A taxa básica de juros está em 8,5% ao ano, com previsão de baixar ainda mais até 2012 terminar. O ex-presidente Lula apertou a mão de Paulo Maluf – a quem tantas vezes chamou de ladrão – e disse que ele era aliado, quase um melhor amigo. O Corinthians está na final da Libertadores da América. Definitivamente, o Brasil não é mais o mesmo. Mas será que mudou mesmo tanto assim de uns 20 anos pra cá?
Na economia, sem dúvida alguma. Mesmo com a previsão de um “Pibinho” para 2012, quando todo mundo esperava um crescimento econômico mais robusto, estamos em melhor situação do que muito peixe graúdo por aí. Vemos que o brasileiro está se preocupando mais com a educação financeira, embora muitos ainda se deslumbrem com o consumo e vivam na corda bamba da inadimplência.
O que parece não ter mudado mesmo é a forma como fazemos política. O samba do petista doido para a escolha do candidato à Prefeitura do Recife não me deixa mentir. E o que dizer do xeque-mate do governador Eduardo Campos? Deixou os petistas se engalfinharem e depois lançou candidato próprio ao Palácio Capibaribe – Antônio Farias.
E não podemos nos esquecer, naturalmente, do aperto de mão mais comentado dos últimos dias (Lula x Maluf). Só falou mesmo o ex-presidente soltar o “nunca antes na história deste país”. Luiza Erundina fez o que dela se esperava (caiu fora) e foi execrada pelos defensores do petismo de resultados. Feios. Ah, e por aqui Jarbas Vasconcelos e Eduardo Campos estão fazendo as pazes. Pode isso, Arnaldo?
Tem mais emoção política rolando solta neste ano eleitoral. Exemplo? A troca de gentilezas entre duas “excelências” do nosso Congresso, o deputado federal Sílvio Costa (PTB-PE) e o senador Pedro Taques (PDT-MT) na CPI do Cachoeira. “Você é um m… Filho da p… Você é um m…”, disse o deputado boca suja pernambucano. “Vossa excelência não me meça pela sua régua”, retrucou o senador.
Pior é que vem mais chumbo grosso por aí. Em agosto tem julgamento do Mensalão. Sim, mudamos economicamente, mas não politicamente. Estamos em 2012. Em setembro, fará 20 anos que Fernando Collor deixou Brasília pela porta dos fundos, depois do impeachment. O mesmo Collor voltou a Brasília, como senador e, mais assustador, é aliado do governo petista.
Estamos em 2012, sim. Mas parece que estamos no Reino de Avilan. Sim, o reino fictício de Que rei sou eu?, novela de Cassiano Gabus Mendes que está sendo reprisada pelo canal Viva e continua tão atual quanto em 1989, quando passou pela primeira vez na TV. A trama traz maracutaias, conchavos e negociatas dos conselheiros da rainha. Tão parecido com o que a gente ainda vê no nosso reino político.
Em Que rei sou eu?, a Rainha Valentine bebe na mesma fonte de seus conselheiros políticos. Vamos torcer para que no “Reino do Brasil”, a rainha, isto é, a presidente Dilma consiga separar o joio do trigo. Vai ser difícil. Bem que podia aparecer um Jean Pierre para ajudar. Espero que a gente ainda consiga dizer nesta geração que não foi só a nossa economia que mudou pra melhor.







Já tinha colocado aqui vários posts sobre o Impostômetro. Mas o de ontem, sobre a chegada a R$ 1 trilhão um dia antes de 2008, rendeu dois comentários bem distintos. E carregados de tons políticos.
O presidente Lula chega daqui a pouco a Pernambuco. De novo. É a sétima visita no ano. Depois da peregrinação sertaneja nas obras da transposição do Rio São Francisco, Lula desembarca por volta das 16h na base aérea do Recife, vindo de Brasília.