Alguns vídeos do Live Below the Line

Seguem três vídeos da campanha Live Below the Line, em inglês.

Este é o da campanha deste ano nos States:

Este é o da campanha na Austrália:

E este é mais antigo e tem o Hugh Jackman chamando o povo para participar, também na Austrália:

Ela vem aí. E agora é pra valer

Nova Nota de 100 dólaresÉ diferente. Mas não tão diferente assim. A nova nota de US$ 100 vai entrar em circulação em 8 de outubro, com um “pequeno” atraso de 32 meses. Era para os norte-americanos, turistas e afins terem contato com a nota desde fevereiro de 2011.

O Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, anunciou a data hoje. Disse que a demora foi por causa de “atrasos inesperados na produção”. Uma coisa tão Jânio Quadros e suas forças ocultas.

A nova nota terá mais elementos de segurança, como uma fita em 3D azul, com imagens de sinos e inscrições com o número 100. Elas mudam de uma para outra conforme o papel é inclinado. Também tem uma imagem de um sino que muda a cor de cobre para verde, conforme o manuseio da nota.

Praticamente uma nota de real, gente!

A nota que está em circulação hoje foi lançada em 1996. Segundo o FED, cerca de dois terços das notas de US$ 100 circulam fora dos Estados Unidos.

Se você guardou dólares para a viagem do ano que vem aos States, não precisa se preocupar. As notas antigas continuarão valendo. Ninguém precisa sair enlouquecidamente trocando pelas novas.

Em tempo: quem estampa a nota de US$ 100 é Benjamin Franklin, o herói da independência norte-americana.

Brasileiros turistando pelos States

Central ParkNão sei se os atentados em Boston terão algum impacto no turismo. Mas até antes deles, os brasileiros estavam bombando nas viagens para os Estados Unidos.

Segundo números divulgados pelo departamento de comércio norte-americano, os números de 2012 (ainda não oficialmente fechados) devem ter registrados 1,8 milhão de brazucas passeando na terra de Obama: 300 mil a mais que em 2011.

Alguma dúvida para os onde os brasileiros vão mais? A Big Apple recebe mais brasileiros. Nova York foi o destino escolhido por 816 mil no ano passado. Um aumento de 15% na comparação com 2011.

Em Miami foram 690 mil (9% a mais que em 2011). Apesar da quantidade menor que a de New York, New York, sustentamos um recorde em Miami: o do maior contingente de turistas entre todas as nacionalidades. Imigrante ilegal não conta, ok?

Ainda segundo o departamento de comércio norte-americano, só em Nova York os brasileiros gastaram em 2012 US$ 1,9 bilhão (R$ 3,6 bilhões). Só britânicos e canadenses gastaram mais.

Um outro dado – que não chega a causar surpresa – é que 95% dos brasileiros que visitam os States fazem compras.

Garçonete perde emprego por restaurante achá-la feia

Sandra Lupo 1A Hooters, maior rede da linha “breastaurants” (trocadilho com “breast”, seios em inglês, e “restaurants”), está no centro de uma polêmica nos Estados Unidos. E não é pelo tamanho dos “breasts” de suas atendentes.

Uma filial instalada no estado norte-americano do Missouri está sendo acausada de discriminação por uma ex-garçonete. Sandra Lupo, que trabalhou na rede por oito anos, processou a empresa depois de perder o emprego.

Segundo ela, a unidade teria alegado que ela ficou feia depois de fazer uma cirurgia para retirar um tumor benigno do cérebro. Sandra ficou com uma cicatriz e o cabelo mais curto.

Sandra Lupo 2-1A ex-garçonete contou ao site STL Today que, quando voltou da licença, teria sido obrigada pela direção a usar peruca, o que estava atrapalhando na cicatrização. Depois teve o horário de trabalho reduzido. Acabou forçada a se demitir. A situação, segundo ela, ficou insustentável.

Que coisa, não é?

A Hooters foi fundada em 1983. Hoje está em mais de 20 países, incluindo o Brasil (tem duas unidades em São Paulo).

* Com informações do Huffington Post

Dia das Bruxas de verdade

Sandy. Crédito: AFP PHOTO / NOAA Devem ter perguntado a São Pedro: “Doces ou travessuras?” Ele escolheu a segunda opção. E tratou de mandar Sandy para atazanar a vida dos norte-americanos bem na véspera do Halloween. Hoje, após a passagem do furacão que virou supertempestade, os moradores começam o processo de reconstrução. O prejuízo pode chegar a US$ 20 bilhões, segundo estimativa do simulador de desastres Eqecate.

A face mais visível dos estragos de Sandy é Nova York. A Big Apple que apareceu nos noticiários era bem diferente da movimentada metrópole que nunca dorme. A prefeitura decidiu adiar o tradicional desfile de Halloween pela primeira vez em 39 anos de história. A famosa maratona da cidade – da qual o nosso Marilson Gomes dos Santos é bicampeão – está marcada para o domingo. Mas pode não acontecer.

A paralisação das bolsas americanas faz com que deixassem de circular US$ 117,4 bilhões por dia, segundo levantamento da consultoria brasileira Economatica. Somente com a Apple, ação mais negociada dos States, deixaram de circular US$ 10,8 bilhões diários. Foi o primeiro fechamento dos mercados desde os atentados de 11 de setembro de 2001. As bolsas reabrem hoje.

Já o metrô só deve abrir na sexta-feira, deixando sem transporte aproximadamente cinco milhões de pessoas. Um último dado: cerca de oito milhões de residências ficaram sem eletricidade na manhã desta terça-feira no país. Em muitos lugares não há previsão de volta da luz.

Esse dado serve para a gente comparar com um “fenômeno” recente que aconteceu por aqui. Sandy, um furacão/tempestade, deixou 8 milhões de pessoas sem energia nos Estados Unidos. Um curto-circuito/falha humana no sistema elétrico interligado brasileiro deixou 53 milhões sem energia no Nordeste entre o fim da noite de quinta e a madrugada da sexta. A energia voltou quase quatro horas depois. Não tinha Sandy.

Nos States, o dia será literalmente das bruxas por causa de um fenômeno climático considerado raro. No Brasil, teremos um Dia das Bruxas sem tragédia, mas com a iminência de um novo apagão por falta de investimentos. É muita travessura nesse meu Brasil.

Yes, nós temos cachaça

Cachaça. Crédito: Renato Weil/EM/D.A PressYes, nós temos cachaça… cachaça pra dar e vender.

Ok, eu mudei um pouco a letra da música. Mas é por uma boa causa. É que o Ministério da Agricultura divulgou que, entre janeiro e junho, o país exportou 12,62% mais água que passarinho não bebe para os States. Resultado que deve melhorar ainda mais, já que em abril os Estados Unidos reconheceram que cachaça é cachaça e não brazilian rum.

O mercado ainda é pequeno. Em 2011, cerca de 90 empresas exportaram um total 9,8 milhões de litros de cachaça, totalizando US$ 17,3 milhões. Segundo o ministério, pouco mais de 10% desse total foi vendido para os States.

Entre os principais destinos estão Alemanha, Estados Unidos, Portugal e França.

Veja algumas curiosidades sobre a pinga:

* A primeira cachaça foi fabricada oficialmente de 1536

* A produção está concentrada em empresas familiares, regionais, e muitas de pequeno porte

* Estima-se que existam mais de 30 mil produtores e 4 mil marcas de cachaça no Brasil

* As microempresas correspondem a 99% do total de produtores

* Depois da cerveja, a cachaça é a segunda bebida alcoólica mais consumida

* São Paulo é o maior produtor de cachaça industrial. Minas Gerais é o Estado mais especializado na produção de cachaça artesanal

* O setor da cachaça é responsável pela geração de mais de 600 mil empregos diretos e indiretos

Já pensou em trabalhar nos States durante as férias?

Universal Studios. Sinval Neto/CB/D.A Press

Você, estudante universitário que terá férias no fim do ano (se a greve deixar), já sabe o que vai fazer no período de descanso? Que tal trabalhar no parque da Universal Studios em Orlando, lá nos States? Também há vagas em outras nove empresas norte-americanas: Hard Rock Café, Kalahari Resorts, Winn, Steak n Shake, Café Du Monde, Great Wolf Lodge (parque aquático), The Sumit at Snoqualmie, Windham Mountain Resort e a Whitetail Resort (as três últimas são estações de esqui).

A agência IE Intercambio vai selecionar os estudantes dentro da 14ª Feira de Contratação do programa Work Experience-Estados Unidos, que desde 1998 já enviou mais de 20 mil brasileiros para trabalhar por lá. Segundo a agência, as vagas são variadas. Operador das atrações de parque, venda de bilhetes, caixa, serviço de informações ao visitante, vendedor são algumas delas.

Não foi divulgado o valor do salário. Mas foi divulgado que, para concorrer, é preciso “ter entre 18 e 29 anos, inglês avançado, ser extrovertido e flexível para se adaptar a vida em outro país e estar disposto a conhecer uma nova cultura.”

As inscrições vão até o próximo dia 14 de Julho.

Os interessados devem se inscrever em uma das agências da IE Intercambio ou pelo site da empresa (novo.ieintercambio.com.br). Aqui em Pernambuco, a unidade da IE fica na Avenida Domingos Ferreira, 4060, Loja 12 – Empresarial Blue Tower – bairro de Boa Viagem, Recife. O telefone de lá é o (81) 3327-7518.

Quem for aprovado passará por uma segunda etapa de seleção, quando será entrevistado pessoalmente por representantes das empresas.

Além do Recife, a 14ª edição da Feira de Contratação do programa Work Experience vai acontecer no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Vitória, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis.

Confira as datas da feira:

15/07        Rio de Janeiro
16/07        Recife
18/07        São Paulo
21 e 22/07    Rio de Janeiro
14/08        Rio de Janeiro
19/08        Belo Horizonte
21/08        Vitória
23/08        Rio de Janeiro
26/08        Rio de Janeiro
1º/09        Salvador
15/09        Porto Alegre
17/09        Florianópolis
1º/10        Rio de Janeiro

Paparico

Obama na Disney. Crédito: AFP Photo/Jewel Samad

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Os Estados Unidos estão em crise. Eu sinto pena das pessoas. Mas não pude deixar de dar um sorriso de satisfação depois que o presidente Barack Obama anunciou, anteontem, o pacote de bondades para agilizar os vistos dos brasileiros que querem gastar rios de dinheiro nos States. Aposto que mais gente fez a mesma coisa.

Mudou muita coisa desde que Glória Perez contou a história de Sol, personagem de Deborah Secco, na novela America. Vocês lembram? Sol tentava de todo jeito entrar nos Estados Unidos. Como teve o visto negado várias vezes, acabou entrando na clandestinidade e se deu mal.

Hoje, menos de 5% dos vistos solicitados por brasileiros são negados. E conseguir o carimbo vai ficar mais rápido. O que mais me impressiona é que nem faz tanto tempo assim que a novela passou. Ela é de 2005. Acontece que, nos últimos sete anos, norte-americanos e brasileiros viveram coisas bem diferentes.

A crise internacional que estourou em 2008 lá mesmo na terra de Obama deixou os Estados Unidos na pior crise desde a depressão dos anos 1930. Aqui no Brasil a crise teve impacto, claro. Mas foi bem menor. A nova classe C cresceu e apareceu. O real ficou forte.

Gente que nunca tinha viajado para fora do país pegou o caminho do portão internacional pela primeira vez. E quem já viajava de vez em quando virou habitué no guichê das empresas aéreas. Com o dólar mais em conta, os Estados Unidos, que já eram a preferência de muitos, viraram o destino de outros tantos.

As estatísticas mais recentes divulgadas pelo Ministério do Turismo apontam que, em 2010, cerca de 1,1 milhão de turistas brasileiros desembarcaram em território norte-americano. E como gasta este povo. Em média, cada brasileiro gasta US$ 5 mil por viagem.

Ser muambeiro, ao que parece, não é mais condenável socialmente. É aceito e incentivado, vejam só. Um apetite como este em um ano de eleição levou até o presidente Obama a fazer piada com as próprias orelhas em plena Disney, lugar escolhido por ele para divulgar a novidade dos vistos.

“Quanto mais amigos recebemos, mais norte-americanos ganham empregos”, disse o presidente na cerimônia, que teve o castelo da Cinderela como pano de fundo. Quem diria. Agora querem a gente, querem o nosso dinheiro. É bem como o bordão de Mara Manzan em O Clone: “Cada mergulho é um flash.”

11/09

11 de setembro

Meus pais foram perguntados várias vezes onde estavam quando Kennedy foi assassinado ou quando Neil Armstrong deu aquele pequeno passo para o homem, mas um grande salto para humanidade. O assassinato de Kennedy ou o homem na lua da minha geração é o 11 de setembro de 2001, que amanhã completa dez anos. O que você estava fazendo quando os aviões bateram nas torres gêmeas?

Eu estava em fim de férias, em Florianópolis. Fui acordada por um telefonema. “Olha na TV. Um avião bateu num prédio nos Estados Unidos”. Era a Torre Norte do World Trade Center que tinha sido atingida. Depois veio o segundo avião e bateu na Torre Sul. Acompanhei as duas torres ardendo e depois o colapso de ambas. Fui para a rua. No mercado municipal não se falava em outra coisa, claro.

Mas o que mais me chamou a atenção foi um senhor. Ele não estava bêbado, mas não parava de dizer que os norte-americanos mereciam aquilo. Tenho certeza que muito mais gente que não era terrorista pensou a mesma coisa. Se soubessem o que aconteceria depois, aposto que não desejariam tanto mal. Os Estados Unidos mudaram para pior e levaram o resto do mundo com eles para baixo.

Só para começar, os atentados agravaram os efeitos do “estouro da bolha da internet” que tinha acontecido um ano antes. Os gastos dos consumidores tiveram a maior queda em 15 anos. Mais de 1 milhão de trabalhadores foram demitidos. Depois o grande cérebro que comandava os EUA na época, George W. Bush, iniciou a sua “Guerra ao Terror”.

Em quase dez anos de conflitos no Iraque, Afeganistão e Paquistão, os States já gastaram US$ 4,4 trilhões. Mais do que foi gasto durante toda a Segunda Guerra Mundial (US$ 4,1 trilhões). Internamente, o governo decidiu reduzir fortemente os juros para estimular o consumo da população. Funcionou. Mas com consequências terríveis. Os norte-americanos se jogaram nos financiamentos imobiliários.

O sistema financeiro tinha falhas. Fomos apresentados ao subprime. Em setembro de 2008, o Lehman Brothers quebrou, desencadeando a maior crise desde o crash de 1929. As economias da Europa e do Japão despencaram também. E voltaram a despencar nos últimos meses. Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha, Itália. Os países estão em maus lençóis. Parece letra de funk. Tá tudo dominado.

Nos EUA, as famílias devem hoje, em média, o equivalente a 115% da renda. Em 2000, a dívida correspondia a 75%. A taxa de desemprego, que durante anos oscilou entre 4% e 4,5%, agora está na casa dos 9%. Por birra política entre democratas e republicanos, o país quase deu calote da dívida pública. Anteontem, Barack Obama lançou um novo pacote para tirar a economia do marasmo.

Obama reconheceu o declínio da liderança econômica dos EUA no mundo. “Se dermos os incentivos corretos, a América vai ser a número 1 novamente”. Será? Pode ser que sim, pode ser que não. Mas neste mundo globalizado de hoje, melhor que todos estejam bem, para a gente não sentir nem marolinha, nem tsunami. Nem ser tratado como bicho na revista antes de conseguir embarcar em um avião.

Osama Bin Laden, que Alá não o tenha, deve estar rindo à toa.

11 de setembro 2

Post em duas partes: 1ª) Nos Estados Unidos da América

Warren BuffettPrimeiro foi o megainvestidor Warren Buffett, o terceiro homem mais rico do mundo, que publicou o artigo Parem de mimar os super-ricos no New York Times. Agora surgem outro ricaços norte-americanos falando nos jornais que topam, sim, pagar mais impostos.

Henry Bloch, presidente honorário da consultoria fiscal H&R Block e republicano de carteirinha, disse ao jornal britânico “Financial Times” que “não vai machucar os ricos se desfazerem de um pouco de dinheiro”.

Mark Zuckerberg, o criador do Facebook, já disse ao presidente Barack Obama, em abril, que não se importava em pagar mais impostos.

Barack Obama está numa espécie de cruzada contra a parte ultraconservadora do Congresso para tentar elevar os impostos dos mais ricos.

Será que ele vai conseguir? Espero que sim. O país está em crise e, quem ganha mais, pode dar uma contribuição maior. Pelo menos é o que eu penso.

Enquanto a gente aguarda o que vai acontecer por lá, fiquem com trechos do artigo de Buffett:

“No último ano, a minha conta fiscal – o imposto sobre rendimentos que paguei, tal como os impostos sobre salários pagos por mim e em meu nome – era de 6.938.744 dólares. Parece ser muito dinheiro, mas apenas foi 17,4% dos meus rendimentos tributáveis – e, na verdade, é uma percentagem menor do que foi paga por qualquer uma das outras 20 pessoas do meu escritório. As suas taxas de impostos estavam entre 33% e 41%”.

“Se você produz dinheiro com dinheiro, como alguns dos meus amigos mega-ricos, sua porcentagem pode ser um pouco menor que a minha. Mas se você ganha dinheiro com trabalho, sua porcentagem será certamente superior à minha – provavelmente, muito maior.”

“Enquanto as classes baixa e média lutam por nós no Afeganistão, e enquanto a maioria dos americanos luta para fazer face às despesas, nós, os mega ricos, continuamos a ter isenções fiscais extraordinárias”.

“Eu e meus amigos já fomos mimados por tempo suficiente pelos amigos-dos-milionários no Congresso. É hora de nosso governo levar a sério a divisão do sacrifício.”

Gato mimado

Gato de rico nos States