Carteira no celular

A Oi quer dar aquela força para quem não desgruda do celular, mas vive esquecendo a carteira em casa. Passou a emitir a partir desta segunda o Oi Carteira, cartão pré-pago recarregável. O produto é uma parceria com o Banco do Brasil e a Cielo.

Para começar a usar o serviço, é necessário carregá-lo com dinheiro previamente, o que pode ser feito nos Correspondentes Mais BB ou por meio de depósitos feitos por clientes do BB via canais eletrônicos, inclusive para outras pessoas que não possuem conta.

Depois de carregado, o Oi Carteira pode ser usado para fazer compras em mais de um milhão de estabelecimentos credenciados à Cielo, recargar minutos para o celular pré-pago Oi, transferir dinheiro para outros clientes do serviço.

Também dá para fazer saques em terminais de autoatendimento do BB e nos Correspondentes Mais do banco. Para isso, o usuário precisa ter em mãos o celular da Oi. De acordo com a operadora, o lançamento será em etapas. Neste primeiro momento, o produto estará sendo emitido para clientes previamente selecionados pela Oi.

A Oi explica que as transações acontecem via tecnologia S@t Push. Com ela, as mensagens são criptografadas e não ficam armazenadas no celular. A tarifa mensal do novo serviço da Oi é de R$ 8. O valor máximo de carga no mês é de R$ 3 mil. Valores depositados acima desse limite ficarão bloqueados.

É preciso que o cliente vá uma agência do BB para realizar o saque, mediante identificação. Valores depositados acima do limite estabelecido poderão ser questionados sobre a origem do dinheiro. Dentro da tarifa do pacote dá para fazer um saque por mês. O saque extra custa R$ 1, debitado do saldo disponível no cartão.

Quem quiser mais informações pode entrar no site. A Oi preparou um tutorial explicando o funcionamento do produto. Confira:

Resultado da enquete (jurássica) sobre telefonia

A Anatel resolveu tomar uma atitude e proibir TIM, Oi e Claro de venderem, a partir desta segunda (23/07) chips em 19, cinco e três estados, respectivamente. O que você achou da decisão?

* A decisão, apesar de muito atrasada, foi acertada. Os usuários têm sofrido muito. Agora depois tem que continuar fiscalizando para ver se o serviço melhora. (71%)

* Gostei, mas não entendi o motivo de proibir uma operadora por estado. Onde moro tem mais de uma que não presta. (12%)

* E proibiu, foi? Tô sabendo agora. Há dias não consigo me comunicar por causa da minha operadora horrível. (8%)

* Por mim, a Anatel deveria ter proibido a Vivo também. (7%)

* Não uso celular. Não uso internet. Prefiro a comunicação cara a cara. (1%)

* Acho que a Anatel foi dura demais. As operadoras estão investindo. (1%)

Atenção, atenção

celularesGrave estes números e empresas:

R$ 8,2 bilhões    TIM
R$ 6,3 bilhões    Claro
R$ 5,5 bilhões    Oi

A soma, redondinha, chega a R$ 20 bilhões. É quanto as três empresas de telefonia prometeram investir nos próximos dois anos para melhorar suas respectivas redes. Elas terão de instalar mais antenas de telefonia celular e equipamentos para elevar a taxa de transmissão de dados. Também terão de aprimorar o atendimento aos clientes.

Como a Anatel acredita que as empresas serão boazinhas e vão cumprir o prometido, acabou, desde a sexta-feira, com a suspensão de vendas de chips de celular e modens. E você? Vai acreditar também? Minha sugestão: acompanhar de perto e, se nada melhorar, botar a boca no trombone das redes sociais e nos Procons. Já deu certo uma vez.

Nova enquete. O que você achou da decisão da Anatel?

Começou a valer hoje, segunda-feira, 23 de julho, a proibição da Anatel de venda de novos chips e modens por parte da TIM (18 estados e o Distrito Federal), Oi (cinco estados) e Claro (três estados).

O que você achou da decisão? Curtiu? Acredita que a Anatel deveria ter sido mais rigorosa?

Clique ao lado e responda.

Celular. Crédito: Daniel Búrigo/CB/D.A Press

A ligação caiu...

Hoje não, TIM

A TIM bem que tentou barrar a proibição de vender chip e modem de internet em 19 estados, entre eles Pernambuco. Mas o juiz federal substituto da 4ª Vara do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1), Tales Krauss Queiroz, não curtiu. Negou o pedido de liminar da operadora.

No despacho, o juiz disse que a medida da Anatel “não foi ilícita e nem desrespeitou o devido processo legal”. Também escreveu que “a medida foi dura e austera. Mas era necessária”.

Outra coisa que o juiz colocou na decisão: “De dois anos para cá, é pública e notória a piora na qualidade dos serviços de telefonia celular do país. Há uma sensação generalizada por parte dos usuários de que a qualidade caiu: são interrupções do serviço, chamadas não completadas, queda das ligações, falhas na qualidade dos sinais e, na internet móvel, deficiências de conexão e velocidade”.

Como não concordar com o juiz? Mas o processo de mérito do mandado de segurança continua correndo na Justiça.

Com cerca de 70 milhões de usuários em todo o país, a TIM foi a única operadora que entrou na Justiça contra a decisão tomada pela Anatel na última quinta-feira.

A Oi foi proibida de vender em cinco estados e a Claro, em três. A Vivo escapou.

A seguir um vídeo recomendado pela colega Mirella Falcão. Acho que muita gente vai se identificar com ele.

Em Londres a coisa é diferente

O2Quando coloquei no Facebook o texto enviado pela TIM aos usuários, a fotógrafa Cecília de Sá Pereira, que desde o ano passado está estudando na Inglaterra, postou um comentário que mostra como tudo poderia ser diferente por aqui. Ela me autorizou a compartilhar o texto. Confiram:

“Na semana passada meu telefone ficou sem funcionar durante quase 12 horas seguidas e outras tantas intervaladas. Resultado: acabei de receber um texto da minha operadora (a O2) se desculpando pela interrupção da rede, e como um gesto de boa vontade, estão abatendo 10% da minha assinatura de setembro. E, em agradecimento pela tolerância com eles, me deram dez libras para gastar em qualquer loja da O2!!! Como cliente, eu acho melhor do que um ‘texto’ sobre investimento na garantia dos serviços… o que você acha?”

Acho que vou me mudar para Londres, Cecília.

Vamos estar melhorando

Novas operadoras. Reprodução do FacebookJá que não foi por bem, foi a pulso mesmo. Para o alívio dos usuários de telefonia móvel do país, a Anatel finalmente resolveu tomar uma atitude e suspender a venda de novos chips da TIM (19 estados, incluindo Pernambuco), Oi (cinco estados) e Claro (três estados) por até 30 dias. A Vivo escapou, por um triz.

Enquanto os usuários desabafaram nas redes sociais – no Facebook, rebatizaram as operadoras como FIM, Tchau e Apagão –, as empresas se disseram “surpresas” com a punição, pediram desculpas e garantiram que estão trabalhando e investindo. Tadinhas. Quase fiquei com pena.

Anteontem, um dia após a decisão da Anatel, a TIM enviou a seguinte mensagem, por SMS, aos seus usuários: “Sobre notícias recentes, informamos que continuamos investindo para garantir a qualidade dos serviços e sua satisfação. Obrigado por ser cliente TIM.”

Obviamente, a mensagem foi motivo de piada entre os clientes da operadora. Muitos lembraram que, se a empresa estivesse mesmo garantindo a qualidade, nem teria sido punida. Verdade. “O serviço tá tão bom que euzinha, usuária desde 1994, não recebi a mensagem”, disse uma cliente da TIM no Face.

O presidente da Claro, Carlos Zenteno, tentou mostrar um pouco de humildade. “Eu queria pedir desculpas aos nossos clientes. A Claro está trabalhando para resolver o problema o mais rápido possível”, disse o executivo. Ainda assim, a empresa ganhou uma série de esculachos online.

“A #Claro me tratou feito um idiota, depois de eu ter sido um cliente fiel por mais de 10 anos. A suspensão desses trambiqueiros foi justa!”, comentou um ex-cliente no Twitter.

A nota divulgada pela Oi para rebater a punição na Anatel começa dizendo que a empresa “está comprometida com o desenvolvimento do setor de telecomunicações e com o crescimento do Brasil”. Não é o que os usuários pensam. A hashtag #OiFail é bóia no Twiter. “Alguém viu o sinal da Oi? #OiFail”, perguntava uma usuária.

Com todo o atraso na punição – os usuários sofrem com a péssima qualidade dos serviços há tempos – a decisão da Anatel não deixa de ser um alento para nós, usuários. Quem sabe as outras agências reguladoras comecem a decidir pensando nos consumidores. Só para variar um pouco.

O papel de uma agência reguladora

Gabriela TIM. Reprodução da internetE não que é que Agência Nacional de Teleconumicações (Anatel) resolveu suspender a venda de chips por três das quatro maiores operadoras de telefonia celular do país (TIM, Oi e Claro)? A suspensão vale a partir da próxima segunda (23) em 19 estados para a operadora TIM, cinco estados para a Oi e três para a Claro.

Aqui em Pernambuco a “felizarda” foi a TIM, o que não chega a surpreender, não é mesmo?

Segundo a Anatel, as empresas que não cumprirem a decisão de suspensão das vendas deverão pagar multa de R$ 200 mil por dia. A medida foi divulgada agora há pouco em coletiva. Foi tomada por conta do alto índice de reclamação dos consumidores.

Mesmo os que não reclamam formalmente na agência ou no Procon botam a boca no trombone nas redes sociais. O serviço é ruim, sim. Muito ruim, aliás. As ligações não completam ou caem no meio da conversa. Ou o sinal some sem mais nem menos. Até que enfim a Anatel vai tomar uma atitude. Não é esse o papel de uma agência reguladora? Regular o setor e defender o que é melhor para o consumidor?

Infelizmente, o que a gente se acostumou a ver foi o contrário. Basta lembrar o exemplo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que disse ser contra a devolução dos R$ 7 bilhões nas contas de luz pagos indevidamente pelos brasileiros entre 2002 e 2009. O erro de cálculo foi corrigido em 2010. Mas, segundo a Aneel, as empresas não poderiam ser responsabilizadas pelo problema. Azar o nosso, então?

Agora vai ser diferente. Na semana passada, a ameaça de suspensão pairava só sobre a TIM. Agora Oi e Claro entraram no bolo e também vão levar o puxão de orelha. Juntas, as três empresas têm cerca de 70% do mercado de telefonia móvel no país. Dados da própria Anatel indicam que o Brasil terminou o mês de maio com 255 milhões de celulares.

É telefone demais para rede de menos. Crescer é bom, mas também é bom (para não dizer essencial) oferecer qualidade.

Que esta seja a primeira de muitas atitudes que beneficiem o consumidor. E que elas também sejam tomadas por todas as agências reguladoras. Para a nossa alegria.

Procon-Recife tocando o terror com a Oi e a Tim

Celular

"(des)ligue djá"

- Oi?

- Tim…Tim…Tim

Você é cliente das operadoras Oi e Tim e acha que o serviço das duas é ruim para caramba? O Procon-Recife também acha. Tanto que notificou as duas pela “má prestação de serviços aos clientes”.

O Procon-Recife tomou a atitude depois de receber queixas dos clientes sobre portabilidade sem ela ser solicitada, descumprimento contratual e cancelamento de promoção sem justificativa.

Segundo a direção do Procon-Recife, as empresas terão agora dez dias para apresentar a defesa. Poderão receber multas e até ficar com as atividades suspensas.

As duas empresas estão no ranking mensal de empresas mais reclamadas do Procon por falha do sinal de operação, quebra de contrato, propaganda enganosa e outras irregularidades no atendimento.

Não sei se vocês lembram, mas, no fim de fevereiro, a Tim foi proibida de comercializar novas assinaturas, habilitar novas linhas ou efetuar a portabilidade numérica de clientes de outras operadoras.

A proibição foi conseguida na 2ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco, depois de um pedido feito pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE) em conjunto com a Associação de Defesa da Cidadania e do Consumidor (Adecon-PE).

A empresa tinha de comprovar a instalação e o perfeito funcionamento de equipamentos necessários e suficientes para atender as demandas de seus consumidores no estado.

A proibição deveria valer pelo prazo mínimo de 30 dias. Mas, duas semanas depois, a companhia conseguiu derrubar a decisão no Tribunal Regional Federal 5ª Região (TRF 5ª).

A diretora do Procon-Recife, Cleide Torres, diz que os clientes que se sentirem lesados com o comportamento das operadoras devem ir até o órgão e fomalizar a queixa.

Não tem o endereço? Então anota aí: Rua Carlos Porto Carreiro, 156, Derby. O horário de funcionamento é de segunda à sexta-feira, entre 8h e 13h.

Também dá para entrar em contato com o Procon-Recife pelo telefone (0800-281-1311) e por e-mail (procon@recife.pe.gov.br).

* Colaborou Micheline Batista

Telefonia celular vai pra recuperação

Sem sinalOs brasileiros não andam nem um pouco satisfeitos com as operadoras de telefonia celular.

Em uma pesquisa feita com 7,1 mil usuários de todo o Brasil (donos de 11 mil linhas), o segmento ficou em 22º lugar entre 23 analisados. Só não foi o último por conta dos planos de saúde (a rabeira não chega a surpreender).

De acordo com o levantamento da CVA Solutions – empresa de pesquisa de mercado, treinamento e consultoria – as operadoras brasileiras receberam nota 6,67 em uma escala de 1 a 10.

Entre os problemas apontados pelos usuários, a ausência de sinal é o campeão de reclamações: 71% disseram que este foi o principal problema que tiveram nos últimos seis meses. A reclamação é tanto dos clientes do pré-pago quanto dos clientes do pós-pago.

Depois da ausência de sinal, a maior bronca dos usuários é com o atendimento insatisfatório. O problema foi apontado por 44% dos entrevistados do pré-pago e 52% de clientes pós-pago.

E você? Que nota dá para a sua operadora de celular?