Acostume-se ao dólar alto

Dólar nas alturas. Crédito: Arte/DP

Dólar acima de R$ 1,90. E pode isso? Pode. O câmbio no Brasil é flutuante. Mas quem está para viajar para o exterior ou quer comprar algum produto importado não está gostando nada disso. Só que vai ter de se acostumar e dar um jeito de conviver a desvalorização do real. A tendência é a de que a moeda norte-americana siga em alta. Mas há um consolo. O Boletim Focus – que o Banco Central divulga toda segunda-feira com as previsões do mercado financeiro para o fim do ano – trouxe ontem o dólar fechando 2012 cotado a R$ 1,81. Menos mal. Ontem, a moeda norte-americana terminou o dia valendo R$ 1,92. Alta de mais de 20% em um ano.

Quem vai precisar da moeda para daqui a um mês, por exemplo, não tem muito o que fazer. O melhor é comprar agora. Se tiver um amigo ou conhecido que viajou há pouco tempo e comprou dólar em uma época melhor (e sobraram verdinhas), a alternativa pode ser tentar negociar um meio termo. Desta forma, os dois podem sair lucrando. “Se a viagem é no fim do ano, pode ir comprando aos pouquinhos e deixar uma reserva em real para usar quando tiver uma baixa maior”, diz Alexandre Jatobá, professor do departamento de Economia da Faculdade Boa Viagem (FBV). Outra dica do economista é não abusar do cartão de crédito lá fora.

Apesar de os gastos serem cobrados com a cotação do dólar comercial (mais baixa que a do dólar turismo, usado na hora em que o viajante compra a moeda em espécie), a fatura do cartão só chega um mês depois. E o real pode estar mais desvalorizado até lá. “A pessoa acaba virando refém do câmbio e pode ter de pagar um pouco mais”, lembra Jatobá. Outra coisa: o cartão de crédito tem a incidência do IOF (6,38%). Já quem ainda vai fechar o pacote deve lembrar que, quem compra com antecedência, consegue preços mais em conta. E isso não nada a ver com o dólar, mas com oferta e demanda mesmo. …Continue lendo…

Por isso o Obama quer a gente

MalaO Banco Central divulgou quanto os brasileiros que viajaram para o exterior gastaram em 2011. Foram US$ 21,2 bilhões.

Foi um crescimento de 29,2% na comparação com 2010, quando os brasileiros gastaram US$ 16,42 bilhões. Pra variar, foi um novo recorde da série histórica do BC, que começou a ser contabilizada em 1947.

É por estas e outras que o presidente Barack Obama quer cada vez mais brasileiros fazendo turismo (e gastando) nos States.

O apetite dos brasileiros lá fora aumentou no ano passado muito por conta dólar baixo. Vocês lembram, naturamente, que durante meses a moeda norte-americana estava bem em conta. Chegou a valer menos de R$ 1,60.

Tá certo que, depois que o dólar saiu da UTI e começou a se recuperar, a bola dos brasileiros baixou um pouquinho. Mas só um pouquinho. Os gastos de dezembro (US$ 1,76 bilhão) foram os maiores para este mês dentro da série histórica.

Outra coisa. O cartão de crédito respondeu por 60% dos pagamentos feitos pelos brasileiros no exterior no ano passado. A soma foi de US$ 12,67 bilhões. Alta de 24% na comparação com os US$ 10,16 bilhões de 2010.

Vamos ver como os US$ 21,2 bilhões foram os gastos mês a mês em 2011:

Janeiro………………………………………………… US$ 1,74 bilhão

Fevereiro………………………………. US$ 1,33 bilhão

Março………………………. US$ 1,02 bilhão

Abril…………………………………………………………..US$ 1,94 bilhão

Maio……………………………………….. US$ 1,66 bilhão

Junho……………………………………………….. US$ 1,85 bilhão

Julho…………………………………………………………………..US$ 2,19 bilhões

Agosto…………………………………………………… US$ 1,90 bilhão

Setembro………………………………………… US$ 1,77 bilhão

Outubro…………………………………………..US$ 1,72 bilhão

Novembro………………. US$ 1,56 bilhão

Dezembro……………………………………….. US$ 1,76 bilhão

Nas alturas

FogueteMedalha de ouro para o México. Medalha de prata para o Brasil. Medalha de bronze para o Chile.

Futebol? Vôlei? Tênis de mesa? Natação?

Errou quem pensou em algum esporte.

O pódio acima é dos países da América Latina que registraram a maior apreciação do dólar frente a suas moedas em 2011.

Um estudo divulgado hoje pela consultoria Economatica mostra que o dólar avançou 12,94% frente ao peso mexicano, 12,58 % com relação ao real e 10,98% na comparação com o peso chileno.

No quarto lugar ficou a Argentina, que viu o peso se desvalorizar 7,73% frente ao dólar no ano passado.

O estudo comparativo da Economatica levou em conta a valorização e a desvalorização do dólar nas sete maiores economias latino-americanas entre 1º de janeiro e 31 de dezembro do ano passado.

Curiosamente, no Peru e na Colômbia, as moedas locais ficaram mais valorizadas. O crescimento do sol peruano foi de 3,93%. Já a alta do peso colombiano foi de 3,50%.

Na Venezuela não mudou nada. O bolívar ficou estável. Também, qualquer mudança é controlada por Hugo Chávez…

O que esperar da economia para 2012

Bola de cristal

Mesmo sem querer, todo mundo acaba fazendo uma lista de resoluções ou desejos para o ano que começa. A presidente Dilma deve ter a dela. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também deve ter a dele. O mesmo vale para o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Claro que não são listas iguais. Mas alguns desejos devem ser bem parecidos. Que os países da Zona do Euro tomem jeito e resolvam a crise que assustou meio mundo em 2011. Que a economia dos Estados Unidos se recupere de vez. Que os brasileiros consumam, mas não se endividem muito. E a nossa economia volte a crescer com gosto, sem o fantasma da inflação.

É muito desejo para acontecer. E não existe bola de cristal calibrada o suficiente para mostrar como vai ser o que começa agora. Mas que ninguém se engane: 2012 promete ser movimentado até dizer basta. …Continue lendo…

Bolsa furada

Bolsa furada

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Investir na Bolsa de Valores é para quem tem coração forte. A frase é mais batida do que um purê de batata, mas é a pura verdade. Só mesmo sendo forte para ver o dinheiro sumindo e não ter um troço.

A consultoria Economática divulgou hoje um levantamento apontando o mercado de ações como o único investimento a dar prejuízo em 2011 entre seis aplicações.

Até ontem, o Ibovespa, principal índice das ações na Bolsa brasileira, acumulou um prejuízo de 18,43% em 2011. Se continuar neste patamar, será o terceiro pior ano desde o início do Plano Real.

Desde 1994, o pior resultado do Ibovespa aconteceu em 2008 – quando estourou a crise financeira internacional. Naquele ano, o índice registrou perdas de 41,22%. O segundo maior prejuízo foi em 1998, com queda de 33,46%.

Quem entende de mercado financeiro afirma, no entanto, que não há motivo para pânico. Faz parte do jogo. E há ações que vão muito bem, obrigado. Outra coisa: investir em ações é para o longo prazo. Coisa de, no mínimo, cinco anos. Agindo desta forma, dizem os especialistas, é impossível não ganhar na Bolsa.

Agora confira o ranking os investimentos divulgado pela Economática. O retorno é até 28 de dezembro.

1º. Ouro………………………………………………………………….. +16,46%

2º. Dólar Ptax Venda…………………………………. +11,84%

3º. CDI……………………………………………+11,50%

4º. Euro Real………………………….+8,64%

5º. Poupança…………………+7,50%

6º. Ibovespa…..-18,43%

Gangorra

Gangorra

Pense numa gangorra. É o dólar. A moeda norte-americana está num sobe-desce daqueles.

Depois daquela subida desesperada iniciada em setembro – quando chegou a bater em R$ 1,90 no dia 22 – o dólar começou a baixar.

Parecia que a calmaria viria para ficar. Mas a Grécia não deixou.

Hoje, a moeda fechou vendida a R$ 1,7419. Na semana, o dólar já acumula alta de 3,41%.

Gato assustadoDá só uma olhada nas cotações:

17/08……. R$ 1,5843

05/09…………… R$ 1,6505

15/09……………….. R$ 1,7089

20/09…………………… R$ 1,7908

22/09…………………………..R$ 1,9000

27/09………………….. R$ 1,8050

03/10…………………………R$ 1,8920

11/10……………….R$ 1,7595

28/10……………R$ 1,6844

03/11………………R$ 1,7419

Dólar conquista pódio na São Silvestre

Corrida

Vocês costumam assistir à corrida de São Silvestre (ou a outras corridas de rua)? O pódio vai até o quinto colocado. Pois aconteceu isso com o dólar em setembro.

De acordo com um levantamento divulgado hoje pela consultoria Economatica, a valorização do dólar no mês passado foi a quinta maior desde o início do Plano Real, em 1994.

16,83% foi a valorização da moeda norte-americana.

A consultoria usou como base o dólar ptax, que equivale à média das cotações do dia e fechou na última sexta-feira (30 de setembro) em R$ 1,8544.

Veja aqui o pódio completo:

Janeiro de 1999 (quando houve a maxidesvalorização do real): 64,08%

Setembro de 2002: 28,87%

Julho de 2002: 20,54%

Setembro de 2008 (mês da quebra do Lehman Brothers): 17,13%

Setembro de 2011: 16,83%

Detalhe que me chamou a atenção. Setembro aparece três vezes no pódio. E ainda falam mal de agosto.

Chat sobre o dólar, este maluco, hoje, às 14h30

Marcelo Barros

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Um colega meu que vai viajar em outubro já pensou até em fazer dança da chuva para ver se o dólar cai.

E você? Está acompanhando o sobe-e-desce da cotação da moeda norte-americana? Tem alguma dúvida? Quer saber o impacto disso na nossa economia ou no seu bolso?

Então fique a postos, hoje, a partir das 14h30. É que vai rolar no site do Diario de Pernambuco um chat com o economista Marcelo Barros sobre o dólar.

Marcelo é professor da Faculdade Boa Viagem e foi secretário de finanças do Recife.

Eu vou participar do chat. Participe também. Não se esqueça. É daqui a pouco, às 14h30!

Dólar pocotó

Corcel Negro

Post atualizado às 18h53

Quem achava que o dólar era um cavalo manco, bem ao estilo Calypso, enganou-se. O bicho está em disparada.

Ontem, o dólar comercial fechou com alta de 3,75%, vendido a R$ 1,85.

Hoje, na abertura do pregão da Bovespa, a moeda norte-americana chegou a ser vendida por R$ 1,94 (!!!!!).

A disparada do dólar pocotó só foi contida depois de o Banco Central fazer um coisa chamada “swap cambial reverso”. Nesta operação, o BC vende dólares ao mercado.

Com mais dinheiro no mercado, a cotação da moeda é pressionada para baixo. O Banco Central não fazia esta operação desde junho de 2009.

Mas não adiantou muito, aparentemente. O dólar encerrou o dia vendido a R$ 1,90, com alta de 2,26%. O maior valor desde setembro de 2009. Ui.

Os economistas continuam dizendo que esta cavalgada desenfreada do dólar não se sustenta e que, mais cedo ou mais tarde, a moeda voltará a baixar. Não para aquele patamar de R$ 1,55, obviamente. Mas para algo entre R$ 1,65 e R$ 1,75.

Será? Eu torço para que isso aconteça logo. Não vou mentir.

De qualquer forma, quem estiver preparando as malas para viajar para fora do país, cuidado com as compras com o cartão de crédito.

Além do IOF monstro de 6,38%, o pagamento é feito com a cotação do dia do fechamento da fatura. E se o dólar não baixar até lá, vai pesar bastante no bolso.

Já quem está pensando em comprar a passagem, talvez seja o caso de esperar um pouco para ver o rumo do dólar pocotó nas próximas semanas.

O que fazer (e não fazer) enquanto do dólar estiver em baixa

Dolar com olho roxo

Confiram as dicas:

Viagens internacionais

Os preços dos pacotes internacionais recuaram a ponto de chegarem próximos a alguns destinos locais. Os gastos lá fora com alimentação e hospedagem também estão mais em conta. E você ainda pode aproveitar para fazer compras

Importados

O real mais forte deixa os importados mais baratos. Comprar computadores, celulares e tablets está mais em conta. Mas a alta carga tributária ainda faz com que eles sejam mais caros que aqueles comprados no exterior

Intercâmbio

O momento é bom para quem pensa em fazer um intercâmbio no exterior. O programa de um mês nos Estados Unidos, com curso e hospedagem em casa de família sai a partir de US$ 1,6 mil. A passagem custa a partir de US$ 800

Então é Natal

Os supermercados aproveitaram a baixa do dólar para comprar uma grande leva de produtos importados. Vinho, bacalhau, frutas secas, nozes, damascos, avelãs e amêndoas devem ficar mais baratas por causa do real valorizado

Investimento

Comprar dólares para guardar embaixo do colchão ou investir em produtos atrelados à moeda norte-americana não é uma atitude recomendada por enquanto pelos especialistas. Se for para comprar, só se for viajar