Um ano poupançudo

porco-sorrindoMesmo com a queda nos rendimentos da poupança, a velha caderneta fechou 2012 com uma captação recorde. Foram R$ 49,2 bilhões a mais em depósitos na comparação com as retiradas, segundo divulgou nesta segunda-feira o Banco Central.

Foram mais de R$ 10 bilhões a mais que o antigo recorde, de 2010 (R$ 38,6 bilhões). A poupança terminou o ano passado com um volume total de recursos de R$ 496 bilhões.

A explicação dada pelos economistas para o “fenômeno” foi o aumento do emprego e da renda no país. E geralmente quem começa a ter um dinheirinho extra começa a investir na poupança. Por isso ela é chamada de aplicação de “entrada”.

Para esse pessoal, as mudanças na rentabilidade pouco influenciaram no investimento. O dinheiro depositado a partir de 4 de maio rende o equivalente a 70% da Selic mais Taxa Referencial (hoje zerada). Essa regra vale sempre que a taxa básica de juros, definida pelo Banco Central, atingir 8,5% ao ano. Hoje, ela está em 7,25%.

Vale reforçar que a poupança é isenta do Imposto de Renda. Os recursos podem ser retirados a qualquer momento, sem bronca.

Aposta dourada para o seu investimento

Ovos de ouro“Inshalá! Muito ouro!” Dez anos atrás, a menina Khadija, da novela O clone, só queria saber de casar com um homem e rico e ter muito ouro. Podia não ser uma aspiração lá muito feminista. Mas ela estava no caminho certo. Ao menos no que diz respeito ao ouro como porto seguro. É assim desde que o mundo é mundo. E as barrinhas douradas são ainda mais cobiçadas em momentos de crise, já que podem ser trocadas em qualquer lugar do mundo. Elas têm atraído cada vez mais os pequenos investidores. Mas será que vale a pena mesmo?

“É uma boa opção, sim. Hoje em dia, você tem aquelas distribuidoras que vendem quantidades pequenas, múltiplos de grama. Isso ficou muito acessível para o pequeno investidor”, afirma o consultor Conrado Navarro, autor do livro Vamos falar de dinheiro? e fundador da empresa Dinheirama, especializada em educação financeira. A possibilidade de comprar ouro em pequenas quantidades – de 1 a 250 gramas – e receber o metal em casa existe desde abril de 2010, quando foi publicada a Instrução Normativa nº 1.022, da Receita Federal.

Em compras de até R$ 20 mil não é preciso pagar Imposto de Renda, apenas 1% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) quando o negócio é fechado. As empresas são regulamentadas, com registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em pequenas quantidades, o que o investidor recebe em casa é parecido com cartão de crédito. No espaço do “chip” vem o ouro. Se for uma quantidade maior, muda a embalagem. Mas do tamanho que for, ela não chegará com o nome “ouro” estampado no pacote.

A OM Grupo, por exemplo, já conta com 30 mil pequenos investidores castrados. E o número cresce cerca de 60% ao ano. O diretor da empresa, Roselito Soares, reforça que “sempre quando se tem insegurança econômica, todo mundo quer comprar ouro, e isso é muito bom pra quem já o tem em mãos”. Conrado Navarro chama atenção, no entanto, para o motivo do investimento. “O pequeno não pode pensar em comprar ouro para especular. Ele é um fator de proteção do investimento. Se precisar se desfazer algum dia, a pessoa levanta o dinheiro e resolve os problemas.”

A sugestão dele é investir algo em torno de 5% das reservas financeiras. Mas primeiro é para respeitar a ordem dos fatores, isto é, ter investimento em renda fixa e, no caso do longo prazo, ações ou fundo de renda variável. Só então viria o ouro. Mesmo quem não caiu na tentação de investir em ouro pensando apenas em ganhar dinheiro está pra lá de feliz. Entre janeiro e outubro, o metal teve valorização de 18,63%. O dólar subiu 8,61% no mesmo período. A Bolsa teve variação de apenas 0,55%. O ano está dourado.

* Matéria publicada no Diario de Pernambuco de 25/11

O 13º vem aí. Sabe o que vai fazer com ele?

Dinheiro do décimo. Crédito: Caio Gomez/CB/D.A PressAgora que 2012 está entrando na reta final, o povo anda sonhando com duas palavrinhas: décimo terceiro. O salário extra faz a festa de quem quer consumir ou investir. A primeira parcela deve ser paga até 30 de novembro (isso para quem não recebeu nas férias). A segunda parcela deve cair na conta do trabalhador até 20 de dezembro.

Hoje, a agência classificadora de risco Austin Rating divulgou que, até o final do ano, o 13º salário deve injetar na economia brasileira R$ 139,9 bilhões. Esse valor corresponde a 3,3% do PIB nacional. A Austin usou como base para o cálculo estudos feitos pelo Dieese.

Desse total de R$ 139,9 bilhões, R$ 31,4 bilhões (22,4%) irão para os beneficiários do INSS (34,3 milhões de pessoas). Os outros R$ 108,5 bilhões (77,5%) serão recebidos por 57,7 milhões de trabalhadores da ativa.

Você já sabe o que vai fazer com o seu 13º? Então responda a nova enquete do blog. Basta clicar ao lado.

Resultado da enquete

O que você achou das novas regras de remuneração da poupança?

  • Achei um tantinho complicado, mas gostei. Melhor do que cobrar Imposto de Renda. (26%)
  • Não dizem que é a saída para reduzir os juros? Então concordo. (24%)
  • Curti não. Ficou uma confusão danada. E o rendimento vai ficar menor. (18%)
  • Achei horrível. Pode até não ser igual, mas só me lembrei do Plano Collor. (18%)
  • Sei não. Não entendi nada. (14%)

Não basta ser fã, tem que investir

Gilvania, fanática por Elvis. Crédito: Anaclarice Almeida

Foi um Deus nos acuda quando, depois tantos rumores, anunciaram que sir Paul McCartney faria mesmo shows no Recife. Fãs daqui e de todo o país não mediram esforços (nem reais) para estar no Arruda nos dias 21 e 22 de abril. A paulista Solange contabilizou naquele fim de semana o 15º e o 16º encontros com o ídolo. E estava com passagem marcada para o 17º. Foi assistir ao show de Florianópolis. O dinheiro? Seguindo uma tradição iniciada na década de 1990, ela passa o ano poupando para as “férias com Paul”. Loucura? Melhor não dizer isso para um fã de verdade. Para esses apaixonados não existem limites – incluindo o financeiro.

“As dívidas duram alguns meses, mas as boas lembranças duram para sempre”, resume a jornalista Gilvania Ferreira. Aos 38 anos, ela vive fazendo poupança para alimentar a paixão por Elvis Presley e pelos esportes. Calcula que já “investiu” uns R$ 50 mil em viagens, ingressos e produtos relacionados aos objetos do desejo. Foi a Memphis, terra de Elvis, em 2007. Naquele mesmo ano, assistiu a 42 eventos nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Tem cinco grandes prêmios de Fórmula 1 no currículo. Em agosto, Gilvania voltará aos Estados Unidos – o marido, Expedito, a tiracolo – para mais uma temporada “elvística” em Memphis. …Continue lendo…

Existe vida além da poupança

Dinheiro

Pronto. Dilma mexeu nas regras da poupança. Caiu um mito. Agora teremos uma poupança flex. O dinheiro aplicado até 3 de maio fica com a mesma rentabilidade (6% ao ano, fixo, mais TR). O dinheiro aplicado a partir de 4 de maio terá a rentabilidade atrelada à Selic, a famosa taxa básica de juros. Quando a dita cuja cair para 8,5% ao ano (atualmente está em 9%), o rendimento passa a ser equivalente à 70% da Selic mais TR.

Complicou o que era simples? Complicou. Mas será que a gente precisa morrer por causa disso? Acho que não. E olha que eu tenho todas as minhas as minhas suadas economias na caderneta. Eu sei, eu sei. Os especialistas mandam a gente diversificar. Quem sabe depois. E quanto a você? Está com vontade de mudar? Existe vida além da poupança. Basta saber procurar. Há o Tesouro Direto, os fundos, o CDB, a Bolsa de Valores. O que não falta é opção.

Vou colocar aqui uma pequena lista com cinco alternativas. Mas queria lembrar que, mesmo com a mudança recente, a caderneta deve seguir como o investimento mais popular do país. Afinal, é garantido pelo governo federal e isento de impostos. Tem coisa melhor? Só um pedido: pelamordedeus, não entrem nessa noia de confisco. As regras anunciadas na quinta-feira pelo governo não têm nada a ver com a loucura praticada por Fernando Collor.

Aqui vai a lista de aplicações:

Tesouro Direto
Investimento de renda fixa (títulos públicos) voltado para o público com perfil mais conservador. As operações são feitas pela internet. Não precisa de muito dinheiro para aplicar. Como há vários tipos de títulos, é preciso levar em conta o vencimento e a rentabilidade. Hoje, a recomendação dos especialistas é para os títulos atrelados à inflação. Obviamente, títulos atrelados à Selic não são uma boa pedida, já que os juros estão caindo. Ah, o investidor paga Imposto de Renda.

CDB
Certificado de Depósito Bancário. É um título de renda fixa emitido por bancos comerciais e de investimento. A taxa paga nos CDBs pode ser pré-fixada, pós-fixada ou flutuante, essa última atrelada a um percentual da variação de um índice. Para valer a pena, melhor começar com pelo menos R$ 3 mil. Ainda assim, o povo entendido de economia diz que pode render menos que a poupança. Ui.

Ações
Uma ação é um pequeno pedaço de uma companhia. As ações das empresas de capital aberto são negociadas na Bovespa e seu preço é definido através da lei da oferta e da procura. É melhor para quem tem uma reserva mais rechonchuda, por conta das taxas de corretagem e de custódia. O investidor paga IR. Por isso, é preciso pensar no longo prazo. E ter o coração forte. Os R$ 5 mil de hoje podem se transformar em R$ 4 mil amanhã. Ou então virarem R$ 7 mil. Paciência é o segredo.

Fundo de ações
Os recursos captados junto aos cotistas são investidos em uma carteira diversificada de ações, com o resultado dos rendimentos desta carteira sendo distribuídos aos cotistas, de forma proporcional ao número de quotas possuídas, após a dedução de impostos e taxas cobradas pelo administrador da carteira. O longo prazo também deve ser o mantra do investidor.

Fundos imobiliários
São fundos cujos recursos captados são direcionados a empreendimentos imobiliários específicos (flats, hotéis, shoppings). Em alguns casos são fechados e dirigidos a grandes investidores, e em outros possuem cotas nas quais os pequenos também podem investir. Esta opção agrega características tanto de renda fixa quanto de renda variável. Há a variação das cotas. Tanto pode subir quanto cair. Mas a característica de renda fixa é o pagamento mensal de dividendos, isentos do IR.

Era uma vez…

D. Pedro IIQue tal conhecer um pouquinho da história da caderneta de poupança?

* Em 12 de janeiro de 1861, D. Pedro II assinou o decreto nº 2.723, que estipulava a criação da Caixa Econômica Federal e da caderneta de poupança

* “A Caixa Econômica estabelecida na cidade do Rio de Janeiro (…) tem por fim receber, a juro de 6%, as pequenas economias das classes menos abastadas e de assegurar, sob garantia do Governo Imperial, a fiel restituição do que pertencer a cada contribuinte, quando este o reclamar (…)”, diz o texto do decreto

* No primeiro dia de funcionamento do banco, apareceram dez poupadores

* A partir da Lei nº 2.040, de 1871, os depósitos de escravos passaram a ser aceitos. Eles podiam formar um pecúlio, por meio de doações, legados e heranças, ou renda proveniente de algum tipo de trabalho

* No dia 15 de dezembro de 1915, entrou em vigor o decreto nº 11.820, que determinava, a partir de então, que o valor dos juros seria determinado pelo governo

* O decreto também determinava que toda mulher casada poderia abrir sua própria caderneta de poupança. Apenas se o marido se opusesse é que este direito lhe seria negado

* Em 14 de junho de 1934, sob o decreto nº 24.427, foi criado o Conselho Superior, órgão para controlar e fiscalizar as Caixas Econômicas que existiam naquela época

* Em 21 de agosto de 1964, a Lei nº 4.380 instituía a correção monetária para os depósitos de poupança. O percentual seria definido pelo Banco Central

Fonte: Caixa Econômica

Como funciona a poupança

poupancudos

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* É possível abrir a conta com um depósito inicial baixo. Às vezes, o depósito nem é exigido

* A taxa de retorno é fixa, de 0,5% ao mês (6% ao ano) mais a Taxa Referencial (TR), que é calculada diariamente pelo governo

* O poupador pode sacar o dinheiro quando quiser, sem multas

* Ao contrário de outras aplicações, o dinheiro só rende uma vez por mês, sempre no dia em que foi aplicado (o chamado “aniversário” da aplicação)

* Se o investidor resgatar o dinheiro antes do aniversário, não recebe a remuneração referente ao mês

* Como a taxa é estabelecida pelo governo, o pequeno investidor recebe exatamente o mesmo rendimento de um grande investidor

* Sobre o valor depositado na poupança não há cobrança de Imposto de Renda, Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) ou taxa de administração

* O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) repõe até R$ 70 mil caso o banco onde o investidor tem sua poupança quebre. Na Caixa Econômica, a garantia é de 100%

* A segurança é grande, mas o retorno é mais baixo do que o de boa parte dos investimentos. O rendimento no ano passado, de 6,90%, foi o mais baixo desde 1967

Fontes: Banco Central e Caixa Econômica

Não é a bunda, mas é a preferência nacional

Porco

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Ela é das antigas. Tem 150 anos de estrada. Mas ainda faz o maior sucesso entre os brasileiros, sejam eles jovens ou velhos, ricos ou pobres, homens ou mulheres. Mesmo com tantas outras formas de aplicação – a maior parte delas bem mais rentável – a poupança continua como a queridinha dos investidores. Em agosto, pela primeira vez na história, a caderneta superou os R$ 400 bilhões aplicados, segundo dados do Banco Central. O “mês do desgosto” trouxe outra boa notícia: com a redução da taxa básica de juros (Selic) para 12% ao ano e a perspectiva de novas quedas, a poupança deve voltar a ter um rendimento atrativo outra vez.

“A poupança vai continuar sendo um investimento muito popular por um bom tempo. É praticamente sem risco, não paga Imposto de Renda, não paga IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Mas o rendimento é baixo”, diz Antônio Pessoa, coordenador do curso de economia da Faculdade Boa Viagem (FBV). Atualmente, os valores depositados na poupança têm remuneração mensal garantida por lei de 0,5% mais a TR (Taxa Referencial). Ainda assim, Antônio Pessoa destaca que a maior vantagem da caderneta é a liquidez. Se precisar do dinheiro, o poupador vai lá e saca. E ponto final. …Continue lendo…

Aposente-se cedo e rico

Rede

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Falam tanto em mudar o método da aposentadoria no Brasil, para que demore bem muito, que um título assim como o deste post chama atenção, não chama?

Pois bem, este é o nome da palestra que o professor Rodrigo Leone, especialista em administração financeira e autor do blog Vou Investir, dará nesta quarta-feira, 31, entre 19h30 e 21h.

O local? É aqui mesmo, na internet, de graça. As inscrições podem ser feitas pelo site da Futura Invest.

Após a inscrição, você vai receber um link para acessar a Sala Virtual, onde a palestra será realizada.