrinhas: décimo terceiro. O salário extra faz a festa de quem quer consumir ou investir. A primeira parcela deve ser paga até 30 de novembro (isso para quem não recebeu nas férias). A segunda parcela deve cair na conta do trabalhador até 20 de dezembro.

Hoje, a agência classificadora de risco Austin Rating divulgou que, até o final do ano, o 13º salário deve injetar na economia brasileira R$ 139,9 bilhões. Esse valor corresponde a 3,3% do PIB nacional. A Austin usou como base para o cálculo estudos feitos pelo Dieese.

Desse total de R$ 139,9 bilhões, R$ 31,4 bilhões (22,4%) irão para os beneficiários do INSS (34,3 milhões de pessoas). Os outros R$ 108,5 bilhões (77,5%) serão recebidos por 57,7 milhões de trabalhadores da ativa.

Você já sabe o que vai fazer com o seu 13º? Então responda a nova enquete do blog. Basta clicar ao lado.

Em um mar de dívidas, veja o que pagar primeiro

Mar de dívidas. Crédito: Greg/DP

O pior aconteceu. As dívidas saíram do controle. Você está rolando a fatura do cartão de crédito há meses. Atrasou o pagamento dos financiamentos da casa e do carro. Entrou de cabeça no cheque especial. Jogou para debaixo do tapete da sala o carnê da geladeira e da máquina de lavar, compradas depois que o governo deu aquela força reduzindo o IPI. Talvez tenha que deixar de pagar a conta de luz. E agora? Agora é deixar o orgulho de lado, esfriar a cabeça e montar uma estratégia financeira para sair do buraco o mais rápido possível.

Se serve de consolo, você não é o único. Em maio, 23,6% das famílias brasileiras estavam com dívidas em atraso, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio. E 7,8% disseram não ter a mínima condição de quitá-las. Os especialistas em finanças pessoais falam que a primeira coisa a fazer é colocar no papel tudo o que você deve e para quem. Tudo mesmo. O passo seguinte é fazer uma hierarquia das dívidas e começar a pagar as mais caras e aquelas que podem lhe prejudicar no curto prazo.

Atrasar o pagamento da prestação do automóvel ou da casa própria pode ser muito ruim, já que você corre o risco de perder o bem rapidamente, especialmente no caso do carro. E ainda vai ficar devendo, porque o veículo se deprecia. Já a luz pode ser cortada se o pagamento for deixado de lado. Na hora de priorizar o pagamento das contas, não dá para esquecer aquelas com juros mais altos, como o cartão de crédito e cheque especial. No caso do cheque especial, as taxas podem chegar a 222,51%, segundo o Banco Central.

Já os juros do cartão – que não caem há 27 meses, de acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) – batem nos 238,30% anuais. “Mesmo com a redução dos juros, incentivada pelo governo, eles ainda continuam muito altos”, lembra o economista Alexandre Jatobá. Segundo ele, o devedor deve renegociar com a empresa do cartão para conseguir um abatimento. Se estiver muito apertado para pagar, pode tomar um empréstimo com juros menores, como o consignado, para quitar o débito do dinheiro de plástico.

Troca-se, portanto, uma dívida mais cara por uma mais barata. Em média, os juros dos empréstimos pessoais são de pouco mais de 50% ao ano. Outra opção é recorrer à portabilidade de crédito. Os bancos estão oferecendo vantagens para ter mais clientes. “Deixar a dívida num só banco é mais fácil de controlar”, diz Jatobá. O também economista Luiz Maia, professor da UFRPE e coautor do blog Educação de Bolso, faz um alerta: renegociar a dívida sem “estancar” o uso do cartão ou do cheque especial não adianta nada.

“Sabemos que é muito difícil mudar os hábitos. Mas em alguns casos é preciso tomar uma atitude radical. Não usar mais o talão de cheques e deixar os cartões de crédito em casa ou quebrá-los. Ligue para a operadora e diga que não quer mais”, sugere Maia. Ele conta que conhece uma pessoa que passou exatamente por essa situação. Ao invés do empréstimo no banco, ela conseguiu um “empréstimo familiar”. Resolvido o problema da dívida, a pessoa passou a pagar as contas pelo internet banking e a andar só com dinheiro.

Importante também, lembram Alexandre Jatobá e Luiz Maia, é envolver toda a família e fazer uma reavaliação do orçamento. “Se estão gastando mais do que ganha, vão ter que cortar”, diz Jatobá. Os cortes podem ser no celular ou no custo da TV a Cabo. Se a situação for mais complicada, pode ser necessário um ajuste de patrimônio. “É muito doloroso precisar se desfazer de um imóvel, de um carro. Mudar o estilo de vida para baixo é difícil. Mas é necessário se adequedar. Quanto mais rigoroso for o corte, mais rapidamente ele fará efeito”, afirma Maia.

* Matéria publicada na edição do Diario de 25/06

O casamento acabou. E como ficam as finanças?

O amor acabou. Crédito: Beto França/DP

A paixão acabou. O amor não existe mais. Está tudo terminado. A relação chegou ao fim com uma única palavra: divórcio. Cada um para o seu lado, recomeçar. Nos últimos anos, o número de divórcios disparou no país. Foram 243.224 em 2010, segundo o IBGE. Para estes brasileiros e outros tantos que se separaram em 2011 e agora em 2012, o recomeço não é só emocional, é financeiro também.

Já que o orçamento dos dois terá de dar um reload, os economistas e analistas financeiros recomendam que as duas partes tentem deixar um pouco as emoções de lado e comecem a fazer contas. “É um momento delicado do ponto de vista das finanças. É preciso ter clareza nas decisões”, diz Luiz Maia, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco e do City Business School, e autor do blog Educação de Bolso (blogs.diariodepernambuco.com.br/educacaodebolso).

Nos divórcios consensuais (75,2% em 2010), basta estabelecer os termos do acordo com a orientação de um advogado. Sai mais barato do que partir para o processo litigioso. “Havendo um advogado conhecido ou alguém que possa indicar, é melhor. A vida fica mais fácil quando a separação é amigável”, reconhece Luiz Maia. O professor de economia da Faculdade Boa Viagem (FBV) Antônio Pessoa destaca que o casal deve levantar toda a situação financeira conjunta, inclusive a patrimonial.

Quem fica com a casa? Antes da briga começar, é preciso lembrar que o seguro, a manutenção, o IPTU e outras despesas terão de ser bancadas com apenas uma renda. Quem ficar com o imóvel pode ter de comprar a parte do ex-cônjuge. Se um financiamento ainda estiver sendo pago, é preciso tirar o que falta do valor total do imóvel. Dependendo do caso, a melhor alternativa pode ser repassar o bem e dividir o dinheiro da sobra. O mesmo vale para o carro. …Continue lendo…

Saia de férias, mas não volte endividado

Férias. Crédito: Jarbas/DP

Tem brasileiro que não se aguenta mais. Já entrou em contagem regressiva para as férias de janeiro. É o seu caso? Parabéns! Divirta-se. Descanse. Recarregue as baterias. Mas leve na bagagem uma dica. Por mais que o destino seja maravilhoso e a companhia seja perfeita, não se empolgue demais nos gastos não planejados. Ou você pode voltar para casa com a mala cheia de problemas. E o orçamento furado. Calma. Ninguém quer agourar a sua viagem dos sonhos. Só alertar que um pouco de planejamento também faz bem para as férias.

“Seja a pessoa viajando sozinha, um casal sem filhos ou uma família inteira, o importante é tentar estabelecer um orçamento de gasto diário e ficar naquele limite”, afirma o economista Luiz Maia, professor da UFRPE e autor do blog Educação de Bolso. Ele dá um exemplo. Uma família planeja gastar R$ 3 mil em dez dias para curtir uma praia. São R$ 300 por dia. O ideal é conversar com todo mundo e informar sobre a cota, para que ninguém invente um passeio de asa delta “extra” que custa R$ 250. …Continue lendo…

Faça as contas antes de financiar um carro

Fazendo as contas

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As concessionárias estão cheias de gente querendo trocar o carro usado por um novo em folha ou começar 2012 motorizado pela primeira vez na vida. A maioria dos clientes fechará negócio a prazo, pagando o financiamento em prestações que, teoricamente, cabem no bolso. Teoricamente. Um levantamento da Associação Nacional das Empresas Financeiras de Montadoras (Anef) mostra que o número de pessoas com mais de 90 dias de atraso no pagamento das prestações vem crescendo em 2011 e, em outubro, chegou a 4,7%.

Achou o percentual pequeno? Não é não. É o maior patamar desde novembro de 2009. …Continue lendo…

Alguns sinais de que as finanças degringolaram

A era do gelo

Melhor dar uma olhadinha nisso aqui. Se você se identificar, procure ajuda.

* Os gastos mensais são superiores à renda mensal

* Não sabe o quanto deve

* Muitas vezes paga contas com atraso

* Não consegue pagar o saldo mínimo em suas contas

* Pede emprestado mais do que pode pagar

* Obtém novos empréstimos para pagar empréstimos antigos

* Pede dinheiro emprestado para as despesas do dia a dia

* Esconde as compras para que os familiares e amigos não vejam

* Mente que os produtos custaram menos do que o valor real

* Não consegue ficar um dia sem comprar algo

* Evita falar sobre as dívidas

Segura o tchan!

É o Tchan

Apesar do título e da foto, o texto não tem nada a ver com axé music ou qualquer outro ritmo. O “tchan” em questão é a vontade do brasileiro de comprar até não poder mais. Tudo bem que o crédito está mais fácil agora (já esteve até mais no fim do ano passado) e que a demanda reprimida é grande. Mas não é desculpa para comprar como se não houvesse amanhã. Porque sempre existe amanhã. E o descontrole de ontem vai pesar no bolso. Ah, vai.

Na última semana, duas pesquisas trouxeram dados sobre a inadimplência do brasileiro. O levantamento do SPC Brasil apontou alta de 5,8% em setembro na comparação com setembro de 2010. Foi a oitava elevação seguida. O presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior, acredita que o endividamento em 2011 será maior neste ano, depois de quedas em 2009 e 2010.

Já uma pesquisa da TeleCheque apontou que os jovens com até 20 anos de idade são os campeões dos cheques voadores no país. A média de não pagamento no primeiro semestre foi de 16,92%. Muito alta. Duas vezes e meia maior que a inadimplência entre os consumidores de 21 a 30 anos (6,33%), a segunda mais alta. Mau começo de vida financeira. Você conhece alguém assim? Eu conheço.

Mas se a situação está crítica, pode ser o momento para quem está inadimplente começar a se controlar e mudar de vida. O site Finanças Práticas traz uma série de dicas para preservar a saúde do bolso. Algumas são bem manjadas, é verdade. Mas parece que, ainda assim, tem gente que teima em não segui-las. Inadimplentes queridos do meu coração, vamos tomar uma atitude agora?

Eis as dicas:

* Corte os gastos supérfluos

* Verifique se o que está sendo cobrado da dívida está correto

* Procure os credores e explique a situação, tentando negociar novas condições

* Certifique-se de que não está sendo vítima de nenhuma cobrança abusiva

* Tente trocar a dívida cara (taxa de juro mais alta) por uma mais barata

* Se sobrar dinheiro, pague as dívidas mais caras

* Busque fontes alternativas de renda

* Estabeleça um plano para acabar com as dívidas, com prazos e metas

* Passado o pior período, esforce-se para criar uma reserva de emergência e planeje-se!

Família unida para equilibrar as contas

Unidos venceremos as dívidas. Crédito: Silvino/DP

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Contas no vermelho. Dívidas se acumulando. Fios de cabelo perdidos (ou muitos quilos achados). Depois de descobrir o tamanho do rombo nas contas, chega a hora de enfrentar o problema de frente e tentar dar um jeito no orçamento. Mas muitos ainda ficam em dúvida. O que é melhor? Tentar resolver sozinho ou admitir que as coisas não estão bem e buscar apoio na família? Os especialistas em finanças pessoais nem piscam. Segunda opção, claro. Eles dizem que a chance de sucesso é muito maior para quem pode contar com o apoio da família.

“Existem pessoas que escondem, mas não é o certo. É importante que todos estejam envolvidos. Não adianta só um pedaço da família concentrado e o outro gastando”, garante o economista Alexandre Jatobá, professor da Faculdade Boa Viagem (FBV). O instrutor do Senac Jonas Dias também pensa assim. Mas ele lembra que o diálogo deve ser aberto e amigável. Sem lamúrias, broncas ou ameaças, por favor. E mesmo filhos pequenos – mas que já tenham noção de que as coisas são compradas com dinheiro – devem participar das discussões. …Continue lendo…

Novo capítulo na história (sucateada) da Vasp

Avião da Vasp. Crédito: Alcione Ferreira/DP

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O “desmanche” começa hoje. O primeiro dos 27 aviões da Vasp parados nos aeroportos do país finalmente será desmontado em Congonhas, São Paulo. As peças das sucatas serão leiloadas separadamente. Infelizmente, pouco adiantará para os cerca de 8 mil ex-funcionários, que até hoje não receberam um tostão sequer da empresa. As dívidas trabalhistas são estimadas em R$ 1,5 bilhão. Cada avião (do jeito que está hoje) foi avaliado em R$ 50 mil. O preço de um carro. Em Pernambuco, cerca de 120 ex-funcionários esperam pelo desfecho da história, que ainda está muito longe de acabar. …Continue lendo…

Palestras gratuitas

“Não consegue controlar os seus gastos mensais? Está endividado? Saiba como se livrar das dívidas, organizar seu fluxo de caixa e chegar ao final do mês com dinheiro.”

No próximo mês, o professor Rodrigo Leone, responsável pelo blog Vou Investir, dará uma palestra sobre gestão de dívidas. Ela é gratuita. Pode ser acompanhada pelo computador ou ao vivo e a cores.

No dia 5 de julho, às 19h30, a pelestra Está Faltando Grana no Final do Mês: o que Fazer? será apresentada no site da FuturaInvest. As inscrições podem ser feitas aqui.

No dia 14 de julho, a mesma palestra será apresentada no City Business School (Ibmec), também às 19h30. As vagas são limitadas. Mais informações no (81) 3466-1066. As inscrições também podem ser feitas pela internet.

E então? Tá passando por dificuldades? Corra logo e se inscreva. #ficaadica

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