Fuja do ami(c)o secreto

Mico Leão Dourado. Crédito: Daniel Ferreira/CB/D.A PressJá aconteceu a confraternização de fim de ano na sua empresa? Na minha editoria ela rolou na última segunda-feira e foi bem legal, como sempre. Como é um amigo secreto só nosso e não a festa oficial da empresa, todos relaxam bastante, falam um monte de besteira e ninguém morre de vergonha no dia seguinte. Mas quando a confraternização é a “da firma”, é preciso ter comedimento.

A vida continua, afinal. E a corporativa também. Melhor tentar evitar as gafes, sejam elas pequenos micos ou grandes King Kongs. A primeira coisa que os especialistas em recursos humanos e etiqueta corporativa falam é que o empregado não deve deixar de ir à festa nem de participar do amigo secreto. Por mais que você não curta ou ache uó, faça um esforço. Eles dizem que pega mal não participar.

Se houver um motivo pessoal forte – doença na família, por exemplo – tudo bem em não ir. Se o presente do amigo secreto tiver um valor mínimo e máximo estipulado, mantenha-se dentro do patamar. Não é porque você tirou o chefe que vai comprar um presente caríssimo. O nome disso é puxa-saquismo. Por outro lado, se comprar uma “lembrancinha” vai ganhar fama de pirangueiro.

Mesmo com os alertas, sempre tem alguém que se excede na descontração, no figurino e, principalmente, no consumo de álcool. A primeira coisa a fazer antes de ir para a festa é escolher corretamente a roupa. Da mesma forma que você não iria de longo ou terno e gravata a um churrasco, não pega muito bem se vestir como se fosse a um baile funk quando você é avisado (a) que o traje é “esporte fino”.

Na hora dos comes e bebes também é preciso moderação. Mesmo que a comida seja a melhor que você comeu na vida, não é para avançar feito um morto de fome. O mesmo vale para as bebidas. Quem não está acostumado, não deve sair provando tudo o que vê pela frente. Quem costuma beber não deve exagerar. Bebum inconveniente não rola. Nunca.

Você dança? Ótimo. Pode balançar o esqueleto. Só não precisa sensualizar na pista. É festa da firma e não balada. Por falar em sensualizar, se pintar um clima com o (a) colega, a recomendação é segurar o ímpeto pelo menos até o fim da festa. Um consultor me disse uma vez que soube de um casal flagrado fazendo “aquilo” na festa. Ele era casado e teve de se explicar para a mulher. Ela ficou com fama de p.

Já na hora da conversa, a dica é falar sobre amenidades. Mas o assunto tem de ser uma amenidade para todo mundo. Por isso, vale um aviso aos hipocondríacos:  conversar horas sobre doenças pode até ser divertido para você, mas não para o seu interlocutor. E quando finalmente for mudar de assunto, nada de começar a falar mal do chefe ou dos colegas. Vai que eles resolvem aparecer bem atrás de você.

Consórcio para viajar, estudar, fazer plástica…

Consórcio de serviços. Crédito: Embracon

Vale, vale tudo...

Em 1962, funcionários do Banco do Brasil queriam comprar um carro zero. Não tinham dinheiro. Inventaram, então, o consórcio. Quase 50 anos depois, os brasileiros estão conhecendo melhor uma modalidade que surgiu em 2009 e no primeiro trimestre de 2011 registrou um aumento de mais de 100%: o consórcio de serviços. Com ele dá para pagar os estudos, viajar, fazer a festa de 15 anos da filha, o casamento. Dá também para fazer cirurgia plástica, consertar os dentes e ficar se sentindo um astro (ou estrela) de Hollywood.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), 8.250 brasileiros estavam participando deste tipo de negócio em março, apenas na área de serviços. Em março de 2010 eram 4.035. Alta de 104,5%. O funcionamento é o mesmo de um consórcio de veículos ou imóveis. A pessoa participa de um grupo, pode ser contemplado por sorteio ou dando lances. Paga uma taxa de adesão e uma cota mensal. A “mensalidade” inclui o fundo de reserva, o seguro e a taxa de administração (remuneração da administradora pelos serviços prestados ao grupo). …Continue lendo…

And the Oscar goes to…

PorquinhoAmanhã tem cerimônia do Oscar. Independentemente de quem vai vencer, vemos toda aquela pompa e circunstância no tapete vermelho.

Mas o glamour não estará apenas nas roupas e joias. Estará presente também à mesa.

A Academia de Hollywood comprou 90 peças de presunto ibérico, ao custo de US$ 600 a peça.

Gastou, portanto, US$ 54 mil para servir a iguaria aos convidados do Governor’s Ball, o jantar oficial posterior à entrega dos prêmios.

A festa de fim de ano da empresa

festa de fim de ano da empresa

Você já foi para a confra da empresa deste fim de ano? Ainda não. Mas irá? E se você soubesse que a empresa decidiu cancelar a festa? Ficaria aliviado ou chateado?

A consultoria Robert Ralf, especializada em recrutamento de pessoal, fez uma pesquisa em 10 países (Brasil, Áustria, Bélgica, Dubai, França, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Suíça e Holanda) para saber a reação dos profissionais.

MicoSurpreendentemente (pelo menos pra mim), 61% dos brasileiros disseram que ficariam chateados se o evento fosse cancelado.

Para justificar a resposta, 41% apontaram a oportunidade de falar com pessoas com as quais no dia a dia do trabalho não conseguem conversar.

Já 35% disseram que a oportunidade que a empresa tem de recompensar os colaboradores pelo duro trabalho ao longo do ano é o principal benefício da festa.

Outros 12% afirmaram que a festa é positiva para a autoestima, enquanto 4% acreditam que os profissionais relaxam no encontro.

O problema, aí, é relaxar demais e passar um vexame daqueles. :-)

Oktoberfest (4) – Números

oktoberfest4Você nunca foi à Oktober, em Blumenau? Está esperando o quê? Prepare-se para 2010. Se você gosta de um clima mais tranquilo, vá no meio da semana, como eu fiz. Se quer paquerar, beber, cair e levantar, pode ir com tudo no fim de semana.

Que tal dar uma olhada em alguns números da festa?

* 102 mil pessoas participaram da primeira edição da Oktoberfest, em 1984

* 2 vezes a festa recebeu mais de 1 milhão de visitantes. Foi em 1988 e 1992

* 774.672 litros de chope foram consumidos em 1990. Até hoje é o recorde

* 10s78 é o recorde da competição do chope em metro. Ganha a disputa quem beber um metro de chope (600 ml) em menos tempo, sem babar ou tirar a tulipa gigante da boca

E não rolou a festa

A página do consumidor deste domingo do caderno de Economia traz uma matéria da colega Rosa Falcão sobre universitários que pagaram pela festa de formatura e levaram um calote da empresa contratada. O texto merece ser lido não apenas por aqueles que estão na universidade e sonham com o festão de fim de curso, mas por quem pensa em fazer uma festa de aniversário, o casamento, a festa das bodas de ouro dos pais.

dinheiro-voadorAqui está o início da matéria:

A realização do sonho da festa de formatura pode desmoronar de uma hora para outra. Foi o que aconteceu com a turma de 63 formandos do curso de Administração da Faculdade Santa Helena. Os universitários contrataram uma empresa especializada em eventos, pagaram cerca de R$ 70 mil para a organização da festa, e quando chegaram à igreja para a missa de ação de graças começou o pesadelo. A empresa sumiu e deixou os estudantes na mão. O golpe foi repetido com outros formandos da Maurício de Nassau, Faculdade Integrada de Pernambuco (Facipe) e Facho. A empresa Sttylu’s Eventos está sendo investigada pela Delegacia de Defraudações e Repreensão ao Estelionato, que a cada dia recebe mais queixas de universitários que pagaram antecipado e estão no prejuízo.

Leia o texto completo aqui.

Duas leitoras do Diario deixaram depoimentos no site, que reproduzo agora.

Eu e mais 60 formandos dos cursos de Web Designe e Recursos Humanos da Faculdade Marista também estamos enfrentando o mesmo problema. A festa até aconteceu, mas álbum e filmagem que é bom, até agora, nada” - Cássia

Infelizmente, por mais cuidado que se tome colhendo informações sobre idoneidade destas empresas, sempre o mesmo tipo de problema acontece. Aqui em São Paulo há pouco tempo um buffet conceituado teve o mesmo problema. Se faz necessário que a justiça seja mais energica com estes estelionatários coibindo novos golpes, pois além de levar o dinheiro das pessoas, leva também sonhos e alegrias em datas tão importantes” – Mari

Fuja do mico na festa da empresa

Troféu Mico de Ouro

Sua empresa já fez a festa de confraternização deste ano? Ainda não? Talvez esta matéria, publicada na edição de domingo do DP, sirva de alerta para você. Boa leitura.

Está aberta a temporada de confraternizações de fim de ano. E de constrangimentos, gafes, micos, gente querendo ir trabalhar com a cabeça enfiada em um saco no dia seguinte. Não tem jeito. Sempre tem alguém que acaba se excedendo na descontração, no figurino e, principalmente, no consumo de álcool. Tomara que desta vez não seja você. Tem gente que já ficou com o emprego ameaçado por causa do vexame na festa ou no amigo secreto da empresa.

“É normal às vezes algumas pessoas se excederem. Mas é preciso lembrar que a vida continua. Você estará entre gente do trabalho. Pode não pegar muito bem, trazer reflexos para a imagem, para o seu nome”, lembra Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.com.br, empresa de serviços on-line de recolocação profissional. Segundo ele, o melhor conselho que se pode dar a alguém nessa hora é “fazer tudo com comedimento” para fechar o ano com chave de ouro.

…Continue lendo…