Brasileiro gastando os tubos com remédios: R$ 70 bilhões

RemédiosOs remédios vão ficar 6,31% mais caros. Isso você já viu nos portais. A autorização foi dada na manhã desta quinta-feira pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão formado por representantes de vários ministérios. O aumento foi maior que os 5,85% autorizados no ano passado.

Curiosamente, o Ibope Inteligência divulgou hoje também um levantamento mostrando quanto os brasileiros vão gastar neste ano com medicamentos. E não é pouca grana. A projeção da Pyxis Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado da empresa, é de R$ 70 bilhões.

O montante será 12% maior que o gasto em 2012. O gasto por brasileiro será de R$ 430,92. Como não poderia deixar de ser, a classe C responde pela maior fatia desse consumo. Os gastos serão de R$ 32 bilhões, 45% do total. A classe B deve gastar R$ 24 bilhões. Já a projeção para as classes D/E é de R$ 8,6 bilhões. E para a classe A é de R$ 6,6 bilhões.

Quer saber a projeção dos gastos por região? Não? Por quê? Vou dizer mesmo assim. Nem adianta chorar ou tomar um remédio de tarja preta.

Sudeste…………………………….R$ 36,7 bilhões………51,89%

Nordeste…………………R$ 12,8 bilhões………….18,13%

Sul…………………….R$ 11,6 bilhões………..16,47%

Centro-Oeste……R$ 5,7 bilhões……8,06%

Norte………..R$ 3,8 bilhões…….5,45%

8 erros que derrubam qualquer orçamento

Vivien Leigh como Scarlett O'HaraScarlett O’Hara – personagem de Vivien Leigh em E o vento levou… – levou (trocadilho inevitável) um dos foras mais famosos do cinema. Só que, autoconfiante que só ela, não se deixou abater pela decisão de Rhett Butler (Clark Gable) de abandoná-la, juntou os caquinhos e soltou um “amanhã é um novo dia” antes do the end. Ela pode não ter ido atrás de Rhett naquela hora. Mas a gente teve certeza de que iria depois. Na vida real, no entanto, o “deixar para amanhã” é o primeiro de oito erros clássicos capazes de derrubar a vida financeira de qualquer família.

O economista Luiz Maia, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco e coautor do blog Educação de Bolso, afirma que quem está com as finanças desorganizadas deve marcar logo uma data no calendário para o dia da virada. E cumprir de uma vez por todas o que prometeu para tantos amanhãs. “Organização é a palavra-chave de um orçamento controlado. É preciso sentar e fazer um controle dos gastos para estabelecer os limites”, lembra o especialista em educação financeira Álvaro Modernell.

Nesta análise inicial já dá para verificar o tamanho do rombo nas contas provocado pelos gastos invisíveis. São aqueles que estão lá, mas a gente esquece deles. Ou finge que não vê. Como o estacionamento do shopping, a pipoca do cinema, o cafezinho depois do almoço, as balinhas de canela. Luiz Maia tem uma sugestão para ajudar na contabilidade dos gastos invisíveis: deixar um valor em dinheiro na carteira (R$ 50, por exemplo) e usá-lo só para pagar essas despesas durante uma semana. Nada de cartão.

Por falar em cartão, “esquecer” as contas parceladas também é um erro clássico entre os problemáticos do orçamento. Especialmente quando na hora de comprar “são só 12 parcelas de R$ 29,90” ou algo parecido. O valor cabe no bolso. Mas uma montanha de prestações pode não caber. Pior ainda é considerar o limite do cheque especial como parte da renda. “Esse erro geralmente só é percebido quando a pessoa está na iminência de quebrar. O cheque especial serve para não deixar a conta descoberta em um caso de emergência. Não é normal usar todo mês”, afirma Maia.

Os erros na administração do orçamento acabam chegando, claro, à poupança. A falta de uma “reserva de emergência” pode se transformar num problemão. “Você precisa desse dinheiro quando surge alguma eventualidade. Senão vai ter de recorrer a um empréstimo e o dinheiro ficará mais escasso ainda”, afirma Álvaro Modernell. E se é para guardar, que a poupança não seja feita só quando o dinheiro sobrar. “Assim nunca vai sobrar. O ideal é separar uma parte do salário no dia em que recebe. Depende de cada caso. Mas 10% já é algo razoável.”

Quer saber outro erro na hora de investir? Não ter objetivos. Faça como Tim Maia e estabeleça motivos. Não para ir embora, mas para guardar dinheiro. Casa própria? Carro? Viagem? Aniversário de 15 anos da filha? Luiz Maia destaca que é importante também é estabelecer as metas de curto, médio e longo prazo e adequar os investimentos a eles. E durante as definições é imprescindível conversar com toda a família. Fazer tudo sozinho é o último dos oito erros e um dos mais graves. Melhor agir como os três mosqueteiros.

* Texto publicado na edição de 11/11 do Diario de Pernambuco

Dinheiro. Crédito: Fábio Cortez/DN/D.A Press

Ficar bem perto do ídolo custa mais

MadonnaExiste gosto para tudo. E preço também. Nos shows da turnê que a diva pop Madonna fará no Brasil em dezembro (Rio, São Paulo e Porto Alegre), os ingressos variavam entre R$ 170 e R$ 850. Variavam. Os mais caros, para as pistas premium, estão esgotados. Mais de 100 mil entradas já foram vendidas para as três apresentações programadas. Nas agências de viagem, a movimentação é intensa.

“Tenho uma cliente que já foi ver Madonna em Nova York há alguns anos. Irá de novo em setembro. Depois irá para o Rio de Janeiro (1º de dezembro) e está querendo ir para Buenos Aires (13 de dezembro)”, conta Fátima Bezerra, dona da WM Tours. Para o show da cantora em Nova York, o ingresso está saindo por US$ 300, a passagem custa a partir de US$ 1.480 e uma diária de hotel sai por US$ 250. …Continue lendo…

Não basta ser fã, tem que investir

Gilvania, fanática por Elvis. Crédito: Anaclarice Almeida

Foi um Deus nos acuda quando, depois tantos rumores, anunciaram que sir Paul McCartney faria mesmo shows no Recife. Fãs daqui e de todo o país não mediram esforços (nem reais) para estar no Arruda nos dias 21 e 22 de abril. A paulista Solange contabilizou naquele fim de semana o 15º e o 16º encontros com o ídolo. E estava com passagem marcada para o 17º. Foi assistir ao show de Florianópolis. O dinheiro? Seguindo uma tradição iniciada na década de 1990, ela passa o ano poupando para as “férias com Paul”. Loucura? Melhor não dizer isso para um fã de verdade. Para esses apaixonados não existem limites – incluindo o financeiro.

“As dívidas duram alguns meses, mas as boas lembranças duram para sempre”, resume a jornalista Gilvania Ferreira. Aos 38 anos, ela vive fazendo poupança para alimentar a paixão por Elvis Presley e pelos esportes. Calcula que já “investiu” uns R$ 50 mil em viagens, ingressos e produtos relacionados aos objetos do desejo. Foi a Memphis, terra de Elvis, em 2007. Naquele mesmo ano, assistiu a 42 eventos nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Tem cinco grandes prêmios de Fórmula 1 no currículo. Em agosto, Gilvania voltará aos Estados Unidos – o marido, Expedito, a tiracolo – para mais uma temporada “elvística” em Memphis. …Continue lendo…

O gasto do brasileiro com remédio

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Sua saúde é de ferro? Você raramente pega um resfriado? Gasto com remédio é uma coisa que nem pesa no seu bolso, portanto. Bom para você. Para muitos brasileiros, a realidade é bem diferente e os medicamentos entram na “cesta básica” com força.

Uma pesquisa divulgada hoje pelo Pyxis Consumo, do Ibope, aponta que, em 2012, cada brasileiro deverá gastar, em média, R$ 386,43 em medicamentos.

Segundo o levantamento, no total, o comércio de medicamentos deve movimentar R$ 63 bilhões neste ano. Crescimento de 13% em relação a 2011.

Sem surpresas, a classe C será a protagonista do gasto com medicamento também, consumindo o equivalente a R$ 27 bilhões.Depois vem a classe B, com R$ 23 bilhões. As compras da classe A devem chegar a R$ 6,55 bilhões.

Quer saber como ficou a estimativa por região? Então veja aí:

Sudeste………………………………….51,50%
Nordeste……………………17,5%
Sul…………………………17,35%
Centro-Oeste…..8,14%
Norte…..5,51%

Quem disse que carro é investimento?

Chave de carro

Os engarrafamentos são constantes. As condições das ruas e estradas, sofríveis. Ainda assim, muitos brasileiros não tiram da cabeça o pensamento de ter um carro na garagem. Para isso, basta juntar a grana ou financiar o veículo em suaves prestações. Este pensamento não poderia estar mais errado. O preço para levar o carro para casa – à vista ou financiado – é apenas um dos custos que este “novo membro da família” dará ao feliz proprietário.

Não dá para ter ilusões. O filho/carro terá de ser alimentado (combustível) e limpo (lavagem). Também deverá ter um plano de saúde (seguro), ir ao médico (manutenção) regularmente. Sem contar as emergências que podem acontecer no dia a dia (um pneu furado, por exemplo). É por estas e outras que um carro popular pode custar ao proprietário cerca de R$ 10 mil por ano. Sem contar o valor da compra/financiamento.

“Há um conjunto de despesas que deve ser calculado. É preciso colocar isso numa perspectiva anual, mas também prever uma despesa fixa no mês com o carro”, explica o professor de economia da Faculdade Boa Viagem Marcelo Barros. Uma das despesas está dando as caras justamente agora: o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Aqui no estado, os automóveis de passeio usados com até 15 anos pagam uma alíquota de 2,5% sobre o valor de mercado (valor venal).

Exemplo: um Palio ELX Flex/2010 vai pagar R$ 551,17 com o IPVA. A primeira cota ou cota única vence em março. As outras duas cotas vencem em abril e maio. Quem opta por pagar em apenas uma parcela tem um desconto de 5%. “Quem atrasa o pagamento tem um acréscimo de 0,25% ao dia. Com 60 dias chega a 15%. A cada mês, além a multa, tem o acréscimo da Selic”, diz Júlio Lóssio, gerente de veículos e IPVA da Secretaria da Fazenda.

O educador financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro Livre-se das dívidas, lembra que, antes de sair com o veículo da concessionária, é necessário fazer o seguro. Mas é preciso pesquisar entre as seguradoras, já que há uma grande flutuação nos preços. O valor vai depender do modelo do carro, da idade, se o motorista é homem ou mulher (mulheres pagam menos). Outro item que representa um custo alto é o combustível, lembra Domingos.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do litro da gasolina no Recife é de R$ 2,61. O motorista de um carro com tanque de 40 litros gastará R$ 104,40 para abastecê-lo. Se usar dois tanques por mês, serão R$ 208,80. No ano, o gasto médio com gasolina será de R$ 2.505,60. Assustou? Pois é. Outra despesa que deve ser contabilizada é com o estacionamento. Quatro horas em um shopping saem, em média, por R$ 5.

“Também é preciso contabilizar o custo das revisões. Isso dá para ver já na concessionária ao levar o carro. Mas há uma coisa que pouca gente leva em conta, que é a depreciação do veículo”, lembra Marcelo Barros. Após o primeiro ano de compra, a desvalorização pode variar de 9,7% a 25,5%, dependendo do modelo. O levantamento foi feito pela Agência AutoInforme/Molicar. O Celta é o que menos sofre depreciação. Ainda assim, são quase 10% a menos de valor por ano.

Barros também reforça que, justamente por conta da depreciação, não dá para pensar no carro como um investimento. Ele é um bem de consumo que bem usado e com planejamento pode dar muitas felicidades para a família. “É diferente de um imóvel, que se deprecia numa velocidade muito menor à valorização. No caso do carro a velocidade é inversa.” Por isso, é importante também que a pessoa já vá fazendo uma reserva financeira para usar na hora de trocar o veículo.

Matéria publicada na edição de 27/02 do Diario de Pernambuco

O gasto do brasileiro com material escolar

Material escolar

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As aulas já começaram. Mas tem pai e mãe que não comprou todo o material escolar do filho. Ou filhos. Até porque a compra pode ser dividida por semestre, segundo os órgãos de defesa do consumidor.

Você já comprou tudo? Achou os preços pela hora da morte? Colocou na ponta do lápis o quanto gastou ou deve gastar até o fim do ano com o material escolar?

O Ibope Inteligência fez as contas. Segundo o levantamento, os brasileiros vão gastar R$ 6,1 bilhões com material neste ano. Um valor 13% superior ao contabilizado no ano passado.

Em média, cada brasileiro deve gastar R$ 37,67. Achou pouco? Preste atenção. É cada brasileiro. Eu, que não tenho filhos, também estou na conta.

No ano passado, o gasto médio do brasileiro com itens como folha sulfite, caderno, livros, canetas, lápis, mochilas, fichários – entre outros – foi de R$ 33.

Vamos ver como ficam os gastos por nível de renda:

Classe B…………..R$ 2,5 bilhões
Classe C…………..R$ 2,4 bilhões
Classe A…………..R$ 607 milhões
Classes DE……….R$ 509 milhões

Não é de borracha, minha gente

Postes

R$ 900 mil.

Sabe que dinheiro é este? Foi o dinheiro que a Celpe gastou em 2011 para substituir os 1.447 postes que foram avariados em decorrência de colisões de veículos.

Segundo a Celpe, o número de ocorrências foi 42% maior que o registrado em 2010.

Tudo bem que tem um monte de gente que não nutre simpatia pela Companhia Energética de Pernambuco. Mas antes de sair dizendo “e daí? tem mais é que trocar mesmo”, que tal refletir um pouco sobre como estamos dirigindo?

Acho que mal, muito mal. Um colega aqui da redação do Diario sofreu uma batida ontem. A motorista deixou o carro e disse que ele não se preocupasse, que aquela era a sexta batida dela. Estava acostumada, portanto. Oi?

Voltando às trocas dos postes, cada uma dura, em média, de três a seis horas. Isso dá 6.600 horas de interrupção no fornecimento de energia.

Tem outra coisa que nem todo mundo sabe. Apesar de a Celpe executar a reposição do poste avariado, quem tem de pagar depois pelo serviço é o responsável pelo acidente. Isso está no artigo 927 do Código Civil Brasileiro. Quem não quiser pagar tem de se resolver com a Celpe na Justiça. O custo de uma troca de poste sai, em média, por R$ 3 mil.

Melhor pensar duas vezes antes de agir como um corredor de Fórmula 1.

Por isso o Obama quer a gente

MalaO Banco Central divulgou quanto os brasileiros que viajaram para o exterior gastaram em 2011. Foram US$ 21,2 bilhões.

Foi um crescimento de 29,2% na comparação com 2010, quando os brasileiros gastaram US$ 16,42 bilhões. Pra variar, foi um novo recorde da série histórica do BC, que começou a ser contabilizada em 1947.

É por estas e outras que o presidente Barack Obama quer cada vez mais brasileiros fazendo turismo (e gastando) nos States.

O apetite dos brasileiros lá fora aumentou no ano passado muito por conta dólar baixo. Vocês lembram, naturamente, que durante meses a moeda norte-americana estava bem em conta. Chegou a valer menos de R$ 1,60.

Tá certo que, depois que o dólar saiu da UTI e começou a se recuperar, a bola dos brasileiros baixou um pouquinho. Mas só um pouquinho. Os gastos de dezembro (US$ 1,76 bilhão) foram os maiores para este mês dentro da série histórica.

Outra coisa. O cartão de crédito respondeu por 60% dos pagamentos feitos pelos brasileiros no exterior no ano passado. A soma foi de US$ 12,67 bilhões. Alta de 24% na comparação com os US$ 10,16 bilhões de 2010.

Vamos ver como os US$ 21,2 bilhões foram os gastos mês a mês em 2011:

Janeiro………………………………………………… US$ 1,74 bilhão

Fevereiro………………………………. US$ 1,33 bilhão

Março………………………. US$ 1,02 bilhão

Abril…………………………………………………………..US$ 1,94 bilhão

Maio……………………………………….. US$ 1,66 bilhão

Junho……………………………………………….. US$ 1,85 bilhão

Julho…………………………………………………………………..US$ 2,19 bilhões

Agosto…………………………………………………… US$ 1,90 bilhão

Setembro………………………………………… US$ 1,77 bilhão

Outubro…………………………………………..US$ 1,72 bilhão

Novembro………………. US$ 1,56 bilhão

Dezembro……………………………………….. US$ 1,76 bilhão

Previsões e preocupações

Bola de cristal

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A pesquisa da Western Union/Wakefield Research aponta também que, em média, os brasileiros gastarão R$ 792 em presentes neste ano. Isso tudo?

Ainda de acordo com o levantamento, 77% dos brasileiros planejam fazer um orçamento para os gastos de fim de ano. Isso é bom. Mas 54% acreditam que podem acabar estourando o orçamento. Isso é ruim.

O pior é que deve acontecer mesmo, já que, no ano passado, 63% dos consumidores gastaram mais do que tinham previsto inicialmente.

Se alguma coisa pode servir de alento, a pesquisa mostra que 76% dos brasileiros estão fazendo sacrifícios para chegar no fim de 2011 com o orçamento equilibrado. Estão cortando despesas com refeições fora de casa (39%), diversão (34%) e roupas (31%).

O estudo feito com os 500 brasileiros também mapeou as principais preocupações deles no fim do ano. Vamos ver quais são:

Gastar mais do que deve durante as festas…………………………………………27%
Visitas à família………………………………………………………………………26%
Encontrar o presente perfeito………………………………………13%
Compromissos de trabalho…………………………………….11%
Realização de uma festa de confraternização……7%