Passagem de ônibus pela web

NetViagem

A compra de passagens aéreas pela internet já caiu no gosto do brasileiro. Agora está acontecendo algo parecido com as passagens de ônibus.

No ano passado, a venda on-line de bilhetes dobrou. Foram cerca de 550 mil bilhetes vendidos em 2011, segundo o portal Netviagem.

A estimativa do portal é que, em 2012, mais de 1 milhão de passagens sejam vendidas através da internet.

Aqui estão os destinos mais comprados pela web: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Araçatuba (SP), Parati (SP), Juiz de Fora (MG), Recife (PE) e Guarapari (ES).

Hora de preparar o bolso

Charge Aumentos

Lá vem bronca...

Energia, água, ônibus, plano de saúde, remédio. Pode não parecer, mas eles têm uma coisa em comum. Têm seus preços administrados pelo governo. Ou seja, no fim das contas, é o setor público quem decide em quanto vai ficar o reajuste. Parece bom? Nem sempre. Em 2011, muitos destes serviços e produtos devem subir acima da inflação, que não será pequena. Segundo o Boletim Focus, publicado pelo Banco Central toda semana, o mercado anda projetando uma inflação de 5,66%.

Aviso importante: boa parte dos reajustes dos preços administrados se concentra no primeiro semestre. Os moradores da Região Metropolitana do Recife já tiveram o dissabor de encarar logo nos primeiros dias do ano um aumento médio de 8,66% nos preços das passagens de ônibus. O bilhete do anel A – pago por 80% dos passageiros – passou de R$ 1,85 para R$ 2. Situação pior viveu o pessoal de São Paulo, onde o reajuste chegou ao cabalístico 11,11%.

Em março, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) deve anunciar o reajuste para cerca de 20 mil apresentações de remédios. Ano passado, o aumento máximo ficou em 4,83%. Em 2011, o percentual deve ser maior. É que o reajuste leva em consideração o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) dos últimos 12 meses terminados em fevereiro. O IPCA é a inflação oficial do país, que fechou 2009 em 4,31% e 2010 em 5,91%, o maior nível em seis anos.

No fim de abril, os pernambucanos vão descobrir de quanto será a mudança nos valores das contas de luz. Em 2010, os consumidores comemoraram uma queda média de 8,7% na tarifa. A primeira desde que a Celpe foi privatizada, em 2000. A queda na conta de luz acabou ajudando a segurar a conta d’água. No fim do ano passado, a Compesa teve um reajuste autorizado de 5%. Mas a situação não deve se repetir em 2011.

“No ano passado, por conta da eleição, alguns aumentos foram represados. Mas agora a eleição já passou”, destaca o economista Josué Mussalém. Ele lembra que a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, em janeiro, previu que os reajustes da gasolina e gás de cozinha fiquem zerados em 2011.

“Mas isso não quer dizer que é o que vai acontecer. Estamos tendo uma crise no Egito, onde o Canal de Suez tem importância para a logística do transporte de petróleo entre o Oriente Médio e a Europa”, diz Mussalém. E a gente com isso? Bem, o problema é que os preços dos combustíveis no Brasil refletem em parte os preços internacionais do petróleo. Aí vai depender da Petrobras decidir o que vai fazer.

* Matéria publicada na edição de 08/02 do Diario de Pernambuco

Boa notícia para quem viaja de ônibus

onibusDa Agência Brasil

Brasília – Os bilhetes de passagens de ônibus intermunicipal, interestadual e internacional vão valer por um ano, a partir da emissão, independentemente de estarem com data e horários marcados. Os bilhetes já agendados poderão ser remarcados. A obrigatoriedade consta da Lei 11.975, publicada no Diário Oficial da União de hoje.

Antes de se configurar o embarque e caso desista de viajar, o passageiro terá direito ao reembolso do valor pago do bilhete, em até 30 dias, a partir da data do pedido.

Em caso de atraso da partida ou em uma das paradas previstas, por mais de um hora, o transportador providenciará o embarque do passageiro em outra empresa, que oferecerá serviços equivalentes.

Em caso de defeito, falha ou outro motivo que interrompa ou atrase a viagem durante o seu curso, a empresa transportadora deverá assegurar a continuidade da viagem num período máximo de três horas, após a interrupção. Na impossibilidade de se cumprir essa determinação, fica assegurada ao passageiro a devolução do valor do bilhete de passagem.

A Lei 11.975 determina ainda que, durante a interrupção ou retardamento da viagem, a alimentação e a hospedagem dos passageiros serão obrigação da transportadora. Se em qualquer das paradas previstas a viagem for interrompida por iniciativa do passageiro, nenhum reembolso será devido Os bilhetes de passagens adquiridos com antecedência mínima de sete dias da data da viagem poderão não ter horário de embarque definido.

Ônibus alado

Autor: André Luis Ferreira Beltrão

Autor do desenho: André Luis Ferreira Beltrão

A companhia irlandesa RyanAir - uma das mais famosas empresas low cost, low fare (baixo custo, tarifa baixa) do mundo – inventou mais uma. Anunciou hoje que está negociando com a fabricante de aviões norte-americana Boeing o desenvolvimento de equipamentos que permitam que os passageiros possam viajar em pé a bordo de seus aviões. Isso mesmo. Em pé. Feito ônibus.

Stephen McNamara, porta-voz da companhia, bem que tentou explicar como seria essa viagem em pé. Segundo ele, a ideia é instalar, ao lado da cabine, quatro fileiras de três suportes, dotados com um cinturão e outros equipamentos de segurança que permitiriam que passageiros possam viajar “sentados na vertical”.

Sentar na vertical? Como é que é? Deve ser alguma posição de Ioga. Vou perguntar pra Madonna.

O porta-voz disse que, se vingarem, esses lugares serão gratuitos ou terão uma redução pelo menos 50%. Que bonzinhos.

Ah, a RyanAir é a mesma empresa que recentemente levantou a possibilidade de cobrar a ida ao banheiro aos passageiros. E também andou anunciando que iria cobrar taxa extra dos gordos.

A dica do post foi da colega Rosa Falcão.

O aumento das passagens e a opinião de um blogueiro

onibusRobson Fernando, do blog Consciência Eferverscente, já falou sobre o aumento da conta de luz aqui no blog. Estava dando uma olhada na “casa” dele agora há pouco e encontrei uma série de posts sobre o aumento das passagens de ônibus. As opiniões são incisivas. Quando foi divulgado o valor (exorbitante) que as empresas estavam pedindo, Robson me questionou por e-mail se eu não iria colocar nada no blog sobre o assunto. Coloco agora. Nas suas próprias palavras, Robson. Segue o texto:

A “cúpula do mal” de empresários de ônibus utilizou uma estratégia de enorme esperteza para aplicar esse aumento: a manipulação psicológica.

Primeiro, anunciaram a intenção de promover um aumento cavalar, aqueles 30%. Despertaram uma comoção generalizada, a indignação — a velha indignação vazia da população, que no final termina na resignação e no conformismo — e então, na reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano, desceram para cerca de 6%.

O governo saiu como “herói” e a população foi psicologicamente domada. Afinal, 6% é muito menos mal do que 30%! Parece um percentual “justo”.

Pois bem, as suspeitas são de que a intenção dos empresários de ônibus era desde sempre fazer esse aumento menor. Os 30% foram um engodo, um artifício para, como eu disse, inchar a opinião pública e tornar o aumento real um “remédio anti-inchaço” a ser bem recebido.

E os ânimos dos movimentos estudantis, tradicionais opositores dos aumentos das passagens, também foram um tanto resfriados. Não só por essa manipulação psicológica, como também pelo anúncio do aumento novamente em plenas férias, ao contrário da pretensão anterior de aumentar em fevereiro.

Não deixe se enganar por essa gente. Qualquer aumento é abusivo quando a população não está evoluindo em poder aquisitivo.

S.O.S rodoviário

onibusJá passava das 22h30 da última segunda quando meu celular tocou. Do outro lado da linha, meu tio, Biu Vicente, era só reclamação. Estava no TIP esperando o ônibus para Belém do São Francisco. Historiador e professor de história, ia dar um curso sobre diversidade cultural para professores da região. “Já liguei cinco vezes para o telefone da Progresso (a empresa que opera a linha intermunicipal) e eles só informam que o ônibus está sendo preparado. Era para ter saído às 22h”.

Liguei para ele na quarta. Queria saber como tinha sido a viagem. Ouvi o resto da história. O atraso foi de uma hora. Os passageiros ficaram esperando, em pé, no embarque. Não existem cadeiras. Muitos eram idosos. Alguns tinham vindo ao Recife para fazer tratamento médico. Mas não foi só o atraso. O ônibus, que tanto demorou para ser “preparado”, precisou ser trocado logo ali, em Caruaru. Disseram que ele “não teria forças” para chegar até o destino final. Nenhuma outra explicação foi dada.

“Quando é atraso de avião todo mundo faz matéria, o presidente intervém, chega até a trocar ministro. Mas quando são os ônibus que atrasam será que encontramos nas rodoviárias alguém para reclamar?”, desabafou Biu. Difícil mesmo. Quem atravessa o estado e o país de ônibus geralmente só ganha destaque em duas situações: quando o ônibus é assaltado ou quando sofre acidente. Nada de operação Feliz 2009, como a que aconteceu nos aeroportos.

Meu tio tem razão. Sempre dei mais cartaz ao caos aéreo do que aos problemas do transporte rodoviário pelas estradas caóticas e esburacadas. Mas agora faço o mea culpa. Será que mais alguém vai vestir a carapuça? …Continue lendo…