Noronha é aqui

Eu ainda não conheço Fernando de Noronha. Tenho bloqueio por causa das mabuias, as famosas lagartixas do arquipélago. Mas não estou aqui para falar de mabuias, claro. Um tempão atrás, fiquei besta quando soube que o litro da gasolina em Noronha custava R$ 3. Mas fazia sentido. Afinal, o custo é alto para levar o combustível a uma distância tão grande do continente, etc e tal.

Na última quarta-feira, descobrimos que Fernando de Noronha é aqui. E em boa parte do Brasil. Pipocaram notícias da gasolina sendo vendida perto dos R$ 3, por R$ 3 ou até acima desse valor país afora. Cortesia do aumento de 6,6% dado pela Petrobras nas refinarias naquele mesmo dia. E repassado no melhor estilo The Flash pelos donos de postos.

Apesar do número mágico (R$ 3), não dá para dizer que o aumento nos pegou de surpresa. O reajuste da gasolina era mais esperado do que peru em ceia de Natal. Era para ter rolado no primeiro semestre do ano passado. O governo mandou (mandou mesmo) a Petrobras segurar, apertar o cinto, jogar o prejuízo para debaixo do tapete. Tudo para não impactar a inflação de 2012.

Agora a presidente Dilma e o ministro Mantega, da Fazenda, devem ter dito para Graça Foster, presidente da Petrobras: “Minha filha, dê um aumentinho. Depois você aumenta o resto”. A Petrobras estava pedindo algo em torno de 15% para compensar a defasagem em relação aos preços internacionais. Outros aumentos virão, especialmente se o governo conseguir segurar a inflação nos próximos meses.

 

Loucura, loucura, loucura

Gasolina. Crédito: Son Salvador/EM/D.A PressBastou a Petrobras anunciar o reajuste no preço dos combustíveis (o que já era mais do que esperado) para os motoristas enlouquecerem.

Acabo de receber uma ligação anônima na redação do Diario de Pernambuco…Brincadeira, na verdade foi minha editora, Claudia Santos, dizendo que havia vários motoristas em um posto da Avenida Norte, Zona Norte do Recife, enchendo os tanques dos veículos.

Em outros postos da cidade – e do país – a mesma situação deve estar se repetindo.

Mas não custa chamar atenção para um detalhe: os reajustes 6,6% no preço da gasolina e de 5,4% no preço do óleo diesel, a partir da zero hora desta quarta, serão nas refinarias da Petrobras.

O repasse não é automático para as bombas. Para chegar aos postos primeiro as distribuidoras devem comprar o combustível mais caro da Petrobras.

Mas também não custa lembrar que o mercado de combustíveis no país é livre. Os postos colocam os preços que quiserem. Ao menos na teoria.

Ina, ina, ina…. a melhor é a gasolina

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Cadê o álcool barato que estava aqui? O gato comeu. E faz tempo. O novo boletim da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) aponta que não é vantagem para o bolso abastecer com etanol em nenhum estado brasileiro.

A conta é simples: se o preço do litro do álcool custar menos que 70% do preço do litro da gasolina, vale a pena encher o tanque com o etanol. Se for maior, pode colocar gasolina (se quiser economizar, claro).

O preço médio do álcool no país ficou em R$ 1,986 na semana passada. Já o litro da gasolina ficou em R$ 2,742, em média. A proporção foi de 72,73%.

Aqui em Pernambuco a proporção foi ainda mais alta: 75,59%. O litro da gasolina custava, em média, R$ 2,761 e o do álcool, R$ 2,087.

Álcool não pega mais ninguém

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Tadinho do etanol. Não pega mais ninguém. Com os preços praticados Brasil afora, o combustível que fez bombar a venda de carros flex não é atrativo em nenhum estado.

Aqui em Pernambuco, de acordo com o levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o litro foi vendido na semana passada por R$ 2,107, em média. O valor é 79,27% do preço médio da gasolina, que ficou em R$ 2,658.

E o etanol só é vantajoso quando o litro custa menos de 70% do preço do litro da gasolina. Se a proporção passa dessa margem, vale a pena encher o tanque com gasolina.

Ainda de acordo com a ANP, o preço médio do etanol subiu em 13 estados na semana. São Paulo tem o litro mais barato (R$ 1,869).  Roraima tem o mais caro (R$ 2,518).

No caso da gasolina, o Piauí tem o litro mais em conta (R$ 2,568). O mais caro está no Acre (R$ 3,126).

Só pode haver um

Highlander

Não é um filme, mas parece. O etanol, também conhecido como álcool combustível, deu uma de Highlander, o guerreiro imortal. “Só pode haver um”. Na comparação com a gasolina, só é vantagem abastecer com o produto em um único estado: Goiás.

Não custa lembrar que, para valer a pena, o litro do etanol deve custar até 70% do valor do litro da gasolina.

De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP),  o preço médio do etanol subiu em 15 estados na última semana. A média nacional foi de R$ 2,012. Já a gasolina baixou em 14 estados, ficando em R$ 2,744, na média.

Aqui em Pernambuco, ficou assim:

Litro do álcool: R$ 2,131

Litro da gasolina: R$ 2,582

Variação: 82%

Ou seja, abastecer com álcool em Pernambuco é perder dinheiro.

Afasta de mim este álcool, pai

Antes de qualquer coisa, o título do post não faz referência ao “álcool cachaça”, mas ao álcool combustível, também conhecido como etanol.

Segundo os dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), em apenas três estados o álcool é mais vantajoso para quem tem carro flex: Goiás, Mato Grosso e São Paulo.

Em todos os outros, incluindo Pernambuco, abastecer o carro com gasolina segue sendo mais em conta.

Não custa lembrar que, para o etanol seja vantajoso, o preço do litro deve custar até 70% do preço do litro da gasolina. Se fica acima desse percentual, a vantagem vai para a gasolina.

Aqui em Pernambuco, ainda segundo os dados da ANP, a relação está em 82%. O preço médio do litro de álcool está em R$ 2,187, enquanto o da gasolina custa R$ 2,637.

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Você já viu esta história antes.

Abastecendo a inflação

Bomba de combustível

Agora é oficial.

O álcool e a gasolina são os novos vilões da inflação.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje pelo IBGE, mostra que, em abril, a dulpa dinâmica foi responsável pela metade da inflação do mês.

O IPCA – que mede a inflação oficial do país – fechou abril em 0,77%. Deste total, 0,39% representam os aumentos da gasolina e do etanol.

Mês passado, a gasolina subiu 6,26%. O álcool teve aumento de 11,2%.

A subida foi maior que a registrada em março (1,97% para a gasolina e 10,78% para o álcool).

Querem ver mais números?

No ano, a alta acumulada da gasolina é 9,58%. Para o álcool a subida foi de impressionantes 31%.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, como não poderia deixar de fazer, garantiu que, agora em maio, a situação será diferente.

“A boa noticia é que em maio esses combustíveis já estão caindo, porque começou a safra e o preço ao produtor já caiu e [essa queda] logo mais chegará na bomba”, afirmou o ministro.

Como na comparação com março a inflação deu uma pequena desacelerada (de 0,79% para 0,77%), Mantega disse que tudo está controlado agora.

“O pior momento da inflação está passando. Em maio poderemos respirar”.

Mas, por via das dúvidas, talvez seja melhor não abandonar a bombinha de vez.

Gasolina ainda é a melhor opção

bomba-de-combustivelGasolina nas alturas. Mas o álcool está nas alturas das alturas. A empresa Ticket Car divulgou um levantamento sobre o preço dos dois combustíveis nos primeiros 15 dias de abril.

O preço do litro no país custou, em média, R$ 2,37. Valor 6% maior que o registrado em março. Já o valor médio da gasolina ficou em R$ 2,82.

O resultado do levantamento é que em nenhum lugar é vantagem abastecer com álcool.

O pessoal da Ticket Car pesquisa os preços em mais de dez mil postos credenciados à rede nos 26 estados e no Distrito Federal.

Vale lembrar que o álcool só é vantajoso em relação à gasolina se ele custar menos de 70% do valor da dita cuja.

O Espírito Santo é o estado com menor diferença entre gasolina e álcool: apenas 96,64% (R$ 2,870 da gasolina contra R$ 2,774 do álcool).

O Paraná ficou com a medalha de prata: 92,70% (R$ 2,875 da gasolina contra R$ 2,665 do álcool).

Aqui em Pernambuco o álcool custou 83,92% do preço da gasolina. Enquanto o litro da gasolina estava sendo vendido, em média, por R$ 2,823, o álcool estava custando R$ 2,369.

Hora de preparar o bolso

Charge Aumentos

Lá vem bronca...

Energia, água, ônibus, plano de saúde, remédio. Pode não parecer, mas eles têm uma coisa em comum. Têm seus preços administrados pelo governo. Ou seja, no fim das contas, é o setor público quem decide em quanto vai ficar o reajuste. Parece bom? Nem sempre. Em 2011, muitos destes serviços e produtos devem subir acima da inflação, que não será pequena. Segundo o Boletim Focus, publicado pelo Banco Central toda semana, o mercado anda projetando uma inflação de 5,66%.

Aviso importante: boa parte dos reajustes dos preços administrados se concentra no primeiro semestre. Os moradores da Região Metropolitana do Recife já tiveram o dissabor de encarar logo nos primeiros dias do ano um aumento médio de 8,66% nos preços das passagens de ônibus. O bilhete do anel A – pago por 80% dos passageiros – passou de R$ 1,85 para R$ 2. Situação pior viveu o pessoal de São Paulo, onde o reajuste chegou ao cabalístico 11,11%.

Em março, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) deve anunciar o reajuste para cerca de 20 mil apresentações de remédios. Ano passado, o aumento máximo ficou em 4,83%. Em 2011, o percentual deve ser maior. É que o reajuste leva em consideração o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) dos últimos 12 meses terminados em fevereiro. O IPCA é a inflação oficial do país, que fechou 2009 em 4,31% e 2010 em 5,91%, o maior nível em seis anos.

No fim de abril, os pernambucanos vão descobrir de quanto será a mudança nos valores das contas de luz. Em 2010, os consumidores comemoraram uma queda média de 8,7% na tarifa. A primeira desde que a Celpe foi privatizada, em 2000. A queda na conta de luz acabou ajudando a segurar a conta d’água. No fim do ano passado, a Compesa teve um reajuste autorizado de 5%. Mas a situação não deve se repetir em 2011.

“No ano passado, por conta da eleição, alguns aumentos foram represados. Mas agora a eleição já passou”, destaca o economista Josué Mussalém. Ele lembra que a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, em janeiro, previu que os reajustes da gasolina e gás de cozinha fiquem zerados em 2011.

“Mas isso não quer dizer que é o que vai acontecer. Estamos tendo uma crise no Egito, onde o Canal de Suez tem importância para a logística do transporte de petróleo entre o Oriente Médio e a Europa”, diz Mussalém. E a gente com isso? Bem, o problema é que os preços dos combustíveis no Brasil refletem em parte os preços internacionais do petróleo. Aí vai depender da Petrobras decidir o que vai fazer.

* Matéria publicada na edição de 08/02 do Diario de Pernambuco

Gasolina volta a ser a gostosona

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Com os preços do etanol (o popular álcool) nas alturas, a gasolina voltou a ser mais atraente para o bolso do consumidor.

Em outubro, a gasolina era mais vantajosa em 16 estados e no Distrito Federal, segundo levantamento da Ticket Car. Pernambuco é um dos estados onde é mais vantagem encher o tanque com gasolina.

Para saber qual é o combustível mais vantajoso é só dividir o valor do litro do álcool pela gasolina. Quando o resultado der abaixo de 0.70, ganha o etanol. Acima disso, vence a gasolina. Aqui no estado o resultado está em 0.72.