
Pronto. Dilma mexeu nas regras da poupança. Caiu um mito. Agora teremos uma poupança flex. O dinheiro aplicado até 3 de maio fica com a mesma rentabilidade (6% ao ano, fixo, mais TR). O dinheiro aplicado a partir de 4 de maio terá a rentabilidade atrelada à Selic, a famosa taxa básica de juros. Quando a dita cuja cair para 8,5% ao ano (atualmente está em 9%), o rendimento passa a ser equivalente à 70% da Selic mais TR.
Complicou o que era simples? Complicou. Mas será que a gente precisa morrer por causa disso? Acho que não. E olha que eu tenho todas as minhas as minhas suadas economias na caderneta. Eu sei, eu sei. Os especialistas mandam a gente diversificar. Quem sabe depois. E quanto a você? Está com vontade de mudar? Existe vida além da poupança. Basta saber procurar. Há o Tesouro Direto, os fundos, o CDB, a Bolsa de Valores. O que não falta é opção.
Vou colocar aqui uma pequena lista com cinco alternativas. Mas queria lembrar que, mesmo com a mudança recente, a caderneta deve seguir como o investimento mais popular do país. Afinal, é garantido pelo governo federal e isento de impostos. Tem coisa melhor? Só um pedido: pelamordedeus, não entrem nessa noia de confisco. As regras anunciadas na quinta-feira pelo governo não têm nada a ver com a loucura praticada por Fernando Collor.
Aqui vai a lista de aplicações:
Tesouro Direto
Investimento de renda fixa (títulos públicos) voltado para o público com perfil mais conservador. As operações são feitas pela internet. Não precisa de muito dinheiro para aplicar. Como há vários tipos de títulos, é preciso levar em conta o vencimento e a rentabilidade. Hoje, a recomendação dos especialistas é para os títulos atrelados à inflação. Obviamente, títulos atrelados à Selic não são uma boa pedida, já que os juros estão caindo. Ah, o investidor paga Imposto de Renda.
CDB
Certificado de Depósito Bancário. É um título de renda fixa emitido por bancos comerciais e de investimento. A taxa paga nos CDBs pode ser pré-fixada, pós-fixada ou flutuante, essa última atrelada a um percentual da variação de um índice. Para valer a pena, melhor começar com pelo menos R$ 3 mil. Ainda assim, o povo entendido de economia diz que pode render menos que a poupança. Ui.
Ações
Uma ação é um pequeno pedaço de uma companhia. As ações das empresas de capital aberto são negociadas na Bovespa e seu preço é definido através da lei da oferta e da procura. É melhor para quem tem uma reserva mais rechonchuda, por conta das taxas de corretagem e de custódia. O investidor paga IR. Por isso, é preciso pensar no longo prazo. E ter o coração forte. Os R$ 5 mil de hoje podem se transformar em R$ 4 mil amanhã. Ou então virarem R$ 7 mil. Paciência é o segredo.
Fundo de ações
Os recursos captados junto aos cotistas são investidos em uma carteira diversificada de ações, com o resultado dos rendimentos desta carteira sendo distribuídos aos cotistas, de forma proporcional ao número de quotas possuídas, após a dedução de impostos e taxas cobradas pelo administrador da carteira. O longo prazo também deve ser o mantra do investidor.
Fundos imobiliários
São fundos cujos recursos captados são direcionados a empreendimentos imobiliários específicos (flats, hotéis, shoppings). Em alguns casos são fechados e dirigidos a grandes investidores, e em outros possuem cotas nas quais os pequenos também podem investir. Esta opção agrega características tanto de renda fixa quanto de renda variável. Há a variação das cotas. Tanto pode subir quanto cair. Mas a característica de renda fixa é o pagamento mensal de dividendos, isentos do IR.