Bye, Noruega

Paisagem. Crédito: Tatiana NascimentoStavanger – A dor do parto é grande, mas é preciso voltar ao Brasil. E as meninas da Innovation Norway (Renata Prado e Renata Ferreira) já não aguentam mais a gente. Brincadeirinha.

Enfim, são quatro horas da manhã aqui na Noruega e estamos indo para o aeroporto. Stavanger-Amsterdã-São Paulo-Recife. Seja o que Deus quiser e a minha coluna aguentar.

A viagem foi ótima. Aprendi muitas coisas sobre petróleo e gás e sobre a cultura local. Espero que vocês tenham gostado das postagens. Acompanhem as reportagens que já começaram a ser publicadas no Diario de Pernambuco.

Até a próxima transmissão internacional do blog (ao menos eu torço por isso).

Câmbio e desligo.

Pessoal. Crédito: Petter HovlandDa esquerda para a direita: Mikaella Campos (A Gazeta-ES), Anna Beatriz Thieme (Jornal do Commercio-RJ), Boy Magia da empresa Advantec, Erik Farina (Zero Hora-RS), Alexandre Fernandes (A Tribuna-SP), Beatriz Cardoso (Revista TN Petróleo-RJ), Tatiana Nascimento (Diario de Pernambuco-PE), Renata Prado (Innovation Norway), Renata Ferreira (Innovation Norway)

Uma tarde no museu

Museu do petróleo. Crédito: Tatiana NascimentoStavanger – Se a cidade é capital norueguesa do petróleo, nada mais natural que ela abrigue o Museu Nacional do Petróleo. Ele foi inaugurado em 20 de maio de 1999, no porto de Stavanger. A inauguração coincidiu com os 30 anos da descoberta do “ouro negro” no país. Claro que a cerimônia de abertura contou com a presença do Rei Harald.

O museu tem uma arquitetura bem diferente. A cor escura faz naturalmente alusão ao petróleo. A exibição conta desde como o petróleo é “criado” até as descobertas e a produção. Fala também sobre os usos (até pasta de dente) e as inovações tecnológicas que permitiram os exploradores irem cada vez mais fundo (o pré-sal agradece). Mostra equipamentos (como brocas e cápsulas, por exemplo).

Além dos vídeos (pelo menos um deles em 3D), o museu também oferece aos visitantes muita interatividade. Dá para colocar a cabeça em uma antiga máscara usada pelos mergulhadores. Tentar sair de um labirinto todo escuro depois que o alerta de perigo é acionado. Virar um saco de batatas em uma espécie de rede de escape.

Se você tiver a chance de vir a Stavanger, não perca a oportunidade de conhecer o museu do petróleo. O ingresso para os adultos custa 100 coroas norueguesas, o equivalmente a R$ 35. Crianças pagam a metade.

Confira mais fotos do museu:

Museu do petróleo 3. Crédito: Tatiana Nascimento

Tipos de plataformas usados para a produção do petróleo

Museu do petróleo 2. Crédito: Tatiana Nascimento

As brocas usadas para a perfuração

Museu do petróleo 4. Crédito: Tatiana Nascimento

20.000 léguas submarinas

Museu do petróleo 5. Crédito: Tatiana Nascimento

Um saco de batatas

Vamos seguir este exemplo?

Engarrafamento. Crédito: Tatiana NascimentoStavanger – Sim, existe engarrafamento na Noruega. Ficamos presos em um deles. Acontece nas melhores famílias.

Mas o que achei mais interessante é que não ouvi uma buzinada sequer. E os motoristas respeitam a faixa exclusiva para ônibus e táxis e a faixa de pedestres.

Vamos seguir este exemplo? Pode até não deixar o nosso trânsito menos caótico. Mas pelo menos vai deixá-lo mais civilizado.

Só tem atleta aqui

Stavanger - Os noruegueses não inventaram a escada. Mas poderiam. Pense num povo para idolatrar o sobe e desce nos degraus. Vai ver que este é um dos motivos de não vermos gente muito gorda por aqui.

Em uma das fábricas que visitamos, a gerente de comunicação convidou o grupo de jornalistas a subir para a sala de reuniões: “Acredito que o elevador não vai comportar todo mundo. A metade pode vir comigo pelas escadas. São só QUATRO andares”.

Oi? Na verdade, ainda havia mais um andar que nem o elevador alcançava. Eu subi de elevador. Não queria ter de usar o seguro saúde depois de infartar por falta de preparo físico.

As Renatas (Prado e Ferreira) – que são da Innovation Norway, estão de babás dos jornalistas e já perderam a conta de quantas vezes viajaram para cá (a Prado até já morou aqui) – disseram que usar as escadas é realmente típico do povo daqui.

Hoje, na feira ONS, fomos almoçar no pequeno restaurante gourmet montado pela empresa Frank Mohn em cima de seu estande.

“Oh, um elevador!”, exclamamos em uníssono.

Apertamos o botão. O que apareceu? Uma escada. Coisas da Noruega.

Elevador 1. Crédito: Tatiana NascimentoElevador 2. Crédito: Tatiana Nascimento

Piada pronta

British Petroleum e a segurança. Crédito: Tatiana NascimentoStavanger – A British Petroleum (BP) foi responsável por um dos maiores desastres do setor de óleo e gás. Lembram da explosão da plataforma e do vazamento no Golfo do México, em 2010? Onze pessoas morreram na explosão e milhares de animais foram atingidos pelo vazamento.

Pois bem. Na na Offshore Northern Seas (ONS) 2012, a companhia colocou um mega banner destacando a segurança como prioridade número 1. Então tá. Aquela velha história de colocar o cadeado só depois que a casa é assaltada.

Take on me

Morten. Crédito: Tatiana NascimentoStavanger- Depois da frustração de não conseguir tirar uma foto que preste do rei, começaram os trabalhos na ONS (Offshore Northern Seas). A feira é grande pacas. São vários pavilhões. Espero conseguir percorrer todos até a quinta-feira sem parecer uma louca completa.

Hoje, depois do momento real, conversamos com o povo da Statoil, a Petrobras daqui da Noruega. O estande está bonitão. A gente pode tocar nas telas de led e ver onde eles estão produzindo (são 20 países, incluindo o Brasil), como são as plataformas, etc e tal.

Depois fomos falar com o pessoal da Dreggen, um braço da companhia Bergen Group que produz guindastes e se associou à gaúcha Koch para fabricar guindastes para a área de petróleo e gás no Brasil. A Dreggen até já ganhou duas licitações e está construíndo (na Coreia, não aqui) 12 guindastes para a Transpetro e quatro para a OSX, do empresário Eike Batista.

E daí? Daí que o nome do gerente de marketing que nos atendeu é Morten. Igual ao do vocalista do Ah-ha. Infelizmente, Morten Jervell Pettersen não se parece em nada com Morten Harket, o vocalista da banda. Mas é muito simpático. Quis saber se já havíamos passado por outras cidades e desejou uma ótima estada na Noruega.

Ok, Morten. “You are the one”.

morten harket

Viva o rei

ONS. Crédito: Tatiana Nascimento

Cadê o rei? Está lá atrás, em algum lugar

Stavanger – A viagem agora é dentro de uma feira de petróleo e gás. Começou a ONS (Offshore Northern Seas), que a cada dois anos rola aqui na capital norueguesa do petróleo.

Antes da abertura oficial, a feira recebeu um convidado ilustre e real. Sim, o rei em pessoa. Harald foi com uma comitiva enxuta. Nada de frescutires.

Rei HaraldTá certo que alguns cachorros apareceram para vigiar o ambiente e dar umas farejadas.

O pessoal da segurança – muito educado (adoro) – limitou-se a pedir para as pessoas ficarem um pouco mais para trás. E então o rei veio…

…e eu NÃO consegui fazer uma foto que preste com minha máquina que não curte lugares com iluminação artificial.

Vou chorar. Sniff. Queria ter uma foto do rei. Vou colocar uma aqui só pra gente saber como é a cara dele. Parece uma senhorzinho simpático.

A garrafada da princesa

Viking Princess. Crédito: Tatiana NascimentoUlsteinvik – Ironia norueguesa. Visitamos hoje o estaleiro Kleven Verft, localizado na cidade que leva o nome de um estaleiro concorrente, o Ulstein.

O Kleven tem uma impressionante média de entrega de seis navios por ano – um a cada dois meses. Mas eles não são superpetroleiros como os que o Estaleiro Atlântico Sul está fazendo para a Transpetro.

As embarcações fabricadas pelo Kleven são chamados navios de suporte. Eles levam equipamentos e surprimentos para para as plataformas de petróleo. Um deles é o Viking Princess, que deve ficar pronto dentro de duas semanas.

Digo logo: eles vão ter de correr um bocado para dar conta do restante do trabalho. Falta um monte de detalhe. Mas do jeito que o povo daqui é preocupado com prazo, acho que não vai atrasar.

Mette-Marit e HaakonO navio tem valor aproximado de U$ 70 milhões e um detalhe curioso: será batizado pela princesa Mette-Marit, esposa do príncipe-herdeiro Haakon, filho do rei Harald V e da rainha Sonja.

Não que isso seja uma grande novidade para ela. A família real norueguesa vive quebrando garrafas de champanhe em cascos de navios. A cerimônia de entrega e batismo será em Bergen.

Quer saber um pouco mais sobre a princesa? Não? Vou contar mesmo assim. Ela tem 39 anos e é filha mais nova do jornalista Sven Høiby e da primeira mulher dele, Marit Tjessem. Conheceu o futuro marido no fim dos anos 1990, durante o Festival Quart, o maior festival de rock da Noruega.

Mette-Marit e Haakon se casaram em 25 de agosto de 2001. Têm dois filhos de nomes compostos: Ingrid Alexandra e Sverre Maguns.