O instituto norte-americano de pesquisas Pew Research Center colocou equipes em campo e perguntou, em 39 países, o que as pessoas achavam que iria acontecer com a sua situação econômica pessoal nos próximos 12 meses. Adivinha só onde está o povo mais otimista? No Brasil, claro.
Entre os entrevistados brasileiros, 88% disseram que a situação vai melhorar. Para 11%, a situação ficará na mesma. Só 1% disse que vai piorar. Será que o povo do governo Dilma leu esta pesquisa? A Nigéria registrou o segundo maior otimismo, com 77%. Curiosamente (ou não), a maior parte dos otimistas está nos países em desenvolvimentos ou pobres.
“As pessoas nas nações mais pobres tendem a ser mais otimistas em relação à própria situação econômica no futuro”, afirma o instituto. Entre os 14 países pobres, a média de otimismo ficou em 53%. Nos países emergentes, a melhoria econômica foi apontada por 52% dos entrevistados.
Entre as nações ricas, apenas 24% acham que a situação vai melhorar nos próximos 12 meses. Para 53% vai ficar na mesma. Já 20% acreditam que o negócio ficará ainda pior. Os reis do pessimismo são os gregos: 54% acreditam que a própria situação econômica vai piorar nos próximos 12 meses. Pudera…
Quando entrou no mercado brasileiro, em 2001, a Gol se vendia como a primeira companhia área do país low cost, low fare (baixo custo, baixa tarifa). No começo foi mesmo. Mas os anos se passaram, os custos subiram e as tarifas também. A empresa fechou 2012 com um prejuízo de R$ 1,51 bilhão, o dobro de 2011.
Para tentar reverter o preju, a Gol começou, de todas as formas, a cortar os gastos para aumentar os ganhos. Ano passado, a companhia institucionalizou a venda de milhas. No mês passado, confirmou que vai deixar de oferecer lanches gratuitos a bordo. Nem amendoim ou barrinha de cereal. Tudo será pago.
De graça só um copo d’água, se o passageiro pedir. A companhia justificou a decisão dizendo que um cardápio variado vai “atender diferentes perfis de consumidor, respeitando aqueles que optam por não consumir no voo e, consequentemente deixam de pagar o preço que antes era embutido no valor da passagem”.
Hum…Então quer dizer que os preços das passagens vão baixar? Vamos ver. Só promoção de fim de semana de vez em quando não vale. É preciso que haja a redução nas passagens comuns também. E sobre os lanches pagos, uma sugestão: que haja troco para quem quiser pagar em dinheiro e comida em estoque.
No ano passado, dei uma nota de R$ 20 para pagar por um lanche de R$ 15. Como os comissários não tinham troco, eu fiquei sem comer. E uma amiga me disse que uma conhecida quis comprar um sanduíche e a resposta da comissária foi: “Sinto muito. Só tínhamos um. E ele já foi vendido.” Como assim só tinham um?
A novidade agora, que saiu no G1, é que a empresa vai pagar bônus para pilotos e comissários em troca da redução do tempo de voo e redução nos atrasos, refletindo na economia de combustível. A ação começou em janeiro. Nos dois primeiros meses do ano, a economia ficou em R$ 4,6 milhões.
A meta da empresa é de uma economia mensal de R$ 1,9 milhão. Ou seja, o desempenho está acima da meta. Mas me pergunto se isso não pode colocar em risco a segurança dos voos. O G1 listou algumas das sugestões da Gol para que os pilotos economizem combustível:
* Reduzir a altitude de forma mais direta possível para o pouso
* Desligar um dos motores durante o taxiamento
* Deixar um dos reversos (freio) travado para pousar em pistas longas, usando os freios manuais
* Fazer rotas mais diretas
Medo das sugestões. O que é “reduzir a altitude de forma mais direta”? Embicar e descer como se não houvesse amanhã? A direção da empresa garantiu que não haverá problemas e que os voos serão monitoradados para evitar a atitudes anormais. Sei não, sei não…
Já tem gente comparando a Gol à irlandesa Ryanair, a rainha das companhias low cost, aquela mesma que inventou de cobrar do passageiro a ida ao banheiro e está pensando em fazer o povo viajar em pé. No ano passado, a imprensa europeia publicou vários casos de problemas com aviões da Ryanair.
Entre os casos relatados nas matérias havia pousos de emergência por falta de combustível (os aviões viajam com cota de querosene e ficam sem margem, se acontece algum desvio) e passageiros atendidos nas emergências por terem sido mordidos por insetos. A suspeita era de seriam pulgas (!!!!!!). Será que eles colocam Gilliard na trilha sonora dos voos?
Não tem pibinho, calor escaldante, seca ou mensalão que tire o otimismo do brasileiro. Continuamos sendo um povo que acredita.
A pesquisa “Barômetro Global de Otimismo”, realizada pelo Ibope Inteligência em parceria com a Win (Worldwide Independent Network of Market Researh), empresa de pesquisas de mercado, coloca o país em terceiro lugar, atrás apenas da Geórgia e do Azerbaijão.
A pesquisa foi feita com 55.817 entrevistados de 54 países. Entre os brasileiros, 57% disseram que acreditam que este ano será de prosperidade econômica. Os otimistas da Geórgia somaram 69% e no Azerbaijão foram 58%. A média mundial de otimismo ficou em 35%.
O levantamento também mostrou que os jovens entre 16 e 24 anos são os mais otimistas para 2013: 62%. Na divisão por classe social, os brasileiros das classes D e E se mostram mais confiantes na economia neste ano: 60%.
A pesquisa também trouxe um ranking com os pessimistas. Os portugueses lideram a lista da depressão, com 87% da população esperando dificuldade na economia em 2013. Depois vêm o Líbano (77%) e a França (70%).
Tá certo que o mundo não acabou. Mas o ano vai acabar. Não tem jeito: 2012 está nas últimas. Sem “o pibão grandão” que a presidente Dilma queria. Com o “pibinho” que o ministro Guido Mantega disse em junho ser uma “piada”. Com a inflação acima da meta do Banco Central mais uma vez e o governo anunciando pacotes de bondades para incentivar o povo a consumir. E a presidente Dilma defendendo-se dos rumores de que o Brasil poderia passar por um novo racionamento de energia.
A presidente, por sinal, deve ter pedido a Papai Noel doses generosas de bom humor para enfrentar as últimas semanas de 2012. Antes do bom humor chegar, Dilma ficou irritadíssima com a revista britânica The Economist, que pediu a exoneração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, por conta do frustrante resultado PIB do terceiro trimestre (crescimento de 0,8%). “Vocês não sabem que a situação deles é pior que a nossa? Pelo amor de Deus, (é pior) desde 2008.” Dilma está certa. O problema no Hemisfério Norte é sério.
Mas que o Mantega poderia chispar do governo, bem que poderia. Parece que nunca sabe de nada ou é sempre otimista além da conta (aquela velha síndrome de Pollyana). Anteontem – passado o Natal – a presidente levou na brincadeira a tiração de onda do blog beyondbrics, especializado em mercados emergentes. O blog é do jornal britânico Financial Times. O pessoal bolou um conto de Natal mostrando Dilma como uma rena chamada Roussolph (alusão a Rudolph, a rena do nariz vermelho). Já Mantega é um elfo chamado Guido.
No conto, o nariz vermelho já não faz mais sucesso e os chifres estão menores que os de David Camerolph (o primeiro-ministro inglês Cameron). Para quem não se lembra, a Inglaterra retomou o lugar de sexta economia mundial do Brasil. Guido, o elfo, é apresentado como um bobão. E Papai Noel ainda diz que Roussolph vai perder o lugar de representante da América Latina para Peña Nieto, presidente do México. “Vai querendo”, brincou Dilma quando foi questionada pelos jornalistas. Ela também disse que a “rena é bem engraçadinha”.
Ainda bem que a presidente ganhou bom humor de presente de Natal. Se a economia brasileira continuar em 2013 no ritmo de 2012, as piadinhas só tendem a aumentar. Mas os economistas dizem que a situação pode melhorar um pouco. E 2012 não foi de todo ruim, vamos combinar. Vimos os juros repetirem o bordão de Lula do “nunca antes na história deste país”. E o mercado de trabalho seguir firme. Melhor assim.
Mariana Gominho acompanha o blog de Economia há um tempão, antes mesmo de ter virado estagiária no caderno de Economia do Diario de Pernambuco, no ano passado. Hoje ela já está formada e é repórter de últimas notícias do Diario. Mas ainda conserva um “espírito econômico” (ainda bem). Por isso sugeriu fazer um textinho sobre a palestra do consultor financeiro Gustavo Cerbasi que assistiu na Feira do Empreendedor. Aceitei na hora. Confiram:
Administrador bom começa a organização em seu própio orçamento. Essa é a lição número 1 do consultor “pop” financeiro Gustavo Cerbasi, autor de “Casais inteligentes enriquecem juntos” e “O segredo dos casais inteligentes”. Em sua palestra na Feira do Empreendedor, ele apresentou dicas não só para a saúde financeira das empresas, mas também voltadas ao orçamento pessoal.
A base dos conselhos é a já conhecida, mas pouco praticada “gaste menos do que ganha”. E receita é salário mais rendimentos, como alugueis ou dividendos de ações, não o limite do cheque especial. No aperto, vale recorrer a trabalhos freelancers, pedir ajuda a parentes ou vender bens. O negócio é evitar os juros altos de operações bancárias como crédito pessoal.
Se precisar dar um corte nas despesas, preste atenção no que irá retirar. É aí que a “filosofia” de Cerbasi difere de economistas mais “pirangueiros”. É importante fazer sacrifícios, suspendendo por alguns meses a tv a cabo, cancelando assinaturas de revistas ou diminuindo o número de idas ao cinema. O que não pode, adverte o consultor, é zerar todo o lazer. “Se a pessoa para de fazer tudo que dá prazer, o resultado é infelicidade. Então, por mais endividada que esteja, irá se sentir desestimulada e uma hora não vai mais aguentar”, afirma ele, “por experiência própria”. Para não ficar no “oito ou oitenta”, separe uma fatia do que recebe, cerca de 10%, para esse segmento.
O sistema proposto é o dos “baldes”. Imagine três deles. Quando o primeiro enche, deságua no segundo, e o segundo no terceiro. O que significa cada um? “O primeiro são os gastos básicos, você tem que cumpri-los. É aluguel, escola, alimentação. O segundo são investimentos. É preciso reservar um pouco todo mês, tem que ter compromisso”, explica. E o último? “É o luxo. Financiamentos, viagens jantares e hobbies. O problema é diferenciar o conteúdo do primeiro e do terceiro.” Para ajudar: pergunte-se quais suas prioridades. O que faz a vida valer a pena?
Vale lembrar que, para impulsionar a si mesmo ou à família a guardar dinheiro, é preciso estabelecer metas claras e bem traçadas. Seja trocar o carro ou passar as férias na Disney, pesquise preços, modelo/cor, destino/datas… Colocando tudo no papel, fica mais fácil medir a evolução, “dando um gás” para todo mundo!
Casa Real
Harald V, rei da Noruega, nascido a 21 de Fevereiro de 1937
Sonja, rainha da Noruega, nascida a 4 de Julho de 1937
População
4.985.870 de habitantes em 1º de Janeiro de 2012
Área
385.186 km2
Unidade monetária
Coroa norueguesa, NOK
Expectativa de vida
83 anos (mulheres) e 79 anos (homens)
IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)
0,943 – 1º lugar
Participação do petróleo no PIB
19,8%
Lixo doméstico por habitante (em 2010)
424 kg
Reciclagem, inclusive reciclagem de energia, por habitante (em 2010)
343 kg
Top 5 dos nomes mais escolhidos para os recém-nascidos (em 2011)
Meninos: Emil, Lucas, Mathias, William, Magnus
Meninas: Emma, Nora, Sara, Sofie, Linnea
O esporte é o reflexo da economia de um país? Pode ser para os Estados Unidos. Ou para a China. Ou ainda para o Japão, a Alemanha, a Rússia. Eles estão entre as 15 maiores economias do mundo e entre os 15 maiores vencedores olímpicos. Os norte-americanos, claro, lideram disparadamente as duas listas. Apesar de ainda sentirem o impacto da crise de 2008, têm um PIB de US$ 15 trilhões e 934 medalhas douradas na estante (em um total de 2.304 medalhas na história dos Jogos Olímpicos).
A China está vivendo um crescimento econômico e olímpico sem igual. É a segunda economia do planeta – PIB de US$ 7,2 trilhões – e atual sétimo colocado no quadro de medalhas (163 de ouro e 386 no total). Desempenho garantido sobretudo às 51 douradas ganhas na Olimpíada realizada em casa, quatro anos atrás. Não custa lembrar que, para efeito de ranking, as medalhas de ouro contam mais que o total de medalhas conquistadas pelos atletas.
E o Brasil? Bem, o Brasil ultrapassou o Reino Unido e agora tem a sexta economia do mundo, com um PIB de quase US$ 2,5 trilhões. Coisa linda. De inflar o ego nacional. Sabe a posição do nosso país no ranking olímpico? Ocupamos o distante 37º lugar. Atrás, por exemplo, da Romênia (15º), da Bulgária (23º), da Nova Zelândia (30º), da Ucrânia (35º), do Quênia (36º). Será que a situação seria diferente se o país usasse um pouco mais desse PIB robusto para investir no esporte?
Certamente que sim. E o investimento não se refletiria apenas no acúmulo de medalhas (douradas, prateadas, bronzeadas). O esporte caminha de mãos dadas com a educação, com a saúde. Veríamos também números melhores no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que é medido pelas Nações Unidas e leva em conta expectativa de vida, anos na escola, expectativa de anos de estudo e PIB per capita. O Brasil fica em 84º lugar entre 187 países.
Daqui a quatro anos, a Olimpíada será aqui no país, no Rio de Janeiro. Que o dinheiro que o governo vai investir para melhorar nossa posição no ranking de medalhas possa ter efeito econômico e social. E que siga forte depois de 2016.
Agora se vocês me derem licença, vou ali ficar grudada em frente à TV assistindo aos Jogos Olímpicos de Londres. Vai, Brasil!
Muito boa a charge de Samuca publicada no Diario de Pernambuco. Infelizmente, por mais que o governo esteja tomando medidas para colocar fermento no nosso PIB, a receita não vem dando muito certo. O bolo queimou.
Hoje, o Banco Central divulgou o Boletim Focus, que traz a expectativa de analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia no ano. Agora está em 1,9%. Semana passada estava em 2,01%.
Foi a primeira vez que os analistas apontaram um crescimento abaixo dos 2% para 2012. Também foi décima queda seguida na previsão.
Será que o o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ainda vai continuar dizendo que a nossa economia vai crescer em 2012 mais do que os 2,7% de 2011?
A taxa básica de juros está em 8,5% ao ano, com previsão de baixar ainda mais até 2012 terminar. O ex-presidente Lula apertou a mão de Paulo Maluf – a quem tantas vezes chamou de ladrão – e disse que ele era aliado, quase um melhor amigo. O Corinthians está na final da Libertadores da América. Definitivamente, o Brasil não é mais o mesmo. Mas será que mudou mesmo tanto assim de uns 20 anos pra cá?
Na economia, sem dúvida alguma. Mesmo com a previsão de um “Pibinho” para 2012, quando todo mundo esperava um crescimento econômico mais robusto, estamos em melhor situação do que muito peixe graúdo por aí. Vemos que o brasileiro está se preocupando mais com a educação financeira, embora muitos ainda se deslumbrem com o consumo e vivam na corda bamba da inadimplência.
O que parece não ter mudado mesmo é a forma como fazemos política. O samba do petista doido para a escolha do candidato à Prefeitura do Recife não me deixa mentir. E o que dizer do xeque-mate do governador Eduardo Campos? Deixou os petistas se engalfinharem e depois lançou candidato próprio ao Palácio Capibaribe – Antônio Farias.
E não podemos nos esquecer, naturalmente, do aperto de mão mais comentado dos últimos dias (Lula x Maluf). Só falou mesmo o ex-presidente soltar o “nunca antes na história deste país”. Luiza Erundina fez o que dela se esperava (caiu fora) e foi execrada pelos defensores do petismo de resultados. Feios. Ah, e por aqui Jarbas Vasconcelos e Eduardo Campos estão fazendo as pazes. Pode isso, Arnaldo?
Tem mais emoção política rolando solta neste ano eleitoral. Exemplo? A troca de gentilezas entre duas “excelências” do nosso Congresso, o deputado federal Sílvio Costa (PTB-PE) e o senador Pedro Taques (PDT-MT) na CPI do Cachoeira. “Você é um m… Filho da p… Você é um m…”, disse o deputado boca suja pernambucano. “Vossa excelência não me meça pela sua régua”, retrucou o senador.
Pior é que vem mais chumbo grosso por aí. Em agosto tem julgamento do Mensalão. Sim, mudamos economicamente, mas não politicamente. Estamos em 2012. Em setembro, fará 20 anos que Fernando Collor deixou Brasília pela porta dos fundos, depois do impeachment. O mesmo Collor voltou a Brasília, como senador e, mais assustador, é aliado do governo petista.
Estamos em 2012, sim. Mas parece que estamos no Reino de Avilan. Sim, o reino fictício de Que rei sou eu?, novela de Cassiano Gabus Mendes que está sendo reprisada pelo canal Viva e continua tão atual quanto em 1989, quando passou pela primeira vez na TV. A trama traz maracutaias, conchavos e negociatas dos conselheiros da rainha. Tão parecido com o que a gente ainda vê no nosso reino político.
Em Que rei sou eu?, a Rainha Valentine bebe na mesma fonte de seus conselheiros políticos. Vamos torcer para que no “Reino do Brasil”, a rainha, isto é, a presidente Dilma consiga separar o joio do trigo. Vai ser difícil. Bem que podia aparecer um Jean Pierre para ajudar. Espero que a gente ainda consiga dizer nesta geração que não foi só a nossa economia que mudou pra melhor.
Cobri a 5ª edição da Expo Money Recife, que aconteceu terça e quarta-feira. Entre uma apuração e outra, bati um papo com o sempre simpático Augusto Sabóia, o homem que diz que você pode aprender a poupar colocando as moedas que recebe de troco num vidro de azeitona. Ele falou sobre educação financeira, economia e como comprar presentes que agradam os presenteados sem gastar os olhos da cara. Achei interessante colocar aqui porque está chegando o Dia dos Namorados, uma das datas mais importantes para o comércio. Os lojistas farão de tudo para ter o seu rico dinheirinho. Mas será mesmo que para provar o seu amor você tem de ficar endividado(a)? Sabóia acha que não. Concordo com ele.
Como fica a questão do orçamento com relação aos presentes?
Minha neta fez aniversário sexta-feira. Sabe o que ela ganhou?
Um beijo?
Ela ganhou um monte de coisa, ganhou Nintendo. Eu dei a ela uma corda de pular. Sabe do que ela gostou mais? Da corda. Brincou o dia inteiro. Eu gastei R$ 5.
Está barata a corda, heim?
Coloquei numa caixinha linda, cheia de rosa. Perfumei. Criança gosta disso. Ano passado eu dei uma cama elástica. Foi mais caro? Foi. Mas hoje os três netos brincam na cama elástica. Tem que fazer surpresa.
Dê outros exemplos de surpresas.
Estou levando para a minha filha, que mora na Alemanha e veio a passeio, umas bolsinhas de palha lá do Mercado de São José. Gastei R$ 50. Ela vai levar para dez amigas. Elas vão adorar.
É preciso ter criatividade.
Isso é fundamental. É a criação de valor. Ninguém sabe que você pegou o seu dinheiro, guardou e economizou.
Vale para o Dia dos Namorados?
Se o seu namorado gosta de tênis, óculos, você tem de comprar um diferente ou que não venda no Brasil. Tem promoção na Amazon. Se está sem dinheiro, compra um porta-retrato bonito e coloca uma foto que ele goste. Ou você também pode fazer o porta-retrato.