Lições vikings (dia 3) – Pequenas empresas, grandes realizações

A economia de Pernambuco está mudando. A instalação do Estaleiro Atlântico Sul e da Refinaria Abreu e Lima iniciou o desenvolvimento dos polos naval e petroquímico no estado e abriu espaço para a chegada de mais empresas. Outras também sonham em fazer parte desta mudança, tornando-se fornecedoras de produtos e serviços. Muitas delas são pequenas. Todas precisam se enquadrar às exigências do mercado. É difícil? Ninguém diz que não é. Mas é possível. Na Noruega, os setores naval e de óleo e gás têm exemplos de sobra de que os pequenos também podem brilhar. Os empreendedores pernambucanos podem (e devem) aprender com as histórias deles, contadas no terceiro dia da série Lições vikings.

Estaleiro STX

Bergen e Ålesund – Sonda, microfone subaquático, guindaste, equipamento para armazenar boia de contenção. Definitivamente, não são produtos que a gente encontra no dia a dia. Alimentam a indústria naval e de petróleo e gás da Noruega. Podem ser fabricados por grandes companhias. Ou então por menores. Elas não são menos capazes que as gigantes. Mas podem ser mais criativas. E são. Por isso, seus equipamentos e serviços estão presentes em navios, plataformas e no fundo do mar.

Na ClampOn, com sede em Bergen, o visitante que pergunta como a empresa começou é apresentado à fotografia de um banheiro entupido. “O encanador pediu US$ 500 (R$ 880) e nós não tínhamos. Fomos em frente assim mesmo”, conta o gerente de vendas da companhia, Jarl Gill. O início da empresa foi em 1994. Eram sete empregados, um pequeno galpão e muita vontade de acertar. Acertaram. …Continue lendo…

Nem só de bacalhau vive o homem

Bacalhau de AlesundBacalhau de Alesund 2

Ålesund – Ålesund é a cidade principal da região de Sunnmøre, que é formada por dez cidades. Depois de muito procurar, eu achei o bacalhau, que fez a fama do município no passado. Ele estava pendurado como decoração em um hotel. Assim como este latão para exportação.

Mas quem foi que disse que a região vive só da fama do peixão famoso? De jeito nenhum. Aqui, o que bomba mesmo agora é a indústria naval.

Rolls-Royce Marine e Ulstein Group são duas potências de cá. Hoje, o grupo de jornalistas que está visitando a Noruega à convite da Innovation Norway foi até um dos estaleiros da Ulstein.

A visita foi rapidinha, mas valeu. É sempre legal ver um navio em construção. Detalhe bizarro: o nome do navio é Oceanic. Lembrei de Lost na hora. Quem nos acompanhou foi um dos gerentes de projetos do estaleiro. Nome: Roar Riise. Como assim Roar? Vai ver que é nome viking. Roarrrrrrr

Enfim, Roar explicou como é a construção. Disse que cerca de 200 pessoas trabalham para cumprir o cronograma, que prevê a entrega em julho. Ah, o navio não é um petroleiro, como os que o Estaleiro Atlântico Sul está construindo em Suape. É chamado barco de apoio para a extração de petróleo. Tem sistemas bem elaborados e é caro pra dedéu.

Nosso guia foi simpático (no estilo norueguês, obviamente) e, no final, desejou sorte à nossa Seleção na Copa do Mundo.

“Acho que vocês vão precisar”, ele disse.

Taí, Roarrrrrr. Concordo com você.

Navio Oceanic

Chance de emprego agora vem do mar

Capa Indústria NavalA manchete do Diario de Pernambuco deste domingo é sobre o potencial de geração de empregos da indústria naval. A colega Rosa Falcão mostra como está a situação aqui no estado. Também aponta a necessidade de se investir ainda mais na mão de obra que vai construir e operar os navios que saem de Suape. Vou colocar o início da matéria e, abaixo, os links para todos os textos.

A rota do emprego aponta para o mar. O crescimento econômico alavancou a indústria naval e de offshore com oportunidades para os trabalhadores. São duas frentes. Na terra: a construção de navios, plataformas de petróleo e sondas nos estaleiros demandam uma gama de profissionais especializados de nível técnico e superior. No mar: a chegada das 49 novas embarcações da primeira etapa do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Transpetro vai exigir a formação de pessoal náutico para operar os navios. Em Pernambuco, o ponto de partida é o suezmax João Cândido, construído no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Suape. Quando singrar mares em agosto, o primeiro petroleiro genuinamente pernambucano abre fronteiras para a consolidação de um novo mercado de trabalho no estado. Um potencial de 48,7 mil empregos diretos e indiretos nos próximos cinco anos.

Leia a reportagem completa aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.