Pela porta dos fundos

Todo especialista em finanças pessoais diz que o negócio é diversificar. Ficar refém de um tipo apenas de investimento não está com nada. Eles dizem também que os fundos imobiliários são um bom negócio.

Os recursos captados nestes fundos são direcionados a empreendimentos imobiliários específicos (flats, hotéis, shoppings). Em alguns casos são fechados e dirigidos a grandes investidores, e em outros possuem cotas nas quais os pequenos também podem investir.

Esta opção agrega características tanto de renda fixa quanto de renda variável. Há a variação das cotas. Tanto pode subir quanto cair. Mas a característica de renda fixa é o pagamento mensal de dividendos, isentos do IR.

Para quem quiser ficar por dentro dos fundos imobiliários, a corretora UM Investimentos fará nesta quarta-feira (27) uma palestra gratuita sobre o assunto. A corretora tem mais de 40 anos de mercado.

O evento, que vai começar às 19h, será realizado simultaneamente nos escritórios da empresa no Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e outras 25 cidades brasileiras.

Durante a programação, os participantes aprenderão sobre as vantagens, o funcionamento, a rentabilidade e os riscos envolvidos nos fundos imobiliários. Para participar da palestra basta acessar o site www.umeducacional.com.br, escolher a unidade mais próxima e efetuar o cadastro.

Investimentos em tempos de juros baixos

Bolsa de valores. Crédito: AFPO nunca antes da Selic também serve para os investimentos. Agora temos que nos acostumar com uma remuneração menor, especialmente nas aplicações de renda fixa. Fundos, CDBs e títulos do tesouro direto ficam com os rendimentos reduzidos à medida em que as taxas de juros começam a baixar. Na hora em que são contabilizadas a taxa de administração e a mordida do leão do Imposto de Renda, então… Em muitos casos, o rendimento fica menor do que o da poupança.

A poupança, aliás, acaba virando uma boa opção para quem busca liquidez, já que não tem incidência de IR. Nem mesmo a mudança das regras na remuneração – menor sempre que a Selic estiver em 8,5% ou abaixo disso, como agora – fez os brasileiros fugirem da aplicação mais querida no país. Muito pelo contrário. De acordo com dados do Banco Central, entre janeiro e junho, os depósitos superaram em R$ 14,85 bilhões as retiradas.

“Estamos vivendo uma experiência inédita para o Brasil, mas muito comum no exterior, que é a de uma remuneração baixa para as aplicações”, destaca o economista Marcelo Barros. Uma alternativa indicada aos que buscam uma maior rentabilidade é a renda variável (bolsa de valores). Mas é preciso colocar na cabeça que o mercado de ações é um investimento para o longo prazo. E para quem não tem medo de correr riscos. Afinal, os R$ 1 mil de hoje podem virar R$ 500 amanhã.

“Existe um complicador, no caso das ações, que é a crise internacional. Mas numa perspectiva de longo prazo é um bom momento para entrar no mercado acionário”, destaca Barros. Outra opção que pode apresentar boa rentabilidade são os fundos imobiliários, onde os recursos captados são direcionados a empreendimentos específicos, como, por exemplo, flats, hotéis e shoppings. Também é indicado para quem pensa no longo prazo.

Matéria publicada na edição de 05/08 do Diario de Pernambuco

Leia mais sobre o impacto da Selic aqui

Bote fé nos velhinhos

IdososOs “velhinhos” estão mais atrevidos do que nunca. Um levantamento divulgado pela BM&FBovespa mostra que os investidores da bolsa com mais de 66 anos somavam 12,84% dos 575.197 investidores em abril.

Já os investidores com menos de 45 anos diminuíram o ímpeto. Passaram de 52,61% em dezembro para 50,56% em abril.

Mesmo ainda em menor número quando comparados aos com menos de 45 anos e os que têm entre 46 e 65 anos (36,59%), os investidores mais velhos são responsáveis pelo maior volume de dinheiro investido na bolsa.

Segundo a Bovespa, dos R$ 109,8 bilhões investidos pelas pessoas físicas em abril, 40,1% (R$ 44,02 bilhões) eram dos maiores de 66 anos.

Os investidores com idade de até 45 anos tinham R$ 20,81 bilhões – 18,95% do total de abril.

A bolsa pelo Sr. Dinheiro

Senhor Dinheiro

O economista Luis Carlos Ewald participou no início da tarde da abertura da 5ª edição da Expo Money. Falou um pouco sobre juros, orçamento, empréstimos. Mas falou principalmente sobre investimentos. Disse que a poupança ainda continua sendo o melhor para quem tem pouco dinheiro guardado. Mas falou bastante também sobre o investimento em ações.

Para ele, o momento é bom para quem tem vontade de ingressar no mercado de capitais. Aquela velha história de comprar na baixa.

“As ações da Vale do Rio Doce estavam a R$ 49 e agora estão a R$ 36. A Petrobras fez uma capitalização a R$ 26,30. Hoje está a R$ 19″, exemplificou.

Há um espaço enorme para voltar onde já esteve. Claro que pode baixar mais. Mas a história mostra que sempre volta a subir. É preciso ter paciência.

Ewald afirma que as ações das empresas de petróleo são as melhores, mesmo com a Petrobras meio cambaleante.

“Qual o melhor negócio do mundo depois da cocaína (não, ele não mandou ninguém sair por aí comprando cocaína)? Empresa de petróleo bem administrada. O segundo melhor negócio do mundo: empresa de petróleo mais ou menos administrada. E o terceiro? Empresa de petróleo mal administrada. Então comprem ações da Petrobras. Vai ficar sócio de uma empresa de petróleo mal administrada. Vai ficar sócio de uma empresa cujo dono faz o que quer. E nós, sócios minoritários…créu. A Petrobras vende a gasolina mais barata do mundo porque o dono da empresa tem outro negócio que pra ele é mais importante: o controle da inflação no Brasil. O que é isso? Uma esculhambação”.

Ainda assim, Ewald acredita nas ações da estatal brasileira.

A presidenta da petrobras (Maria das Graças Foster) já avisou: não queiram lucro no curto prazo. Mas a empresa é um grande negócio no longo prazo”.

De fato, investir em ações é para o longo prazo.

“Ninguém se meta a besta de querer comprar ações com dinheiro emprestado ou que vá precisar no curto prazo. É uma aplicação de longo prazo.”

A Expo Money segue amanhã. Vai ter palestra de Gustavo Cerbasi na abertura.

Confira a programação da quarta:

Sala 1

13h20 – 14h20
Os Segredos dos Casais inteligentes
Gustavo Cerbasi (escritor e consultor)

14h40 – 15h30
Os 10 principais erros de um investidor iniciante
Leandro Martins (analista CNPI)

15h40 – 16h30
Comprar ou vender? Análise gráfica: pontos e leitura
Wagner Caetano (analista gráfico)

16h50 – 17h40
Aprenda a investir no Tesouro Direto
Representante do Tesouro Nacional

19h – 19h50
Carreira / Trajetória Pessoal: os primeiros passos de um brasileiro no mercado de ações
Samuel Emery

20h – 20h50
Aposentadoria…Fazendo o que você quer…Quando você quiser…E aonde você quiser !
Augusto Sabóia (consultor)

Sala 2

14h40 – 15h30
Cenário Macroeconômico
Ellen Regina Steter (Bradesco)

15h40 – 16h30
Empreendedorismo: o caminho para o próprio negócio
Valdir Cavalcanti (Sebrae-PE)

16h50 – 17h40
Devedor ou investidor? A escolha é sua!
Leandro Loiola (Itaú Unibanco)

18h – 18h50
Vale, um líder global
Representante da Vale

19h10 – 20h
Investimentos para cada fase da vida
Leandro Loiola (Itaú Unibanco)

20h – 20h50
Saiba Onde e Como Aplicar seu Dinheiro
Leandro Martins (Analista CNPI)

Coração a mil por hora

Fobia financeira. Crédito: Isabela Alves/DP

O coração dispara e vem até a boca. O suor escorre pela testa. A azia ataca com a força de um furacão. Pode até parecer, mas não é uma paixão avassaladora. Também não é virose. Muito menos um princípio de ataque cardíaco. Os sintomas descritos acima podem ser sentidos por uma pessoa que sofre de fobia financeira. Nunca ouviu falar? Tudo bem. O termo nem é tão antigo assim. Surgiu em 2003, depois de um estudo feito pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, que tinha como objetivo entender como as pessoas se relacionam com as próprias finanças. Como já deu para perceber, nem todo mundo vive em paz com o dinheiro.

“A pesquisa foi feita em 46 países. Tiraram da amostra as economias que estavam em guerra ou em crise e usaram as economias que estavam vivendo uma relativa normalidade. O Brasil foi incluído na pesquisa”, conta Aquiles Mosca, superintendente comercial e estrategista de investimentos pessoais da Santander Asset Management, e autor do livro Finanças Comportamentais. O resultado foi que 23% das mulheres e 18% dos homens apresentaram sintomas da fobia financeira. Tirando a média, 20,5% da população consultada sofria do problema em algum grau. “É um número que chama atenção”, reforça Mosca. …Continue lendo…

Que a sorte esteja com vocês

sorte

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No fim do ano passado, coloquei uma nova enquete no blog. Queria saber a principal meta do povo para 2012. Fiquei besta com o resultado. A maioria do pessoal que participou clicou na seguinte resposta: “Ganhar na loteria para não ter de me preocupar com nada”. Esta foi resposta preferida por 25% dos frequentadores do blog que votaram. Imagino que eles vão precisar de uma dose cavalar de sorte para atingir a meta.

Se depender deles, a Caixa Econômica vai bater outro recorde de arrecadação com as loterias em 2012. Em 2011, segundo o banco divulgou no início da semana, foram arrecadados R$ 9,73 bilhões em apostas. Pense num monte de dinheiro. O maior resultado já obtido pelas loterias veio no rastro de um crescimento de 10,5% em relação a 2010. Só em dezembro, as vendas atingiram R$ 1,37 bilhão, a maior venda mensal da história das loterias no país.

Alguém duvida quem foi a maior responsável pelo recorde anual e mensal? A Mega-Sena, claro. Pelo quarto ano consecutivo, a Mega foi a campeã de arrecadação. No ano passado, foram R$ 4,6 bilhões em apostas. O valor arrecadado foi 16% maior que o registrado em 2010. Para garantir que os brasileiros apostem cada vez mais, a Caixa promete novidades para 2012. Uma delas é a aposta pela internet, no site oficial do banco.

Hoje, apenas os correntistas podem fazer isso. A Caixa também anunciou outra novidade. O bolão será oficializado. Os apostadores farão as apostas em conjunto e cada um terá um recibo de cota. Na verdade, a Caixa já tinha anunciado a institucionalização do bolão em meados de 2010. Mas acabou não levando a coisa adiante. Vamos ver se agora vai. Os frequentadores do blog que querem ficar milionários em 2012 vão agradecer.

Quer saber o resultado completo da enquete? Não? Paciência. Vou colocar assim mesmo. Lá vai:

Qual a sua principal meta para 2012?

Ganhar na loteria para não me preocupar com nada    25%

Começar a poupar    21%

Arrumar um emprego    20%

Crescer no meu atual emprego    10%

Dar entrada na casa própria    9%

Trocar o carro/comprar meu primeiro carro    9%

Diversificar meus investimentos    6%

Gostei que em segundo lugar tenha ficado a opção “começar a poupar”. Acho importante, especialmente nesta onda de consumismo que vivemos. E de endividamento também. Espero que o pessoal não fique só na intenção.

Antes de investir, preste atenção

Interrogações

As dicas são do site Finanças Pessoais:

O que levar em conta na hora de investir

* Defina um objetivo. Pretende comprar uma casa, pagar seus estudos, garantir um pé-de-meia para emergências? Com base nisso, você poderá definir, por exemplo, o prazo pelo qual poderá manter o dinheiro aplicado

* Defina o seu perfil de risco. Se você perde o sono com a oscilação de preço dos seus investimentos, e tem como maior preocupação a proteção do seu dinheiro, o melhor é optar por aplicações mais conservadoras (como a renda fixa, por exemplo)

* Por outro lado, se você está preparado para as oscilações do mercado e tem como objetivo fazer o seu dinheiro crescer, provavelmente vai se interessar por aplicações mais arriscadas (como é o caso da renda variável)

* O valor a ser aplicado é importante, pois algumas aplicações exigem um valor mínimo de investimento, ou só se tornam lucrativas a partir de uma determinada quantia investida

Glossário de investimentos

Este glossário foi montado com informações da Corretora Solidus, do site Investidor Iniciante, do site Infomoney e dos consultores ouvidos para a matéria que está no post abaixo. Espero que ajude.

glossario

A, B, C...

Ação
Uma ação é um pequeno pedaço de uma companhia. As ações das empresas de capital aberto são negociadas na Bovespa e seu preço é definido através da lei da oferta e da procura

Caderneta de poupança
É o investimento mais simples e popular do Brasil. O Banco Central define a remuneração, que é igual em todas as Instituições. É o único investimento garantido pelo Governo Federal, sendo também isento de impostos

CDB
Certificado de Depósito Bancário. É um título de renda fixa emitido por bancos comerciais e de investimento. A taxa paga nos CDBs pode ser pré-fixada, pós-fixada ou flutuante, essa última atrelada a um percentual da variação de um índice

Dividendo
É uma parcela do lucro da companhia que é distribuída aos acionistas de forma proporcional a quantidade de ações que o mesmo possui. A companhia deve sempre pagar o mínimo de 25% dos lucros obtidos

Fundo de ações
Os recursos captados junto aos cotistas são investidos em uma carteira diversificada de ações, com o resultado dos rendimentos desta carteira sendo distribuídos aos cotistas, de forma proporcional ao número de quotas possuídas, após a dedução de impostos e taxas cobradas pelo administrador da carteira

Fundos imobiliários
São fundos cujos recursos captados são direcionados a empreendimentos imobiliários específicos, como, por exemplo, flats, hotéis e shoppings. Em alguns casos são fechados e dirigidos a grandes investidores, e em outros possuem cotas nas quais pequenos investidores também podem investir

Ibovespa
É o principal índice da bolsa paulista, que exprime a variação média diária das negociações da Bolsa de Valores de São Paulo. O Ibovespa foi implementado em 1968 e é formado atualmente por uma carteira teórica de 63 ações, que são escolhidas pela participação das ações no mercado e pela liquidez

Liquidez
Termo usado para determinar a capacidade que um título (ou investimento) tem de ser convertido em moeda

Renda fixa
Tipo de aplicação cuja rentabilidade segue taxas conhecidas do mercado financeiro ou é previamente definida. Exemplos: caderneta de poupança, CDB, títulos do tesouro, letras do tesouro e títulos de crédito

Renda variável
Investimento cuja rentabilidade não pode ser determinada na data da realização do mesmo, sendo pouco previsível, uma vez que é sujeito a variações do mercado. Exemplos: ações, commodities e fundos de investimento

Taxa de juros
É o custo do dinheiro no mercado, sendo um ganho para o emprestador e uma despesa para o tomador do empréstimo

Tesouro Direto
É um tipo de investimento de renda fixa – títulos públicos – voltado para o público de varejo com perfil mais conservador. As operações são feitas pela internet

Título de capitalização
Tipo de investimento que se assemelha a um jogo, no qual se pode recuperar parte do valor gasto na aposta. Sem ser sorteado, o rendimento da aplicação geralmente é inferior ao da caderneta de poupança

TR
Taxa Referencial de Juros. É usada no cálculo do rendimento de vários investimentos como, por exemplo, a caderneta de poupança

Onde investir em 2012

Onde investir em 2012. Crédito: Silvino/DP

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Poupança, Tesouro Direto, fundos, CDB, Bolsa de Valores, porquinho. Para onde irá o seu rico dinheirinho neste 2012 que mal acabou de começar? Se você ainda está esperando a bola de cristal sair do conserto, pode ser uma boa analisar o que aconteceu na economia brasileira e internacional nos últimos meses. E, claro, olhar as previsões econômicas para este ano. A Europa deve continuar mal das pernas. O Brasil deve seguir com a política de corte de juros e estímulo às compras. Ajudou? Não? Então talvez você queira dar uma olhada na opinião dos especialistas ouvidos pelo Diario de Pernambuco. …Continue lendo…

Bolsa furada

Bolsa furada

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Investir na Bolsa de Valores é para quem tem coração forte. A frase é mais batida do que um purê de batata, mas é a pura verdade. Só mesmo sendo forte para ver o dinheiro sumindo e não ter um troço.

A consultoria Economática divulgou hoje um levantamento apontando o mercado de ações como o único investimento a dar prejuízo em 2011 entre seis aplicações.

Até ontem, o Ibovespa, principal índice das ações na Bolsa brasileira, acumulou um prejuízo de 18,43% em 2011. Se continuar neste patamar, será o terceiro pior ano desde o início do Plano Real.

Desde 1994, o pior resultado do Ibovespa aconteceu em 2008 – quando estourou a crise financeira internacional. Naquele ano, o índice registrou perdas de 41,22%. O segundo maior prejuízo foi em 1998, com queda de 33,46%.

Quem entende de mercado financeiro afirma, no entanto, que não há motivo para pânico. Faz parte do jogo. E há ações que vão muito bem, obrigado. Outra coisa: investir em ações é para o longo prazo. Coisa de, no mínimo, cinco anos. Agindo desta forma, dizem os especialistas, é impossível não ganhar na Bolsa.

Agora confira o ranking os investimentos divulgado pela Economática. O retorno é até 28 de dezembro.

1º. Ouro………………………………………………………………….. +16,46%

2º. Dólar Ptax Venda…………………………………. +11,84%

3º. CDI……………………………………………+11,50%

4º. Euro Real………………………….+8,64%

5º. Poupança…………………+7,50%

6º. Ibovespa…..-18,43%