Já aconteceu a confraternização de fim de ano na sua empresa? Na minha editoria ela rolou na última segunda-feira e foi bem legal, como sempre. Como é um amigo secreto só nosso e não a festa oficial da empresa, todos relaxam bastante, falam um monte de besteira e ninguém morre de vergonha no dia seguinte. Mas quando a confraternização é a “da firma”, é preciso ter comedimento.
A vida continua, afinal. E a corporativa também. Melhor tentar evitar as gafes, sejam elas pequenos micos ou grandes King Kongs. A primeira coisa que os especialistas em recursos humanos e etiqueta corporativa falam é que o empregado não deve deixar de ir à festa nem de participar do amigo secreto. Por mais que você não curta ou ache uó, faça um esforço. Eles dizem que pega mal não participar.
Se houver um motivo pessoal forte – doença na família, por exemplo – tudo bem em não ir. Se o presente do amigo secreto tiver um valor mínimo e máximo estipulado, mantenha-se dentro do patamar. Não é porque você tirou o chefe que vai comprar um presente caríssimo. O nome disso é puxa-saquismo. Por outro lado, se comprar uma “lembrancinha” vai ganhar fama de pirangueiro.
Mesmo com os alertas, sempre tem alguém que se excede na descontração, no figurino e, principalmente, no consumo de álcool. A primeira coisa a fazer antes de ir para a festa é escolher corretamente a roupa. Da mesma forma que você não iria de longo ou terno e gravata a um churrasco, não pega muito bem se vestir como se fosse a um baile funk quando você é avisado (a) que o traje é “esporte fino”.
Na hora dos comes e bebes também é preciso moderação. Mesmo que a comida seja a melhor que você comeu na vida, não é para avançar feito um morto de fome. O mesmo vale para as bebidas. Quem não está acostumado, não deve sair provando tudo o que vê pela frente. Quem costuma beber não deve exagerar. Bebum inconveniente não rola. Nunca.
Você dança? Ótimo. Pode balançar o esqueleto. Só não precisa sensualizar na pista. É festa da firma e não balada. Por falar em sensualizar, se pintar um clima com o (a) colega, a recomendação é segurar o ímpeto pelo menos até o fim da festa. Um consultor me disse uma vez que soube de um casal flagrado fazendo “aquilo” na festa. Ele era casado e teve de se explicar para a mulher. Ela ficou com fama de p.
Já na hora da conversa, a dica é falar sobre amenidades. Mas o assunto tem de ser uma amenidade para todo mundo. Por isso, vale um aviso aos hipocondríacos: conversar horas sobre doenças pode até ser divertido para você, mas não para o seu interlocutor. E quando finalmente for mudar de assunto, nada de começar a falar mal do chefe ou dos colegas. Vai que eles resolvem aparecer bem atrás de você.




Você nunca foi à Oktober, em Blumenau? Está esperando o quê? Prepare-se para 2010. Se você gosta de um clima mais tranquilo, vá no meio da semana, como eu fiz. Se quer paquerar, beber, cair e levantar, pode ir com tudo no fim de semana.
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