Tudo escondido

O inferno são os outros

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Os sites de “gaia” on-line têm artifícios para que os traidores não sejam pegos com a boca na botija. Pelo menos enquanto a traição está apenas no computador.

Se o (a) chifrudo (a) chegar perto, um “botão de pânico” leva o usuário imediatamente a uma página neutra. Os sites também garatem que o usuário não deixa rastros (batom digital, como chamam) durante a navegação.

* Não entendeu o porquê deste post? Então leia os dois últimos. :-)

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“É gaia”

Gaia

Tem gente que acha a expressão acima o suprassumo da baixaria. É feia. Mas pode ser pior. A “gaia” pode estar na sua cabeça. Não é por nada, não. Mas os chifres podem estar mais próximos do que você imagina. É que começaram a pipocar na internet sites de adultério. Começa no virtual. Depois fica real.

Ficou besta? Eu também. Ontem mesmo chegou à redação do Diario de Pernambuco um press kit (material de divulgação para a imprensa) do portal Ashley Madison, que colocou a versão brasileira no ar agora em agosto. O Second Love e o Ohhtel são outros sites com versões nacionais.

“O que isso tem a ver com economia?”, perguntou uma amiga minha. Tudo. É a economia da traição bombando na web. O Ashley Madison já conta com 10 milhões de usuários em outros 14 países (EUA, Inglaterra, Canadá, Austrália, Alemanha, Suíça, Nova Zelândia, Áustria, Suécia, Irlanda, Espanha, Dinamarca, Finlândia e Noruega). Faturou em 2010 US$ 40 milhões. Espera faturar US$ 60 milhões neste ano.

Com o slogan “A vida é curta. Tenha um caso”, consegue um (a) novo (a) candidato (a) a traidor (a) a cada nove segundos! A meta do grupo é ter 500 mil usuários brasileiros em um prazo de um ano.

O fundador, Noel Biderman, aposta no potencial de traição do brasileiro. Segundo o material de divulgação do site, a escolha pelo nosso mercado foi feita com base em uma pesquisa sobre sexualidade na América Latina, realizada pelo Instituto Tendências Digitales. No universo dos 11 países pesquisados, o Brasil apresentou os maiores índices de infidelidade: 70,6% dos homens e 56,4% das mulheres disseram ter traído pelo menos uma vez na vida.

Vôte!

Se você está lendo o texto até agora porque pensa que eu vou colocar os endereços dos sites, pode tirar o cavalinho traidor da chuva. Posso até falar em “gaia”, mas não vou incentivar ninguém a sair colocando chifre por aí.